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terça-feira, 31 de maio de 2011

Sim, você é igualzinho o Lance, só lhe falta os sete Tour de France.
Sexta-feira, 20:30, cansado após um longo dia (e noite) de trabalho, dirigia a caminho da academia, para colocar um ponto final na semana.
Prestes a passar pela oitava vez na semana, naquela mesma rotatória de sempre, na Lagoa da Pampulha, freio bruscamente meu carro e depois escuto um “assobio sinalizador”. Neste momento, passa um ciclista a uns 40km/h na frente do meu carro. Nesse momento comecei a pensar nos transtornos que estes ciclistas causam na minha amada Lagoa da Pampulha.

Fui ciclista por muito tempo. Comecei sendo um cicloturista e mais tarde um mountain biker. Sou um cara maluco por esportes e sei que é normal um cara comprar uma bike, vestir uma roupa colada cheia de marcas estampadas, de patrocinadores que não te dão nem um centavo, subir na bike e se sentir o próprio Lance Armstrong. O problema é quando acham que uma via pública, com trânsito liberado, é o trajeto do Tour de France! Arriscam suas vidas, prejudicam o trânsito e deixam pedestres e motoristas pwt0s da vida!

Na história que contei no primeiro parágrafo, não foi o assobio que salvou o ciclista, foi minha visão muito boa, que avistou aquela bicicleta vindo em alta velocidade, magrela e no escuro. Se fosse alguém com uma visão menos eficiente, teria jogado ciclista e bicicleta pro alto.
Se isso tivesse acontecido, poderia me preparar pra pancadaria, pois jogar um ciclista pro alto na Lagoa, é confusão na certa com outros ciclistas, que independente da situação, são sempre vítimas, o nível mais baixo na cadeia alimentar.

Certa vez minha esposa chegou em casa reclamando que um ciclista chutou seu carro, porque ela obstruiu sua passagem quando reduziu para entrar numa rotatória... Cara, se estou dentro do carro numa hora dessas, faço igual aquele motorista que jogou todo mundo pra cima num protesto de ciclistas.
Galera, se estão numa via pública, respeitem as leis que regem esta via e lembrem-se que não têm tamanho e iluminação suficiente para que enxerguemos vocês com facilidade.

Os caras usam a via pública como se fosse uma pista e querem que nós motoristas, que nem sabemos quais são as regras dessa pista, andemos conforme suas necessidades. Putz! É o cúmulo do absurdo vezes 3!
Como moro bem próximo à Lagoa, muitas vezes vejo um ciclista estendido no asfalto e penso:
- Lá se vai mais um Lance Armstrong!
Ou seja, julgo que aquele é um dos malucos sem nem saber se realmente é!

Bem, só queria escrever este post como forma de protesto e de alerta! Tudo bem se pensam ser o biker mais rápido do Brasil, mas se querem preservar suas vidas, não pensem que a Lagoa da Pampulha é uma pista de corrida e se querem preservar seus dentes e ossos inteiros, não chutem um carro em que eu estiver dentro.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

É irmão, você está sozinho.
Temos a mania humana de romantizar tudo. Algo dentro de nós faz com que acreditemos que somos o centro do universo e que somos especialmente importantes para o funcionamento do mesmo. Mas a verdade é que somos importantes apenas para nosso próprio universo, criado em nossa mente.
Dessa forma, você, como qualquer outro, morrerá um dia e ficará por aqui apenas vagas lembranças nas pessoas de seu convívio, lembranças que se dissiparão com a força mais aniquiladora do universo, o tempo.

Também como qualquer outro humano, nascemos sozinhos. Mas nessa fase ainda temos um grande apoio de uma figura divina capaz de dar a própria vida por nós, as mães. Se bem que nem todos têm essa benção, já que algumas mães jogam seus filhos recém nascidos em latas de lixos, lagoas e rios.

Depois do nascimento passamos a vida buscando apoio semelhante em professores, parentes, colegas, amigos, amores e etc, mas nenhum destes chegará a ser uma mãe um dia.
Se você não se tocar dessa lógica rápido, ficará mais deprimido ainda quando ver que nem sua mãe é mais uma mãe, pois chega uma fase em que há uma inversão em que sua mãe se transforma no lado frágil, carente de cuidados e você passa a ser... a mãe.

No fim das contas, as outras pessoas servem para te fazer feliz em momentos ímpares em sua vida. Sim, ninguém te faz feliz o tempo todo, pois por mais que seja uma máquina de felicidade, não fica com você o tempo todo e se ficasse, com certeza não te faria feliz por todo o tempo.

A felicidade é momentânea, já falei disso por aqui e deve-se sugar ao máximo estes momentos, pois quando a vida te bate, é neles que você se apegará para levantar e continuar em frente.

A felicidade vem nos momentos em que você consegue o que quer e a capacidade de cada um para conseguir isso é diferente.
Portanto amigo, sua felicidade depende de você! Você está sozinho neste mundo e não deve depender de ninguém pra ser feliz.
Seja lá o que for, deseje, capacite-se, persista e conquiste!

Sabe aquele mendigo que vive sozinho, do qual você morre de pena?! Você é tão sozinho quanto ele, porém conquistou mais coisas, como família, amigos, amor e dinheiro.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Apertou? Reinvente!
Este é um post baseado em fatos reais, reinventados.

Era uma vez um garoto que morava na região pobre de uma cidade grande. Aos 12 anos, cansado de depender dos pais, enxergou uma oportunidade de ganhos financeiros nos três limoeiros que ficavam nos fundos de sua casa.

O garoto passou a oferecer limões na vizinhança e começou ganhar algum dinheiro. Porém seus limoeiros produziam mais do que ele conseguia vender, devido ao pouco tempo de trabalho intercalado com a escola e os deveres de casa.
Sendo assim, o garoto teve uma ótima idéia! Decidiu vender toda a produção de seus limões ao maior sacolão da região. Baixou sua margem, cedeu algum prazo, mas aumentou sua escala.

Que maravilha! Tacada de gênio do garoto! Trabalhava pouco, não tinha custos e vendia muito.

Eis que certo dia ao visitar seu único cliente, este deu-lhe um belo kick in the ass! Seu cliente havia conseguido um limão a um preço bem inferior de um grande fornecedor.

Tanto seu cliente quanto seu concorrente desdenharam do pobre garoto, que voltou pra casa naquele calor escaldante, fez uma bela limonada e sentou-se entre seus limoeiros. Ali ficou por alguns minutos, pensando no que fazer para conseguir vender seus limões e pagar as dívidas adquiridas por conta de sua crença na prosperidade do negócio. O Zé Cuia do fliperama era muito chato e se não o pagasse em dia, poderia ficar mal-falado em todo o bairro.

Como vender os limões? Já estava endividado e voltar a vender na vizinhança não cobriria suas dívidas.
Como vender os limões?

Seu professor vendo sua preocupação e já tendo escutado pelo bairro sobre os "calotes" do aluno, chamou o mesmo para uma conversa:

PROFESSOR: - Como posso ajudar?
ALUNO: - Tenho que vender meus limões e não consigo!
PROFESSOR: - Sim, mas por quê TEM que vender os limões?
ALUNO: - Uai, porque tenho que pagar minhas contas.
PROFESSOR: - Então creio que esteja fazendo a pergunta errada.
PROFESSOR: - A pergunta certa seria: Como conseguir dinheiro pra pagar meus credores?
ALUNO: - Tá bom, mas só tenho meus limões pra me renderem alguma coisa.
PROFESSOR: - E seus limões são diferentes dos demais limões, dos quais derivam uma infinidade de produtos consumidos em todo o mundo?

O garoto então teve o insight de fazer geladinhos (chupchup)!
Com um limão, fazia 4 geladinhos e vendia cada um ao preço de um limão. Tinha como canais de venda sua própria casa, onde sua mãe atendia seus clientes quando ele estava na escola, o sacolão de seu ex-ex-cliente, que viu uma oportunidade em seus geladinhos naquele calor da época e aos finais de semana o garoto saía com uma caixa de isopor até que liquidasse seu estoque, quando havia ainda algum produto em estoque.

Ele reinventou seu negócio após um momento crítico e desacreditador. Reinventou-se, descobriu novos caminhos, cresceu e principalmente, faturou.

FIM

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Sim, estou muito ausente. (Frase esquisita né?!)
Adoro quando a maioria afirma que algo é impossível e daí vou lá e faço! Já fiz um bocado de "impossíveis" durante minha vida, mas algumas vezes me dei mal. Como durante aquela trilha de bike em que cismei de descer o Arco, lá em Perdidos... foi um tombo cinematográfico!

Pois é, estou sem tempo de postar, porque estou fazendo um "impossível" aqui. Sinceramente, este foi e está sendo o maior desafio que já tive, pois afeta a muitas pessoas e não só a mim. Portanto se eu cair, machucarei ou matarei muita gente.
Não cairei! Já chamei o Todo Poderoso e quando tenho resposta, sei que nada é impossível.

Mudando de assunto, tentarei gravar hoje o que pode ser o primeiro episódio da TV Dinheirologia. Falarei um pouco sobre minha trajetória, indicarei uns livros e outras coisas totalmente sem roteiro.

Estou aprendendo coisas neste 2011 que faculdade nenhuma ensina.

Pra quem usa o Facebook, acessem a Página do Dinheirologia por lá e cliquem em Curtir! Hehehe

Segue uma imagem muito engraçada, abordando o âmago de nossa relação com os bancos...

terça-feira, 3 de maio de 2011

Desculpem! Não tenho e nem sei usar o Photoshop!

Pessoal, na semana passada viajei a São Paulo com o intuito de conseguir uma visão mais insider do mercado nessa metrópole onde se concentra, ou se movimenta, boa parte da riqueza do país.
Porém atravesso uma fase bem difícil na empresa e a mesma não poderia bancar a viagem, daí pensei no filme (e livros) O Guia Do Mochileiro das Galáxias. Sendo assim, peguei minha mochila, uma promoção na Azul, reservei uma cama num albergue, tracei minha rota no Google Maps e fui em busca de uma viagem meio no sense, mas enriquecedora!

O Blog Grifo Nosso descreveu bem a trilogia O Guia do Mochileiro das Galáxias:
"...sem noção, sem explicação, sem respostas e com muito bom humor, diversão e uma forma revolucionária de ver o espaço."

Bem, no caso do meu Guia, posso dizer que é algo sem noção, sem explicação, com respostas e com muito bom humor, diversão e uma forma revolucionária de ver o Mercado.

Comecemos pelo motivo da viagem...
Há tempos penso em ter alguma fatia da riqueza que circula em São Paulo, mas nunca defini como e todas as informações que tinha a respeito do mercado da capital eram provenientes de terceiros.
Já fui algumas vezes para lá, mas sempre com outros objetivos. Dessa vez, fui focado em descobrir como ser mais um daqueles caras que desfilam nos importados pela Faria Lima.

Mas por quê tinha que ir logo agora, quando a empresa passa por uma fase dificílima?
Bem, porquê minha mulher também estava na cidade e eu queria fazer uma surpresa. Também porque com todos os problemas na empresa me pressionando, eu precisava pensar um pouco "Fora da Caixa", respirar novos mercados e principalmente, conversar! Sim, conversei com donos de padarias, taxistas, cobradores de ônibus, bancários, perueiros, gerentes de todos os tipos de negócios, motoboys, corretores, estudantes e etc.

A Mochila
Para ser um mochileiro, é necessário ter uma boa mochila. A minha é uma pópria para trekking, com compartimento para calçados, área de ventilação para as costas, capa de chuva, material reforçado, alças no peito e cintura, além de uma infinidade de bolsos. É a mochila do Rambo!

Os Meios de Transporte
Galera é sério, a Azul Linhas Aéreas é hoje a melhor companhia aérea para vôos nacionais e nem chega perto de ser a mas cara. Na verdade, se ficarmos de olho nas promoções, conseguimos passagens mais baratas que uma passagem de ônibus pro mesmo destino. Comprei minhas passagens por 89 reais cada uma, com direito a pontualidade britânica, suco de pêssego, Ruffles, cookies, goiabinha, tv a cabo e um ótimo tratamento. Apaixonei! Adeus TAM!

Já na cidade de São Paulo, meu meio de transporte foi um Nike Vomero, que apesar de ultra-confortável, mostrou-se frágil em tempos chuvosos (óbvio), deixando meus pés encharcados.
Quis andar a pé por lá, para ter a visão insider da qual havia falado. Dessa forma, vi tudo com detalhes, entrei em várias empresas, desde botecos até lojas onde se vendiam Ferraris, conversei com várias pessoas, peguei panfletos, marquei tempos de congestionamentos, experimentei alguns produtos que não conhecia e etc.
Andei 33km em apenas um dia! Esqueci que não tenho mais 16 anos e como consequência sofri com câimbras à noite.

A Hospedagem
Tá, eu gosto de luxo! Mas a experiência de se hospedar (se estiver sozinho) em um albergue te dá o prazer de conhecer mais pessoas, descobrir mais coisas sobre o local e de quebra, te faz sentir como um jovem de 18 anos de novo.
Me hospedei no OKUPE da avenida Rebouças e embora tenha esquecido de levar um cadeado para guardar minhas coisas, me proporcionou uma agradável estadia pelo preço de 30 reais a diária, guardando minha fiel mochila pra mim.


São Paulo é uma cidade na qual eu adoraria morar e ficaria com saudades apenas da minha amada Lagoa da Pampulha em Belo Horizonte. A cidade proporciona as mais diversas delícias gastronômicas e você não tem que vender seus olhos para desfrutar delas. A cidade tem as melhores baladas do Brasil e as mesmas acontecem de segunda a segunda!
O mercado é sanguinário como em qualquer lugar e parece um verdadeiro mar vermelho, porém com uma visão mais insider, é possível ver brechas capazes de enriquecer uma pessoa, física ou jurídica.

É nessa que eu entro! Portanto, daqui um tempo, não se assuste ao trombar com um mochileiro de 1,90m por diversas vezes em São Paulo.