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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Os Limites da Ética nos Negócios

Sempre que ouço aquela pequena pauta na programação da CBN, com a chamada "Ética nos Negócios", fico pensando no quanto é bonitinho falar de ética.
Mas onde se encontram os limites dos Princípios Éticos e quando estes esbarram com os limites da Ética da Situação? Ah, claro! Isso você não escuta na CBN.

Tá! Primeiro deixa eu esclarecer aqui: Adoro a CBN! Ouço quase todos os dias.
Pronto.

Pra começar já complicando, ética e moral não são a mesma coisa, mas uma pessoa (física ou jurídica) só é considerada ética quando anda em conformidade com os princípios morais.
Putz!

A moral está relacionada com "o externo", ou seja com o manual de conduta da sociedade. Já a ética, além de estar relacionada com o "externo", diz respeito também ao "interno", ou seja, a intenção, aquilo que gera uma ação humana e que nasce dentro do sujeito moral.

Me diga que essa explicação não é controversa!

Do grego ethos, que significa modo de ser, caráter, comportamento, a palavra ética é bem saborosa para o acusador ou discursante, mas é extremamente limitadora para ao possível infringente.

Tá! Sei que alguns me chamarão de canalha e etc. após este post, mas duvido que estes já estiveram pressionados entre os limites dos Princípios Éticos e da Ética da Situação.

A ética limita! - Pronto, falei!

Tento seguir a moralidade. O que é um homem sem moral? Aprendi isso ainda na terceira série, durante as brigas que perduraram até a sétima série.
Mas embora uma palavra seja derivada da outra, algumas situações levam a moral colidir com o lado êthos (interno) da ética.

Acabo de ser antiético. Este meu ato não atingirá ninguém, negativamente, mas é considerado antiético por causa da criação de algo que não é real, para construir algo real. Para os mercadores, seria como se eu me alavancasse na ética e colhesse os retornos disso, deixando a moral intacta.

Puxa! Acho que este post será um dos mais difíceis de entender...
O problema é que não posso contar o que fiz, porquê fiz e o que aconteceu.

Mas a lição de todos estes pensamentos desconexos descritos acima, é que aconselho a não ficarem limitados pela ética. Só preocupem-se em não ferir ninguém.
Antes de agir, a ética me limitou durante uns 2 minutos. Depois passou! Hehehe

Óbvio que isso não se encaixa quando está em pauta seus produtos ou seus clientes, ou melhor, seu core business.

Mas quando for uma estratégia administrativa e principalmente financeira, atropele a ética, sem perder a moral.

Talvez, pra você que não entendeu o post até agora, o exemplo abaixo funcione:
Você tem 17 anos, não possue CNH, é um filho exemplar, mas seu pai não libera o carro de jeito nenhum. Claro! Isso é antiético!
Então você decide contar vantagem para a menina mais linda da escola, dizendo que vai pra tal festa do 3° Ano de carro e ela prontamente pede pra ir com você!!! Ao mesmo tempo que enxerga em seus sonhos o beijo, os amigos com inveja, as viagens, o casamento e os filhos, vem também a imagem de seu pai negando o veículo.
O que Jesus faria? ... Aliás, esquece isso! O que você faria?
Naquele momento você teria a certeza que ser antiético poderia mudar toda a sua vida.
Mas essa decisão vai de encontro à sua moral, de filho exemplar. Eis que você monta uma estratégia bem planejada e miimizando os riscos (blitz e acidentes), consegue sair com o carro de seu pai sem que ele perceba, curte a festa, "pega" a menina e devlve o carro intacto, até com a mesma quantidade de combustível de antes.
Foi antiético, mas não prejudicou ninguém e muito menos sua moral.

Espero que entendam o que tentei passar com este post. Já aos formandos "teoriquetes" em administração e os muitos puritanos que vagam por aqui, não percam seu tempo comentando, pois eu sei que no mundo real a história acontece e não é contada. Aqui só me lembro daquela citação:
There are no pacts between lions and men.


Um artigo muito melhor que o meu, pode ser encontrado AQUI.

Um comentário :

Escolha bem suas próximas palavras! hehehe
Brincadeirinha!