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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Às vezes enquanto assisto o fantástico Bear Grylls, no programa “À Prova de Tudo” (Discovery), me pego pensando em como ele reagiria se não tivesse suas “âncoras”. Eu sei que o cara é foda e realmente possui treinamento o bastante para sobreviver em locais inóspitos, BUT...
E se não houvesse equipe, GPS, a corda correta, a roupa correta, o canivete correto?
Será que sua tranquilidade e confiança seriam afetados?

Como manter a calma e a confiança quando só temos a nós mesmos em meio à selva financeira?

E aí, vai encarar ou vai correr?

Penso da seguinte forma:
Se te colocassem em um local fechado, junto com um urso faminto (Não vale Pandas), qual seria sua reação?
Sinceramente não sei de que forma poderia matar um urso apenas com minhas mãos e talvez nem fosse preciso, mas morreria lutando com todas as minhas forças e inteligência (diferencial), para escapar daquela situação.

Durante toda a vida do Blog, recebi emails e comentários descrevendo situações onde as pessoas se sentiam insatisfeitas com sua vida profissional, se achavam capazes de realizar grandes feitos, tinham grandes ideias, mas não PODIAM abandonar TUDO e partirem para a selva do desconhecido.

Creio que o primeiro passo para seguirem o caminho idealizado, ou melhor, PULAREM NO DESCONHECIDO, se chama:

“DE SACO COMPLETAMENTE CHEIO”
Sim, se você não deixar que o ‘saco’ transborde, você não terá o insight necessário para concluir que se não está no caminho certo, com certeza está no errado.

Nessa fase geralmente você está recebendo um valor que sustenta suas contas e ainda sobra um bocadinho pra se divertir, embora você sempre diga que nunca sobra. Se todas as pessoas que dizem não ter grana pra se divertir deixassem de frequentar baladas, a maior parte das casas noturnas e barzinhos quebrariam.
Provavelmente você tem um chefe, ou “colegas” de trabalho, ou até mesmo sócios, que muitas vezes ultrapassam os limites da relação (e do bom senso) e dizem coisas, ou agem de maneira em que vários momentos durante a jornada de trabalho, você se imagina brincando de Jogos Mortais em pleno trabalho.

Let's play!
E o principal sintoma de que está nessa fase é:
VOCÊ NÃO TEM VONTADE DE SAIR DE CASA E IR PARA O TRABALHO.

Parece brincadeira, mas se você nunca sentiu realmente vontade de ir trabalhar, é porque você nunca esteve no caminho certo.
Se você não sente aquele fogo de querer “fazer acontecer”, de querer produzir, de querer mudar o mundo, pode ter certeza que está nessa fase! Perdendo tempo e enchendo o saco.

Você pode passar a vida assim, administrando o saco, que está sempre cheio, mas nunca transborda.
Ou certo dia você para de se curvar demais, pois quem muito se curva, mostra a bunda e algo acontece para que você tenha o insight que descrevi lá em cima e conclui que a Zona de Conforto em que está é apenas uma espécie de Matrix e que se chutar o pau da barraca, apenas substituirá alguns desconfortos por outros, porém a motivação, a produtividade e as chances de achar o caminho certo aumentarão exponencialmente.

Overfull...

Pra manter a linha do Blog, que fala por experiência e não por teoria, venho administrando meu saco há muito tempo, muito pelo amor à empresa, pelos funcionários, pela minha família e por alguns fornecedores.
Orgulho não faz mais parte da minha mistura. No mundo corporativo, quanto maior o orgulho, maiores as chances de se estrepar de forma circense. Mas se algum dia sentir alguém tentando ferir sua honra, chute! Por reflexo mesmo!
Enfim, meu insight veio após ser suspeito de roubar minha própria empresa, aliás minha própria família. Claro que ninguém teve coragem de fazer essa acusação de frente pra mim, mas graças a Deus, não tenho (tinha, né?!) funcionários e sim colaboradores e seguidores.
Invés de discutir, brigar e correr um sério risco de cair na porrada de verdade, peguei meu insight e saí.

Como as únicas coisas que roubei em toda a minha vida foram balas e revistinhas pornográficas durante a adolescência, me encontro no meio da selva, sem nenhum puto no bolso...
Como sobreviver?

To be continued...

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Lendo a HSM, me deparei com a parábola contada pelo professor Luiz Carlos Cabrera (FGV), que usa uma metáfora para demonstrar uma situação muito comum no mundo corporativo.

Subo ou não subo?...

Ele conta que um novo executivo chega à empresa e vê um monte de jabutis em cima da árvore. Estranhando a situação, ele vai até a árvore e retira todos os jabutis dali e leva orgulhosamente ao seu chefe, o que causa enorme reboliço na empresa. Ele não se dá conta de que, considerando que jabutis não sobem em árvores, aqueles estavam ali porque alguém os colocara naquele lugar. Ou seja, antes de retirá-los, ele deveria verificar por qual motivo foram parar lá.

Isso acontece em qualquer tipo de negócio, de qualquer tamanho ou segmento.
É a conta de entrar um novo gestor, gerente ou responsável, que vem a enxurrada de mudanças. É um tal de querer mostrar serviço, que acaba gerando um baita desserviço para o negócio.

O primeiro passo para o novo ‘Cara’ na antiga área ou negócio, é simplesmente observar.
O segundo passo é se certificar que o fluxo das operações continue do jeito que era, enquanto ele observa.
Depois vêm os questionamentos e a detecção de possíveis gargalos, assim como as pequenas e grandes soluções para melhorar e desenvolver.

Dependendo da complexidade das tarefas, pode acontecer de se atravessar este caminho rapidamente ou não. Portanto o desenvolvimento da área ou do negócio, não depende apenas da eficiência e competência do novo gestor, mas também do caminho onde ele terá que dar estes passos.
A competência e eficiência do novo gestor servirão para ajudá-lo a se movimentar pelo caminho (espaço) e como o próprio Einstein disse que o tempo não é absoluto, pois o movimento o torna relativo, ele pode conseguir passar rapidamente pelo percurso e definir se os jabutis devem mesmo ficar ali ou não.

Físicos por favor, não levem a sério minha comparação entre a situação e a Teoria Geral da Relatividade de Einstein.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

A P&G vai... aliás, já dominou o mundo!
Já escrevi sobre isso aqui no Blog em um post sobre outra coisa, mas depois de ver um familiar falando sobre o assunto, decidi escrever um post que acabasse com as dúvidas.
Lembro que tenho uma posição assumidamente parcial sobre o tema, pois adoro as batatinhas Pringles!
Portanto, em defesa das minhas amadas batatinhas, companheiras fiéis de meus bons tempos no cinema, escrevo principalmente aos cristãos radicais descabidos de curiosidade e totalmente alienados a um sistema de regras a acumulação de riquezas.
(Putz! Peguei pesado... pra variar. Mas lembro que estes fazem parte de um pequeno grupo dentro da religião) ... (Tá bom, talvez o grupo não seja tão pequeno)

Tudo começou quando alguém teve a ideia de escrever um email, afirmando que o “Dono” da Procter & Gamble, havia concedido uma entrevista a um programa estadunidense, dizendo que os lucros da empresa eram revertidos a uma igreja satânica.
Daí o maluco enviou o email para alguém, que enviou a outros e daí surgiu a lenda da P&G.

Já havia ouvido a história antes, mas só de ouvir alguém dizer algo sobre o “Dono” da P&G, já sabia que aquela pessoa era totalmente desprovida de senso e nem me dava o trabalho de argumentar que a temida Procter & Gamble não tem um único dono, já que se trata de uma companhia de capital aberto e tem suas ações negociadas em bolsa de valores. E mesmo se a empresa tivesse um acionista detentor de um bom percentual dos papéis, creio que ele não iria à TV acabar com a reputação de sua própria empresa.

Daí certo dia, meu cunhado, um homem correto, trabalhador e bom pai de família, chegou em um almoço alertando a todos sobre o pacto diabólico do “dono” da P&G...

Como minha família toda é evangélica, me retraí à minha “ovelhanegrice” e fiquei calado.
Como pode alguém tão legal aceitar uma informação dessas sem ter a curiosidade de pesquisar a veracidade, antes de divulgá-la?!?!

Por isso eu venho ao meu cantinho e desabafo!
Vamos aos fatos reais:
- A P&G é uma put@ empresa de capital aberto, com mais de 170 anos de fundação e que não tem apenas um dono;
- O cara apontado como entrevistador no email, Phil Donahue, já declarou diversas vezes que nunca entrevistou qualquer executivo da P&G;
- Reverter os lucros de uma empresa listada em bolsa, para uma igreja satânica?!?! Alguém me explica como isso pode ser possível em alguma dimensão existencial?!
- Ah tá! A logo da empresa remetia ao número 666... Bom, a idéia original era apresentar um rosto e treze estrelas representando as treze colônias que formaram os EUA. É a mesma coisa de ficar achando esculturas em nuvens;

As próprias igrejas já tiveram que se retratarem por divulgarem essa notícia, como podem ler AQUI.

Se buscar mais no Sr Google, encontrará uma série de fatos contra o tal email, mas pouparei o espaço do blog.
Enfim, lembrem-se do oitavo mandamento (ou nono, ou décimo-sexto), fiéis seguidores da Bíblia:
“Não levantarás falso testemunho contra teu próximo.”

Portanto galera, sejam curiosos e deixem minha Pringles em paz!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

O “inteligentemente asno” dinheirólogo João Homem estava com dois carros e uma moto na garagem. Um carro feio no valor de 10k para utilizar no dia a dia. Um carro luxuoso e bonito, no valor de 35k (barato pro carro que é) pra bolerar nos finais de semana. Uma moto que não serve pra quase nada, mas que vale apenas 3k e por isso continua em minha garagem.

Apesar de ter comprado o feiosinho à vista, fiz um financiamento posterior em cima dele e por isso pago 250 reais por mês, mais os quase 300 reais por ano de impostos. A moto não me gera despesa quase nenhuma, tirando os impostos.
Já o grandão, usado apenas nos finais de semana, foi pego num negócio e deveria ser vendido logo para gerar algum lucro. O problema é que acabei gostando de “pagar de gatão” e fui gostando de assumir as prestações de 940 reais, mais 1.150 reais anuais de IPVA.

Pagando de gatão...

Esse veículo luxuoso caiu no meu colo, depois de uma negociação mal sucedida entre meu irmão (ex-dono) e um comprador (ex-dono tb). O cara não conseguiu pagar e fiz um acordo verbal com meu irmão, que assumiria o carro e suas despesas.
Paguei uma prestação e usei de inteligência financeira para negociar as demais, que estavam em atraso, com a instituição financeira credora.
Após 2 meses batendo de carrão, uma altercação familiar, fez com que meu irmão tomasse a decisão de me tomar o carro... (kkkkk Casos de Família)

Graças à minha frieza, assim que controlei meu impulso de querer jogar um botijão de gás no parabrisa do carro, percebi que tinha errado ao fazer um acordo verbal (ainda mais com um parente!!!) e tive o meu consciente financeiro acessado após uma longa hibernação.

Oras!!! Meu carrinho feio, me leva para todos os lugares, fazendo 14km/l com ar condicionado ligado!!! Ok, não consigo pagar de gatão com ele. Mas posso pagar um táxi, ou alugar um carro e pagar de gatão do mesmo jeito, que ainda saio no lucro!

Vejam só a matemática do gatão...
O carrão do gatão me custava cerca de R$ 1.040,00 por mês, sem contar a manutenção e pneus caríssimos. Ah e sem contar a depreciação, pois o modelo saiu de linha esse ano.

Bom se quiser usar o serviço de táxi, pra me levar de casa até o coração da Savassi, onde estão localizadas as melhores baladas de BH, pagarei cerca de 70 reais pra ir e voltar. Com a vantagem de não correr o risco de cair numa blitz da Lei Seca (Tequilas Party Now!!!).
Levando em conta que utilizaria o serviço 2 vezes na semana, gastaria R$ 560,00 por mês e ainda me sobrariam uns R$ 500,00 mensais para investir. Atenção, pois não contabilizei o valor do combustível que gastaria com veículo próprio.

Caso aconteça alguma situação em que eu realmente precise de um carro legal pra dar uma 'avultada' no status, basta alugar um veículo de luxo por R$ 360,00 e ainda me sobrariam R$ 140,00 por mês para investir.

Levando em conta aqueles 500 reais de sobra mensais, investidos por 45 meses (como as prestações do carrão), a uma taxa módica de 0,75% ao mês, sem descontar a inflação, em oposição à depreciação e manutenção do veículo, conseguirei economizar R$ 26.000,00, que deverá ser maior que o valor do veículo na mesma época.
Agora se eu quiser economizar tudo, basta eu esquecer essa vida de pagar de gatão e levar uma vida mais no estilo europeu, com meu feiozinho.

O puro Estilo Europeu...
Às vezes a matemática te ajuda até mesmo em problemas sentimentais.
Por R$26.000,00 a mais na conta?!?
JUST LET IT GO!

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Prezados leitores, dinheirólogos, estudantes, admiradores e apreciadores.
Durante esse tempo offline, recebi uma quantidade absurda de emails e comentários no Blog. Alguns com mensagens de força, outros com elogios e outros com dúvidas.
Eu sinto muitíssimo, mas não responderei aos mesmos, pois são muitos e não quero privilegiar alguns dentre todos.

Passei e ainda estou passando por uma fase dificílima em minha vida, talvez a mais difícil até então. Parei de escrever no Blog, devido o excesso de sentimentalismo e negatividade em meus últimos posts, sem contar que nada tinham haver com Dinheirologia.

Estou tentando voltar aos poucos, estudando 3 páginas por semana, invés de 2 livros e escrevendo 1 post por semana, invés de 5. Veremos se conseguirei.

Não fiquei rico, aliás estou bem mais pobre. Não encontrei a felicidade e por sinal me sinto cada dia mais longe dela. Não adquiri mais conhecimento e em muitas ocasiões durante essa fase, fiz questão de me afundar na ignorância. Não fiquei mais sábio, talvez mais experiente.

Continuo rápido em fazer contas de cabeça, instável e louco, é só isso.
A novidade é que já tenho alguns posts prontos, portanto o Blog Dinheirologia voltará aos trabalhos.
Abraços!