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quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Sempre me perguntam o significado de YAWN, ou Y.A.W.N. Peguei um artigo da Isto é Dinheiro que explica melhor o que é.

...
O que significa yawn?
É a junção das iniciais de young and wealthy but normal (jovem e rico, mas normal). São pessoas bemsucedidas, na faixa dos 30 anos e 40 anos de idade, que não esbanjam dinheiro, gastam conscientemente e estão engajados em projetos filantrópicos. Os bilionários da tecnologia Bill Gates, da Microsoft, e Michael Dell, da Dell Computers, assim como os empresários brasileiros Oskar Metsavaht, da grife Osklen, e André Szajman, da gravadora Trama, podem ser considerados membros deste grupo.
Eles são o avesso de Paris Hilton, a loirinha da pá-virada que passa o tempo encenando filminhos picantes na internet e gastando o dinheiro de sua família, os fundadores da cadeia hoteleira Hilton, para chamar a atenção da mídia. "Alguns ricos só desejam ter uma vida confortável, outros buscam fazer algo relevante. Estes últimos são os yawns", disse Iain Dey à DINHEIRO. Bill Gates e o megainvestidor Warren Buffett, por exemplo, seriam yawns, não fosse pela idade. Gates, aos 52 anos, está deixando a Microsoft, para dedicar- se à sua fundação, Bill & Melinda Gates. Já o investidor Warren Buffett, 77 anos, doará 85% de toda a sua fortuna à entidade de Gates. Buffett, um dos homens mais ricos do mundo, até hoje mora na mesma casa, comprada, em 1958, por US$ 30 mil. O bilionário da informática Michael Dell, 43 anos, também é yawn. Por meio de sua fundação, a Michael & Susan Dell Foundation, ele já doou cerca de US$ 1,2 bilhão. Na vida particular, o oitavo homem mais rico do mundo anda de táxi e de metrô.
"Estes grupos alastram tendências. Como os hippies, pode ser que não atinjam a todos, mas mudam muita coisa na sociedade", diz Edson Crescitelli, professor de estratégia e especialista em comportamento do consumidor da Faculdade de Economia e Administração da USP.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008


Quanto vale o “Sonho da Casa Própria”?

Muitos dizem que as pessoas ambiciosas, abrem mão de seus sonhos para conseguirem o que querem, mas o que a maioria não sabe é que essas pessoas abrem mão apenas de alguns sonhos pequenos, perto dos sonhos grandiosos que têm como objetivo.
Um bom exemplo disso, é o tal “Sonho da Casa Própria”. Todos querem ter um cantinho pra chamar de seu e mostrar aos outros que és uma pessoas bem estabilizada financeiramente.
Até aí tudo bem, pois é apenas uma questão de segurança e de ego. O problema é que essa atitude pode custar muito caro para alguns.

Andei pesquisando na internet sobre a possibilidade de comprar uma casinha simples para começar e depois alugar a mesma, quando comprasse outra e daí em diante, até chegar em um imóvel de nível bom para criar meus filhos.
Me assustei por estar tão certo em minhas teorias!!!

Tomaremos como base um imóvel de classe média baixa em capitais, no valor de R$ 80.000,00. Não contabilizaremos inflação, ou valorização e desvalorização do imóvel.

No melhor financiamento da Caixa Econômica Federal, tive a seguinte resposta:
· Valor do imóvel: R$ 80.000,00
· Valor da entrada mínima: R$ 16.000,00
· Taxa de juros efetiva: 7,9347% a/a (A taxa nominal é mais baixa, mas a que vale é essa aí)
· Prazo: 360 meses
· Prestações: R$ 635,31

Calculando os mesmos valores dessas prestações como se fosse um investimento qualquer em renda fixa, com uma rentabilidade mensal de 0,65%, no final de 360 meses, em vez de ter o sonho da casa própria no valor de R$ 80.000,00, mas de “inestimável valor sentimental”, teria um patrimônio no valor aproximado de R$ 1.066.546,00 !!!!! Vai pensar ainda em “inestimável valor sentimental”???

Mas aí você vem com o seguinte argumento:
- Tá bom! Eu vou investir esse valor durante 30 anos, mas vou onde vou morar durante esse tempo?

Bom, a idéia era apenas passar a diferença entre pagar juros e receber juros, mas já que é pra pegar pesado (rsrsrs) vamos lá...

O aluguel de um imóvel no Brasil está hiperinflacionado atualmente e creio que isso não continuará dessa forma por mais 30 anos. Normalmente, o aluguel de um imóvel residencial médio, equivale a um valor de 0,6 a 1% sobre o valor do mesmo.
Se você pretende se sacrificar um pouco para se ter a independência financeira e ainda, a moradia durante o “até lá”, decida primeiramente a morar em uma imóvel um pouco mais barato, de R$ 70.000,00. Calculando um aluguel barganhado em 0,7% do valor do imóvel, o mesmo equivaleria a R$ 490,00.

Se você optar por aquele mesmo método de investimento acima, investindo R$ 145,31 mensais e ainda pagando um aluguel de R$ 490,00, ao final de 360 meses, em vez de ter o sonho da casa própria no valor de R$ 80.000,00, mas de “inestimável valor sentimental”, teria um patrimônio no valor aproximado de R$ 370.265,00 !! Vai pensar ainda em “inestimável valor sentimental”??? Tem certeza??

Isso se você não puder estudar um pouquinho mais sobre investimentos, pois se estudar um pouquinho e conseguir elevar seus rendimentos a 1% ao mês, teria no primeiro exemplo R$ 2.767.271,00 e no segundo exemplo R$ 1.072.180,00. Incrível né!?!?

Depois ainda reclamam que filho de pobre é sem sorte!!!

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Aprenda a Investir em Ações e a Operar na Bolsa Via Internet

Best-seller do autor Carlos A. H. Brum.

Livro muito bom pra quem está começando e não entende como funciona tudo, pois o livro não ensina apenas o operacional do Mercado, ele primeiro te leva à compreensão de como funciona o Sistema Financeiro Nacional.

Depois de entender "por alto" como funciona este Sistema, o autor aborda praticamente tudo sobre o Mercado de Capitais. Mas esse "tudo" é abordado de forma a fazer o leitor compreender sobre o que se trata cada pequeno detalhe do Mercado e quase nada sobre o que fazer com o que você aprende no livro. Mas claro que o objetivo do livro não é esse, ele vem para lhe explicar o que é tudo e como você pode começar.

Muito didático e por isso às vezes, por eu ter um pouquinho de conhecimento, dava vontade de pular uma parte ou outra (Coisa que eu não fiz!), mas é um ótimo livro pra quem quer começar a operar na Bolsa de Valores. Recomendo!


Livro: Aprenda a Investir em Ações e a Operar na Bolsa Via Internet
Autor: Carlos A. H. Brum
Nota Dinheirologia: 6

quinta-feira, 14 de agosto de 2008


Hoje parei um pouco para dar uma olhada no meu xodó, esse Blog.
Apesar de ser um blog pouco visitado, não ser muito divulgado e de ter um assunto que muitos não se interessam, fico muito feliz em ver todo o material que coloquei aqui em tão pouco tempo!
Tem muita coisa e dá pra ajudar muita gente!

Fiquei até com vergonha quando vi vários erros gramaticais e de digitação, mas tudo bem, não quis corrigir, pois esses erros só mostram que o autor desse blog está no meio da batalha e ainda arranja um tempinho (muito corrido) para tentar compartilhar suas experiências e assim contribuir para que mais pessoas tenham acesso à "pílula vermelha".

Já somamos mais de 2.500 visitas e já recebi muitos elogios de pessoas que puderam usufruir do material disponível por aqui. Esse material serve muito pra mim também, pois adoro relembrar por onde deixei minhas pegadas.

Espero continuar contribuindo o máximo possível, errando o mínimo possível e crescer cada dia mais.
Ah...
Quero lembrar que um grande amigo de Foruns, o Maurício Katayama, abriu um Fórum sobre investimentos que está bombadão. Trata-se do Investidores Inteligentes, vale a pena conferir:
http://investidores.forum3.info/

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Era Uma Vez...

Nasci pobre! Bem pobre!
Em fevereiro de 1979. Essa foi a data em que tudo começou.
Se bem que ainda quando criança, soube que minha história começou um pouco antes, quando ainda estava no ventre de minha mãe.
Enquanto minha mãe me carregava, ainda dentro dela, uma vizinha muito mística disse a ela em um momento de "transe espiritual" que eu seria o herói da minha família. A palavra não era bem "herói", mas era algo parecido! Cresci lembrando disso e carregando esse fardo!
Moro em um bairro na periferia de Belo Horizonte, junto com meus pais, numa casa herdada dos meus avós. Meus pais sempre foram comerciantes e sempre acreditaram na força de seus trabalhos para vencerem na vida. Infelizmente não deu muito certo!
Para exemplificar o quanto fomos pobres, basta citar que não dormíamos em noites de fortes chuvas, pois temíamos perder nossos poucos bens em enchentes muito comuns na região. Lembro também de nossa primeira mudança de residência, feita por um vizinho carroceiro. Levamos todos os nossos móveis de carroça pelo bairro.

Estudei quase toda a vida em colégios particulares, pois meus pais quase se matavam para me dar boa educação. Porém, sempre era discriminado pelos colegas, pois não tinha um tênis de marca, tinha sempre alguma coisa falsificada, não comprava lanches na escola, levava sempre meus pãezinhos com manteiga.
Mas devo dizer que foi uma infância feliz e que me deu valores que jamais perderei.
Após muito bater a cabeça, conseguimos subir um pouquinho na escala social, devido a um esforço sobre-humano de meu pai atuando no comércio atacadista de alimentos. Nosso status melhorou também graças ao Plano Real e às melhorias em termos de concessão de créditos em nosso país.

Com 12 anos, já acompanhava meu pai em suas frequentes "batidas de cabeça". Aprendi muito com seus erros e acertos.
Porém, da mesma forma, aprendi a ser um super-consumista. Comprava tudo o que queria, sempre confiando em um futuro "provável" fluxo de caixa.

Iniciando a Revolução
Levando essa vida de financiamentos e consumismo, cheguei em Julho de 2006, aos 27 anos, sem quase nada!
Possuía uma moto superesportiva no valor de R$45.000,00, que eu amava, mas que estava alienada ao consórcio que eu pagava todo mês confiando em meu fluxo de caixa.
Mas algo aconteceu...

No final de Julho, tive um sonho onde meu avô, já falecido, pedia para que eu me desprendesse dos bens materiais e me mandava começar isso pela minha moto. Ele foi bem claro ao dizer que não se deve amar nossos bens materiais.
Como sou muito crente em Deus e o sonho foi bem real, decidi anunciar a minha até então, amada moto!
Estava bem difícil de vender, porque era um bem caro, estava com os impostos atrasados e alienada ao consórcio faltando ainda 29 meses para quitar.
Recebi algumas propostas e tentei fechar alguns negócios, mas parecia que Deus tinha outros planos...

O Primeiro Livro
Enquanto tentava vender minha moto, pensava também sobre o que fazer com o dinheiro que restasse em minhas mãos. Pensei em comprar uma moto mais barata, um carro, dar entrada em um financiamento de uma casa e muitas outras coisas que passam pela cabeça de uma pessoa consumista.

Nessa época, minha noiva lia um livro classificado na categoria de auto-ajuda, chamado "Casais Inteligentes Enriquecem Juntos". Ela pegou o livro emprestado com seu professor de faculdade e o leu em poucos dias. Depois que acabou de ler, cismou e insistiu que eu lesse também. Relutei no início, mas aceitei apenas para agradá-la. Pensei:
- O quê??? Eu vou ler livro de auto-ajuda e com esse nome ridículo???
Decidi ler a contra-capa e a introdução só pra dizer a ela que li.
O resultado foi que li o livro todo em um único dia!!!
O livro me abriu os olhos para enxergar um novo mundo, além daquele que eu sempre conheci. Era como se eu tivesse vislumbrado um portal que daria passagem para outra dimensão.

O engraçado é que depois que passei por essa etapa do Plano de Deus, eu consegui vender a moto rapidamente. Entendi que Deus fez tudo certinho para me mostrar que existia um caminho diferente, antes de colocar o dinheiro em minhas mãos.
Esse livro foi só o primeiro. Depois desse, comecei a ler um atrás do outro. Vi que tinha muito a aprender antes de vencer e que meu maior inimigo se chamava TEMPO!

A Pílula Vermelha
Em meio a toda aquela busca por conhecimento, me deparei com outro livro de nome "duvidoso"...
"Pai Rico, Pai Pobre"!
Realmente esse livro se compara a pílula vermelha do filme Matrix. Enquanto lia esse livro, consegui ultrapassar aquele portal que o primeiro livro tinha aberto e quando terminei a leitura, que durou apenas dois dias, já estava em outra dimensão. Um mundo cheio de possibilidades, onde nada era impossível para mim e que me levaria por vários caminhos jamais sonhados.
Depois de ler esse livro, passei a enxergar o mundo com outros olhos, tudo era novo e excitante novamente.
Digo aos que já leram esse livro e não sentiram algo parecido, para lerem novamente! Se nada mudou, é porque você não entendeu! Não se trata de fórmula mágica e nem de soluções para deixá-lo rico. O livro apenas te mostra que existe um mundo diferente daquele a que você foi condicionado a viver.
Quer vencer essa guerra? Escolha a pílula vermelha!

O Capital Inicial
Enfim vendi minha amada ex-moto!
Tive que vender com um preço um pouco abaixo do preço de mercado, pois tinha caído com ela há um tempo atrás e a carenagem estava avariada.
O cara transferiu o dinheiro para minha conta, daí eu tive que quitar as prestações que faltavam ao consórcio e os IPVA's que eu devia.

Subtraindo tudo que eu devia, terminei com míseros R$5.000,00!

Isso mesmo! Depois de pagar várias prestações de R$1.200,00 pela moto, terminei com um patrimônio de poucos reais. Daí se vê a diferença entre Ativos e Passivos.
Então em Novembro de 2006, eu tinha em minhas mãos um incrível patrimônio de R$5.000,00 e uma bicicleta!
A partir daí comecei a pensar em como começar a fazer o dinheiro trabalhar pra mim.
Era muito pouco dinheiro para uma empreitada épica, então comecei a analisar os investimentos mais simples, porém tinha que escolher os de risco mais alto, pois só assim conseguiria alavancar esse dinheiro.

Daí estes 5 mil viraram 9 mil, que se transformaram depois em 23 mil, que mais tarde passaram a ser 43 mil e pouco depois mais de 100 mil, recuando aos 5 dígitos depois de um erro que cometi e retornando aos 6 dígitos logo depois que passou a depressão.

Tudo isso e o que aconteceu depois você pode encontrar neste Blog. Navegue por suas páginas e aprenda com meus erros, acertos e minhas experiências em tempo real.
No final, tanto eu como você estaremos tão rico quanto desejamos.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008


Continuando...

Avaliação baseada em Patrimônio Líquido

O que é Patrimônio Líquido?

Patrimônio Líquido é uma forma engraçada de dizer “tudo que está lá”. Não importa se são coisas tangíveis como caixa, ativos circulantes, capital de giro, dinheiro dos acionistas, ou qualidades intangíveis como administração, marca; Patrimônio Líquido é tudo que uma companhia possui caso ela parasse de vender seus produtos e saísse do negócio amanhã.

Tradicionalmente os investidores que procuram comprar companhias com uma quantidade expressiva de patrimônio Líquido como garantia de valor são um grupo de paranóicos que estão procurando ter algo para receber caso a companhia vier a ser liquidada. Na era do consumo em massa dominado pela televisão ajudaram aos intangíveis como nomes e marcas criarem fossas quase impenetráveis ao redor do negócio, os investidores contemporâneos começaram a esticar os limites do patrimônio Líquido enfatizando as qualidades dos valores não tangíveis e concretos, mas que são absolutamente vitais para o futuro da companhia.

O Balanço Patrimonial: Caixa e Capital de Giro

Você gostaria de compra um dólar de ativos por um dólar de valor de mercado? Ben Graham gostava. Ele desenvolveu um dos filtros mais famosos para procurar por companhias que tinham mais dinheiro na mão do que valor de mercado. Primeiramente, Graham procurava pelo caixa, equivalentes e investimentos de curto-prazo da companhia. Dividindo esse número pelo número de ações fornecia a ele uma idéia de quanto do preço da ação é constituído de dinheiro que a companhia possuía nas mãos. Comprar uma companhia com bastante dinheiro em caixa pode trazer uma série de benefícios – dinheiro pode desenvolver produtos, fazer aquisições estratégicas e pagar executivos de grosso calibre. Mesmo uma companhia que pareça ter perspectivas futuras limitadas pode ser bastante promissora se tiver bastante dinheiro nas mãos.

Outra medida de valor é o Capital de Giro que a companhia possui em relação a sua capitalização de mercado. Capital de Giro é o que sobra depois que você subtrai os Passivos circulantes dos Ativos Circulantes. Capital de Giro são os fundos que uma companhia possuí para conduzir seus negócios do dia-a-dia. Se você conseguir comprar uma companhia por um preço próximo do seu capital de giro, você terá comprado um dólar de ativos por um dólar de preço de mercado – não é um mau negócio também. Assim como dinheiro pode comprar várias coisas boas, o capital de giro também pode.

Patrimônio Líquido e Valor Patrimonial

O Patrimônio Líquido é uma convenção contábil que inclui os ativos líquidos (NT – Ativos livre de passivos) de uma companhia como dinheiro, ativos permanentes como imóveis, e também os lucros retidos. Isso é uma medida global de quanto valeriam os ativos da companhia caso ela fosse liquidada. Não importa se esses ativos são prédios, escrivaninhas, camisetas velhas no estoque ou descargas de vaso sanitário no almoxarifado.

O Patrimônio Líquido ajuda a avaliar uma companhia quando você descobre seu valor patrimonial. O valor patrimonial de uma companhia pode ser encontrado na sua contabilidade. Para calcular o valor patrimonial por ação, pegue o Patrimônio Líquido da companhia e divida-o pelo número de ações existentes. Se agora você dividir o preço da ação pelo seu valor patrimonial por ação, encontrará o Índice Preço-Valor Patrimonial.

Valor Patrimonial é um conceito claro. Quanto mais próximo você comprar alguma coisa do seu valor patrimonial, melhor para você. Nos dias de hoje, o valor patrimonial é uma coisa que deve ser vista com cuidado, porquê a maioria das companhias avaliam seus estoques, e os efeitos da inflação e deflação sobre suas propriedades de acordo com as deduções que pretendem obter no imposto de renda. Embora para companhias financeiras como bancos, financeiras, corretoras, empresas de cartões de crédito, o valor patrimonial ainda seja bastante relevante. Por exemplo, no setor bancário as aquisições são sempre efetuadas em cima de valor patrimonial, com os depósitos e empréstimos sendo tomados sobre algo entre 1,7 a 2,0 do valor patrimonial.

Outro uso do Patrimônio Líquido é para determinarmos o Retorno sobre o Patrimônio Líquido, ou ROE. Retorno sobre o Patrimônio Líquido é uma medida de quanto, em termos de lucro, uma companhia consegue gerar em quarto trimestres comparado com seu Patrimônio Líquido. O ROE é medido em termos percentuais. Por exemplo, se a companhia XYZ fez um milhão de dólares de lucro no ano passado e possui um Patrimônio Líquido de dez milhões, então ela possui um ROE de 10%. Alguns empregam o ROE como um filtro para encontrar companhias que podem gerar grandes lucros sem muito investimento de capital. A COCA-COLA (NYSE: KO), por exemplo, não precisa de muito investimento para atualizar seu equipamento- O processo para fabricar o seu xarope não se modifica muito com o avanço tecnológico. Na verdade, companhias com altos ROEs são tão atrativas para alguns investidores que alguns deles farão uma média do ROE e com o crescimento esperado dos lucros para encontrar um múltiplo justo. É esse motivo pelo qual companhias farmacêuticas com a MERCK (NYSE: MRK) conseguem crescer 10% ou mais a cada ano e mesmo assim são comercializadas consistentemente acima de 20x seus lucros.

Intangíveis

A marca é o elemento mais intangível dentro de uma companhia, mas talvez seja um dos mais importantes para sua a sobrevivência no futuro. Se todos os MCDONALD'S (NYSE:MCD) do mundo desaparecessem amanhã, a companhia poderia simplesmente pegar alguns empréstimos e reconstruir seu império e voltar a ser uma potência mundial em alguns meses. O que permitiria ao McDonald's fazer isso? É a sua presença na nossa mente coletiva – o fato é que se dez pessoas fossem obrigadas a dizer o nome de uma lanchonete “fast food”, nove iriam dizer McDonald's, sem exitar. A companhia possui uma marca muito conhecida e isso agrega um tremendo valor a ela, apesar de não poder ser quantificado.

Alguns investidores se preocupam com marcas, particularmente em indústrias emergentes que tradicionalmente sobreviveram sem elas. A genialidade da INTEL (Nasdaq: INTC) e da MICROSOFT (Nasdaq: MSFT) é que conseguiram transformar o nome de suas companhias em marcas que dão a elas uma tremenda vantagem sobre a concorrência. A marca é também transferível para outros produtos – a razão pela qual a Microsoft pode se tornar uma potência em “online banking”, por exemplo, é porquê tem um enorme patrimônio em marcas de aplicativos e sistema operacional. É como se o leite moça fosse entrar no mercado de doce de leite. Seria necessária muito pouca propaganda para o produto crescer.

As marcas necessitam de uma administração competente para poder liberar valor. Se uma marca sofre por causa de incompetência administrativa, como foi o caso da AMERICAN EXPRESS (NYSE: AXP) no começo da década de 90, ou da Coca-Cola no início da década de 80, então muitas pessoas começam a duvidar se o valor da marca se mantém intacto. Ironicamente, as maiores oportunidades de compra de marcas ocorrem quando as pessoas param de acreditar nelas por alguns momentos. Marcas esquecidas normalmente conseguem sobreviver aos traumas de curto-prazo.

Os intangíveis podem significar também que as ações de uma determinada companhia conseguem ser comercializadas a um prêmio extra sobre a sua taxa de crescimento. Uma companhia com margens gordas, com um “market share” dominante, batendo consistentemente as previsões dos analistas e um balanço patrimonial sem dívidas pode comercializar a um múltiplo mais alto que a sua taxa de crescimento poderia sugerir. Embora os intangíveis sejam difíceis de quantificar, não quer dizer que eles não tenham um grande efeito sobre o preço da ação da companhia. O único problema com companhias que possuam muitos ativos intangíveis é que qualquer sinal de problemas poderá fazer com que todo o prêmio venha a desaparecer.

A Companhia em pedaços

Finalmente uma companhia pode valer mais aos pedaços do que inteira. Isso pode acontecer porquê existem ativos escondidos que a maioria das pessoas desconhece, como a aquisição de terrenos antes de 1980, que foram mantidos nos livros a preço de custo, apesar da dramática avaliação dos terrenos da vizinhança, ou simplesmente porquê uma companhia está muito diversificada e não consegue produzir qualquer sinergia. A SEARS (NYSE: S), a DEAN WITTER DISCOVER (NYSE: DWD) e a ALLSTATE (NYSE: ALL) valem muito mais como companhias independentes do que quando estiveram juntas. Mantendo um olhar clínico em companhias que podem ser divididas e que valem mais separadas do que juntas faz sentido, principalmente nos dias de hoje em que vários conglomerados da década de 70 estão sendo partilhados.



Avaliações baseadas em Renda

O dividend yield é o percentual do preço da ação da companhia que é pago na forma de dividendos durante o ano. Por exemplo, se uma companhia paga $1,00 em dividendos por trimestre e está sendo comercializada a $100, ela possui um “dividend yield” de 4%. Quatro trimestre pagando $1 dão $4, dividido por $100 resulta em 4%.

O “Yield” produz um efeito curioso sobre as ações de uma companhia. Muitos investidores que desejam renda começam a comprar determinado papel quando ele atinge patamares acima de um determinado número mágico. A performance histórica da Abordagem de dividendos do Dow foi confirmada pelo trabalho de Jim O'Shaugnessey que mostra que uma carteira constituída de ações de grande capitalização, com dividendos acima da média supera o mercado através dos tempos.

Algumas pessoas como Geraldine Weiss, investem em ações baseados no yelds que elas deveriam ter. Weiss mede o Yeld médio histórico e aconselha investir em ações de companhias quando seu Yeld atingir a faixa subavaliada. Por exemplo, se uma companhia possui um dividend Yeld histórico de 2,5% e está pagando atualmente $4 em dividendos, a ação deveria estar sendo comercializada em torno dos $160. Qualquer um interessado em aprender mais sobre o método de investimento de Weiss orientado para a avaliação de dividendos deveria ler o livro “Dividends Don't Lie”. A forma mais simples de tirar vantagem de ações que estejam subavaliadas em termos de dividendos é empregando o Dow Dividend Approach, que você poderá aprender na seção "Fool's School" .

Avaliação baseada em assinantes

Às vezes uma companhia pode ser avaliada pelo número de assinantes, ou pela conta de seus clientes. A avaliação baseada em assinantes é mais comuns nas companhias de comunicação e mídia, que gerem renda mensal regular – como celulares, TV à cabo e outras companhias on-line. Normalmente, numa companhia que é avaliada pelo número de assinantes, os analistas calculam a média de suas receitas por assinante durante toda a vida da empresa e depois avaliam a companhia toda baseado nesse método. Se a AMERICA ONLINE (NYSE: AOL) possuísse hoje seis milhões de membros e cada um deles mantivesse sua assinatura por 30 meses, em média, gastando $20 por mês, a companhia valeria seis milhões vezes $20 vezes 30, ou seja, $3,6 bilhões. Esse tipo de avaliação é também empregado para TVs à cabo e companhias de telefonia celular. Por exemplo, a Continental Cablevision foi comprada por $2000 por assinante.

Outra forma de avaliar uma companhia em relação aos seus membros é baseada nas suas contas. Nos setores de saúde e informática, as companhias são adquiridas baseado nas contas que possuem. Essas aquisições normalmente ignoram lucros e vendas passadas da companhia, focando-se, ao invés disso, nos receitas adicionais que podem ser geradas através dessas novas contas. Embora avaliações baseadas em membros pareçam bastante confusas, sua mecânica é única dentro de cada indústria. Estudando a história das últimas maiores aquisições um investidor pode dizer como o modelo de avaliação por membros funcionou nas últimas fusões a poderá sugerir como elas poderão funcionar no futuro.

Fim!

quarta-feira, 6 de agosto de 2008


Continuando...

Avaliação baseada em Vendas

Valuation: O Índice Preço/Vendas (PSR)

Toda vez que uma companhia vende alguma coisa aos seus clientes está gerando receitas. Receitas são as vendas recebidas pela companhia pelo fornecimento de bens ou serviços. Não importa se a companhia conseguiu ou não fazer dinheiro ano passado, sempre haverá receitas. Mesmo as companhias que estão perdendo dinheiro temporariamente, ou possuem lucros deprimidos devido a circunstâncias de curto-prazo (como o desenvolvimento de produtos ou aumento de impostos), ou que sejam relativamente novas em um segmento de alto crescimento, serão normalmente avaliadas por suas vendas e não pelos seus lucros. As avaliações baseadas em receitas são efetuadas por intermédio do índice Preço/Vendas, ou simplesmente PSR. (NT - O Site Economática apresenta o PSR das ações em suas páginas)

O índice Preço/Vendas pega a capitalização de Mercado da companhia e divide pelas receitas dos 12 últimos meses. A capitalização de Mercado é o valor atual da companhia obtido multiplicando-se o preço da ação no mercado pelo número de ações existentes. Esse é o preço pelo qual o mercado está avaliando a companhia. Por exemplo, se a Companhia XYZ possui dez milhões de ações, que custam $10 a ação, então sua capitalização de mercado é de $100 milhões.

Alguns investidores são ainda mais conservadores e somam as dívidas de longo prazo da companhia ao valor de mercado para chegar a capitalização de mercado. A lógica aqui é que se você for adquirir a companhia, assumirá também suas dívidas, pagando, por conseqüência, esse valor a mais. Isso evita comparar PSRs de duas companhias em que uma tem uma dívida enorme empregada no sentido de aumentar suas vendas e outra com vendas menores mas que, em compensação, não assumiu nenhum a dívida perigosa.

Capitalização de Mercado = (Nº de Ações * Preço da Ação) + Dívidas de Longo Prazo

O próximo passo para calcular o PSR é somar as receitas dos últimos quarto trimestres, e dividir esse número pela capitalização de mercado. Digamos que a Companhia XYZ tenha conseguido $200 milhões em vendas nos últimos quatro trimestres e atualmente não possua qualquer dívida de longo prazo. O PSR será de:

(10.000.000 ações * $10/ação) + $0 dívidas
PSR = ----------------------------------------- = 0.5
$200 milhões de Receitas

Uma companhia sempre considera o PSR antes de fazer uma aquisição. Se você já viu um negócio ser fechado em cima do "múltiplo de vendas”, já viu o PSR em uso. Como essa é uma forma legítima de uma companhia avaliar uma aquisição, muitos simplesmente extrapolam esse conceito para o Mercado acionário e o empregam para avaliar uma empresa .

Usos do PSR

Da mesma forma que o PEG e o YPEG, quanto menor o PSR, melhor. Ken Fisher, que é mais conhecido pelo emprego do PSR para avaliar ações, procura por companhias com PSR inferiores a 1,0 para encontrar ações que o mercado esteja sub-avaliando. Essa é a aplicação mais comum do PSR e é realmente um excelente indicador de valor, de acordo com o trabalho efetuado por James O'Shaughnessey em cima do banco de dados do S&P's CompuStat .

O PSR é também uma excelente ferramenta para se utilizar quando uma companhia não conseguiu fazer dinheiro em determinado ano. A menos que a companhia venha a falir, o PSR pode nos informar se as vendas estão sendo feitas com desconto em relação a seus concorrentes. Se a Companhia XYZ perdeu dinheiro ano passado, mas possui um PSR de 0,5 enquanto as outras companhias da mesma indústria possuem um PSR de 2,0 ou maior, você pode assumir que se ela conseguir dar a volta por cima e começar a fazer dinheiro de novo, terá uma maior tendência de alta elevando seu PSR para ficar em linha com de seus concorrentes. Existem, por exemplo, alguns anos de recessão em que nenhuma das montadoras de automóveis fez dinheiro. Isso quer dizer que nenhuma delas tem valor, e que não é possível fazer comparações entre elas? Não, você só precisa empregar o PSR ao invés do P/L para saber quanto você estaria pagando por um dólar de vendas, ao invés de um dólar de lucro.

Outro uso comum do PSR é para comparar companhias dentro de um mesmo setor, empregando o PSR junto com o P/L para confirmar valor. Se uma companhia possui baixo P/L, mas alto PSR pode ser um alerta para o investidor que existiu uma anomalia de lucros nos últimos trimestres que está elevando o lucro por ação excepcionalmente. Finalmente, as companhias novas em indústrias da moda são sempre precificadas baseadas no múltiplo de vendas e não no múltiplo de lucros.

Avaliações baseadas no Fluxo de Caixa

Fluxo de caixa (EBITDA) e despesas não financeiras

Apesar da maioria dos investidores individuais nunca terem ouvido falar em fluxo de caixa, essa é a forma de medida mais usual feita por bancos de investimento para avaliar uma companhia pública e privada. Fluxo de caixa é literalmente o caixa que flui através de uma companhia naquele trimestre ou ano depois de subtraídas todas as despesas fixas. O fluxo de Caixa é normalmente definido como Lucros antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA ou LAJIDA) (O fluxo de caixa dentro desse conceito não deve ser confundido com o Fluxo de Caixa Livre, que é uma medida importante para os investidores “Rule Maker”)

Por quê olhar para os lucros antes dos juros, impostos depreciação e amortização? Da mesma forma que os impostos, as despesas e receitas financeiras, são colocadas de lado porquê o fluxo de caixa foi criado para olhar para o negócio sob o ponto de vista operacional e não das despesas ou receitas secundárias. Principalmente os Impostos que dependem de detalhes tributários em um ano específico e podem causar oscilações muito grandes na capacidade lucrativa de uma empresa. Por exemplo, a CYBEROPTICS (Nasdaq: CYBE) usufruiu de uma alíquota de 15% em 1996 mas, em 1997 alíquota mais do que dobrou. Essa situação superdimensionou o lucro da CyberOptics' no primeiro ano e subestimou no Segundo, mascarando a verdadeira situação operacional da companhia. Assim, um analista cuidadoso poderia empregar também os lucros antes dos juros e impostos (EBIT) ao invés de empregar o lucro líquido para avaliar o crescimento da companhia. O EBIT é também ajustado de despesas ou receitas excepcionais que só venham ocorrem uma vez.

A depreciação e a amortização são chamadas de despesas não financeiras, porquê a companhia não gasta realmente nenhum centavo com elas. A depreciação é uma convenção contábil para fins fiscais que permite que a empresa desconte do imposto de renda asdespesas de capital sobre plantas e equipamentos quando eles vão ficando mais velhos e menos úteis. A amortização acontece normalmente quando uma companhia adquire outra, pagando um prêmio extra em cima de seu Patrimônio Líquido. Um número que ela contabiliza no seu balanço patrimonial como “goodwill”, sendo forçada a amortizá-lo em um determinado período de tempo, de acordo com as convenções contábeis. Quando formos olhar para o fluxo de caixa de uma empresa faz sentido colocarmos de lado algumas convenções contábeis que possam mascarar sua capacidade financeira.

Como e Quando usar o Fluxo de Caixa

O Fluxo de caixa é mais empregado para avaliar empresas que possuam altas despesas de capital e companhias que possuam muita amortização para baixar. Companhias de TV à cabo como a TIME-WARNER (NYSE: TWX) e a TELECOMMUNICATIONS INC. (Nasdaq: TCOMA) apresentaram lucros negativos por vários anos devido as grandes despesa de capital necessárias para construir suas redes de cabo, embora seu fluxo de caixa estivesse na realidade crescendo. Isso porquê um valor muito alto de amortização e depreciação estava mascarando sua habilidade de gerar caixa. Compradores sofisticados desse tipo de empresa empregam o fluxo de caixa como forma de avaliar uma aquisição, dessa forma faz sentido para os investidores empregá-lo em suas avaliações, também.

A forma mais comum de se avaliar o EBITDA, é através do fluxo de caixa descontado, que é uma aplicação em forma de planilha que não conseguiríamos explicar aqui sucintamente. O Valor Econômico Adicionado (EVA) é outra vertente sofisticada do fluxo de caixa que olha para o custo do capital e para o retorno que a empresa consegue produzir acima do custo de capital como forma de separar aqueles negócios que geram dinheiro de verdade daqueles que apenas consomem dinheiro. Uma forma mais direta do investidor individual empregar o fluxo de caixa é entender como os múltiplos do fluxo de caixa funcionam.

Em uma aquisição ao mercado, seja ela pública ou privada, o múltiplo preço-fluxo-de-caixa fica normalmente em torno de 6 a 7. Quando esse múltiplo atinge a faixa de 8 a 9, normalmente a aquisição é considerada cara. Alguns aconselham a venda da companhia quando esse múltiplo ultrapassar os 10. Numa aquisição alavancada (LBO), o comprador procura não pagar mais do que 5 vezes o fluxo de caixa porquê grande parte da aquisição está sendo financiada por endividamento. A companhia compradora tenta efetuar o pagamento de todo dinheiro empregado para fazer a aquisição em 6 anos, procurando limitar-se a companhias que possuam um EBITDA do dobro ou superior aos juros do financiamento, e possuam um valor de financiamento total de no máximo de 4,5 a 5,0 vezes o EBITDA.

Os investidores interessados em estudos mais aprofundados sobre EBITDA, fluxo de caixa descontado e EVA aconselhamos a compra de um livro especializado. Como esses são os métodos empregados por companhias interessadas em aquisição, faz todo sentido familiarizar-se com a lógica por trás deles, porquê podem ser úteis para identificar barganhas antes da multidão. Continua...

terça-feira, 5 de agosto de 2008


Encontrei este texto na internet e decidi colocar aqui. É um pouco longo, mas vale muito a pena ler!
Fonte: http://www.fool.com/school/introductiontovaluation.htm
Tradução e adaptação de SER-

Introdução:

“Valuation” é o primeiro passo para se fazer um investimento inteligente. Quando um investidor procura saber o valor de suas ações baseado em fundamentos, poderá tomar decisões mais acertadas de quais ações comprar e vender. Sem um “valor fundamental”, um investidor fica a deriva na maré aleatória de preços do curto-prazo e, conseqüentemente, de sentimentos ruins.

As instituições financeiras têm dito que a “valuation” deve ser efetuada apenas por “pessoal especializado”. Supostamente, apenas os analistas das corretoras, que estão operando no lado da venda, possuem experiência e habilidades necessárias para comprar e vender num mercado confuso e fazer previsões sobre preços futuros. A “valuation” não é uma ciência obscura, que só pode ser praticada por pessoas com MBA e analistas credenciados. Ela requer apenas noções básicas de matemática e capacidade de discernimento, qualquer pessoa pode estimar valores com a mesma qualidade que os melhores analistas.

Antes, precisamos ter noção do que é uma ação. Uma ação não é uma entidade mágica que sobe e desce ao sabor da maré; ao contrário, ela representa um título de propriedade de uma companhia negociada publicamente. Se a companhia XYZ possui um milhão de ações e você possui uma, significa que você é dono de um milionésimo da companhia.

Por quê razão alguém iria querer pagar um preço por esse milionésimo? Na verdade, existem algumas razões para isso. Sempre haverá alguém que quer seu milionésimo porquê deseja ter um milionésimo dos votos na assembléia dos acionistas da empresa. (NT- Para ações ordinárias). Pode parecer pouco, mas se você conseguir juntar uns cinco milhões de amigos, de uma hora para outra, passa a ter o controle sobre a companhia e pode fazer várias coisas, como pagar dividendos gordos ou efetuar fusões com outras companhias.

Companhias compram ações de outras companhias por várias razões. Pode ser para fazer um “takeover”, em que uma companhia compra todas as ações da outra, ou uma “joint venture”, em que uma companhia compra apenas as ações suficientes para ganhar um assento na diretoria. Seja qual for o motivo, as ações estão sempre à venda. O preço de uma ação indica o preço de toda uma companhia a venda durante sete horas e meia ao dia, cinco dias por semana. São essas informações que permitem que outras companhias, públicas ou privadas, tomem decisões inteligentes em relação ao negócio com informações claras e concisas de quanto custaria para eles adquirir ações de outras companhias.

Uma ação é um passaporte para as vendas, lucros, fluxo de caixa, Patrimônio Líquido – e todos outros ingredientes da salada que compõem uma companhia. Mas, para o investidor individual isso significa apenas preocupar-se de que maneira esses números poderão se traduzir em dividendos. Uma ação é um título de propriedade que permite a você receber uma parcela dos dividendos para sempre. Mesmo que a companhia não pague dividendos, sempre existirá a possibilidade de pagar algum no futuro. (NT - no Brasil, por lei, as companhias são obrigadas a pagar 25% do lucro na forma de dividendos).

Finalmente, a companhia pode recomprar suas próprias ações usando seu excesso de caixa ao invés de pagar dividendos para os acionistas. Isso faz com que o preço do papel suba efetivamente já que a própria empresa atua como compradora (aumentando a demanda) e aumenta o lucro por ação (EPS) sobre as ações remanescentes, já que diminui o número de ações em circulação. Companhias maduras, com fluxo de caixa positivo tendem a ser mais liberais nos dias de hoje na recompra de ações do que com dividendos, porquê com dividendos os acionistas serão taxados duas vezes.

Esta série de artigos irá guiar você nas principais categorias de avaliação Discutiremos as avaliações baseadas em lucros, vendas, fluxo de caixa, Patrimônio Líquido, dividendos e em número de assinantes.

Avaliações baseadas no Lucro

Lucros por ação e o Índice P/L

A forma mais comum de se avaliar uma companhia é através dos lucros. O lucro, ou lucro líquido, é o dinheiro em potencial que sobra depois da companhia pagar toda suas contas. Para comparar “maçâs-com-maçãs”, a maiorias das pessoas que procuram por lucros os avaliam na forma de lucro por ação (EPS).

Para chegar ao valor de lucro por ação simplesmente divida o lucro da companhia pelo número de ações existentes; assim, se a companhia XYZ possui um milhão de ações e conseguiu lucrar um milhão de dólares nos últimos 12 meses, ela possui um lucro por ação passado (“trailing” EPS) de $1,00. (É chamado de “trailing” EPS porquê considera os últimos quatro trimestres publicados – os três trimestres anteriores ao trimestre mais recentemente publicado).

$1.000.000

-------------- = $1,00 em lucros por ação (EPS)
1.000.000 ações
Os lucros por ação sozinhos não têm qualquer significado. A maioria dos investidores procura olhar para o lucro por ação em relação ao seu preço, empregando o Índice Preço/Lucro (P/L). O índice P/L pega o preço da ação e o divide pelo lucro por ação dos quarto últimos trimestres. Por exemplo, se a nossa companhia XYZ estivesse sendo vendida por $15 por ação teria um P/L de 15.


preço por ação de $15
---------------------------= P/L 15
$1.00 em EPS
O P/L é o Cálice Sagrado?

Existe uma grande quantidade de investidores que param de analisar um papel depois de descobrir seu índice P/L. Sem nem querer olhar para qualquer outra forma de “valuation”, esse grupo de investidores pulam fora cegamente, armados apenas com um único índice, ignorando totalmente a vastidão de formas que constituem a análise fundamentalista. Popularizado por Ben Graham (que usa uma série de outras técnicas além do P/L baixo para encontrar valor), o índice P/L tem sido simplificado demais por aqueles que olham apenas para esse número. Esse tipo de investidor procura por ações de “baixo P/L”, que são companhias que possuem um preço muito baixo em relação aos seus lucros passados.

Também chamado de “múltiplo”, o P/L tem sido mais comumente empregado em comparação com a taxa de crescimento de lucros por ação. Assumimos que uma companhia está próxima de seu preço justo quando o índice P/L é igual à taxa de crescimento de lucros por ação.

No exemplo da Companhia XYZ, descobrimos que a companhia tem conseguido fazer crescer seus lucros a uma taxa de 13% ao ano, sugerindo que a um P/L de 15, a companhia esteja muito próxima de seu preço justo. Bons investidores acreditam que o Índice P/L só faz sentido quando empregado comparativamente com a taxa de crescimento de lucros. Se uma companhia perdeu dinheiro no ultimo ano, ou sofreu um decréscimo em lucros por ação nos últimos 12 meses, o P/L se torna menos útil do que outros métodos de avaliação que falaremos mais tarde nessa série. No final, o índice P/L não deve ser visto isoladamente, mas sim dentro do contexto do crescimento para evitar que venhamos incorrer em erros.

Ações com baixo P/L são realmente baratas?

Com o advento de filtros computadorizados (“screening”) e de bancos de dados de ações, encontrar ações com P/L baixo tem sido cada vez mais difícil. Quando Ben Graham formulou muitos dos seus princípios de investimento, as pessoas tinham que procurar manualmente por centenas de tabelas de ações para localizar papéis com P/Ls baixos. Hoje em dia, tudo que você tem que fazer é apertar alguns botões de um banco de dados on-line para obter uma lista do tamanho dos seus braços.

Os filtros aumentaram a eficiência do Mercado. Hoje em dia, quando você vê uma ação com P/L baixo, mais do que nunca, elas devem estar merecendo um P/L baixo porquê suas perspectivas futuras são questionáveis. Um investidor inteligente avalia uma companhia baseado nas suas perspectivas futuras e não na sua performance passada, ações com baixos P/Ls normalmente possuem nuvens negras circulando seu futuro. Isso não quer dizer que você não consiga encontrar ações espetaculares com P/L baixo que o Mercado não reconheceu ainda –você pode, e acontece toda hora. O que você necessita é confirmar o valor existente nessas companhias aplicando outras técnicas de avaliação.

O PEG e o YPEG

O uso mais comum do P/L é o PEG, (P/E and growth ratio – P/L dividido pela taxa de crescimento de lucros) e o YPEG, (o P/L estimado para o próximo período dividido pela taxa de crescimento de lucros). Ao invés de tentarmos reinventar a roda, como existe uma série de artigos maravilhosos no reino de Fool, apenas direcionarei vocês para eles passando rapidamente sobre o assunto. O artigo completo sobre o e o YPEG, foi chamado de”Índice Fool."

O PEG simplesmente pega a taxa estimada de crescimento de lucro ao ano e compara com o preço da ação no mercado. Uma vez que é o lucro futuro que faz uma companhia ter valor para um comprador ou acionista, procurando por dividendos ou fluxo de caixa livre para recompra de ações no mercado, o resultado acaba sendo intuitivo. Olhar apenas para o P/L passado é como dirigir olhando para o retrovisor.

Se é esperado que uma companhia venha a crescer 10% ao ano pelos próximos 2 anos e ela possui um P/L de 10, então terá um PEG de 1,0.

P/L de 10
---------------------- = PEG 1,0
Crescimento de 10% em EPS
Um PEG de 1,0 sugere que a companhia esteja avaliada justamente. Se a companhia no exemplo acima apresentasse um P/L de 5, mas fosse esperada crescer 10% ao ano, teria um PEG de 0,5 – indicando que estaria sendo vendida pela metade (50%) do seu preço justo. Se a companhia apresentasse um PEG de 2,0, estaria sendo vendida pelo dobro do que vale, considerando-se que o P/L deva ser igual a taxa de crescimento de lucro por ação (EPS).

Enquanto o PEG é mais empregado em companhias de crescimento (“growth companies”), o YPEG é mais utilizado para avaliar companhias grandes, e bem estabelecidas. O YPEG utiliza as mesmas premissas do PEG, mas procura em números diferentes. Como a maioria das corretoras estima a taxa de crescimento para 5 anos, ele é uma estima do múltiplo justo para uma companhia no futuro. Assim, se o P/L atual de uma companhia é de 10, mas os analistas esperam que a companhia cresça 20% nos próximos 5 anos, YPEG é igual a 0.5 e a companhia parece estar barata de acordo com essa medida. Como de praxe, devemos olhar o PEG e o YPEG juntos de outras medidas de valor e não considerá-lo como uma máquina mágica de fazer dinheiro.

Múltiplos
Embora o PEG e o YPEG sejam úteis, ambos supõem que o P/L deva se igualar à taxa de crescimento de lucros por ação. Infelizmente, no mundo real não é sempre assim que as coisas acontecem. Muitos apenas olham para a projeção de lucros futuros e estimam que múltiplo justo alguém estaria disposto a pagar pelo papel. Por exemplo, se a companhia XYZ fosse vendida historicamente a 10x seus lucros e estivesse sendo vendida atualmente por 7x porquê ficou abaixo das estimativas dos analistas naquele único trimestre, seria razoável comprar a ação com a expectativa que ela voltasse ao seu múltiplo histórico de 10x, se a sua queda de lucros naquele trimestre fosse apenas uma anomalia de curto prazo.

Quando projetamos múltiplos justos para uma companhia baseado em lucros futuros estimados, começamos a fazer previsões daquilo que pode acontecer no futuro. Embora possamos pesquisar extensamente, de modo a que o risco de estarmos errados seja mínimo, ele sempre existirá. Se apenas uma das hipóteses que fizermos estiver errada, o papel acabará não indo para o lugar que esperávamos que ele fosse. Dito isso, se a maioria dos investidores e companhias lá fora estiverem empregando a mesma estratégia, fazendo suas próprias estimativas também, na pior das hipóteses não estaremos sozinhos.

Uma modificação na abordagem do múltiplo é determinarmos a relação entre o P/L da companhia e o P/L médio do Ibovespa. Se a companhia XYZ tem sido comercializada e 150% do Ibovespa, e o Ibovespa está atualmente em 10, muitos investidores acreditam que a companhia deveria estar sendo comercializada a um P/L justo de 15, assumindo que nada mudou. Essa relação histórica requer alguns bancos de dados e planilhas sofisticadas que não são largamente utilizadas por investidores individuais, embora muitos administradores de recursos empreguem essa abordagem. Continua...

segunda-feira, 4 de agosto de 2008



Mesmo com toda a correria da atual empresa, alcancei mais um objetivo nesse final de semana...

O inicio de uma nova empresa, essa no setor de transportes. Entrei como sócio de um amigo, cujo sonho é cruzar as estradas de todo o país na cabine de seu caminhão. Foi muito bom unir um bom negócio à satisfação de um amigo.
Já havia calculado o valor do investimento, o risco e o retorno, mas ainda faltava a aprovação do meu único chefe, Deus. Daí, assim que ele me enviou o sinal, "Apertei o Botão!" e tudo aconteceu.
Nesse início, eu ficarei com a parte financeira do negócio, enquanto meu sócio faz todo o resto. Mas queremos separar uma reserva o quanto antes, para que compremos outros veículos e aí sim a transportadora vire uma empresa de transportes de verdade.

De qualquer forma, é mais uma alavancagem que dou em meu patrimônio, além de ser mais uma renda (quase passiva) entrando todo mês.

Estou muito feliz e empolgado com o novo negócio.

Seguem alguns dados para a galera mais ligada em números:
- O capital investido corresponde a 22,82% do valor patrimonial do negócio.
- Retorno mensal de 1,09% sobre o patrimônio.
- A taxa de retorno do investimento é de 4,76% a/m.
- O tempo de retorno é de 21 meses.
- Com a alavancagem sobre o capital investido, a rentabilidade anual é de 39,66%.
- No final de 36 meses a rentabilidade líquida (sem endividamento) será de 119%.

Essas projeções valem se o negócio continuar do mesmo tamanho, porém, o potencial de crescimento é grande.

E o melhor de tudo:
- Meu patrimônio foi aumentado em 43,33%! Agora já chego ao desempenho de 760% em 21 meses.
Isso sem contar o valor intangível da primeira empresa, pois ainda não tive tempo de fazer uma análise mais detalhada.

Alguém ainda tem dúvidas de que chegarei lá?!
Em pensar que tudo começou com um livro considerado um mero "auto-ajuda"...

sexta-feira, 1 de agosto de 2008



Há tempos que desejo escrever sobre o Woopra aqui no Blog.
Trata-se de um programa que analisa seus websites e mostra todas as estatísticas dos mesmos, quase que em tempo real.
Adorei!
Me inscrevi no site e aguardei a resposta deles para meus 3 sites, inclusive este blog. Em questão de uns 3 dias, eles já aprovaram. Daí foi só baixar o programa e fuçar!
Sei tudo o que acontece em meus sites, quem acessou, IP's, localização, plataforma de navegação, formato da tela do computador da pessoa. Enfim... tudo!

Você vê em quais páginas as pessoas mais navegam, quais palavras elas buscam nos sites de buscas para acharem seu site e etc.

Vale muito a pena! Não conheço muito de tecnologia da web, mas esse programa fornece informações muito válidas para seus negócios, gratuitamente!