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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Muito se fala a respeito da Geração Y, uma definição sociológica que categoriza as pessoas nascidas entre 1978 e 1990*. Porém a maioria das abordagens são feitas sobre um conceito globalizado dessa geração, esquecendo-se que a geração surgiu antes do mundo globalizado, numa época de transição entre a Era Industrial e a Era da Informação, onde os países mais ricos tinham acesso às inovações e o resto do mundo esperava um enorme delay até conseguir usufruir destas inovações.

Encontre o Y
Tudo ficou mais acessível, mais fácil, mais interligado, mais indiscreto. Se exibíssemos um filme com as tecnologias comuns de hoje, a uma pessoa comum em 1980, com certeza essa pessoa pensaria ser aquele, um filme de ficção científica. Notebooks, microchips, smartphones, tablets, sensores de movimento, Mp3 players, GPS, INTERNET!!! Não há como uma criança nascida depois de 2000 imaginar como vivíamos até o início dos anos 90’.

Reza a lenda que essa geração emergiu juntamente com o boom da tecnologia e da prosperidade econômica. Dessa forma, fica absolutamente equivocado de nossa parte, categorizar a geração brasileira da década de 80’ como Geração Y, já que nossas portas à importação dos avanços tecnológicos foram abertas apenas no início dos anos 90’ e mesmo assim, nossa economia rastejava de mal a pior.

Podemos concluir então que houve um delay entre a Geração Y dos países desenvolvidos e a nossa Geração Y.

Este atraso foi corrigido no decorrer dos anos 2000’ graças ao achatamento do mundo gerado pela globalização e o desenvolvimento da economia brasileira.
Hoje em dia, o que acontece lá, é visto aqui no mesmo segundo e vice-versa. Porém temos uma falha em nossa estrutura social, que impede membros cronologicamente encaixados no Geração Y, de vivenciarem a experiência de ser um Y.


A tecnologia e a informação, que fazem da Geração Y uma geração de pessoas ultracompetitivas, autodidatas, tecnológicas, interligadas, equalizada e confiante, não está acessível a todos por aqui.

Ainda é preciso que nossos governantes e a própria sociedade REVOLUCIONE nossa estrutura social, para que mesmo os mais necessitados de segurança, saúde e educação, não sejam carentes de INFORMAÇÃO.
O mundo atual, globalizado, na Era da Informação, cedendo o comando à Geração Y, criando a Geração Z e que tem seus ciclos econômicos e tecnológicos cada vez mais curtos, tem na INFORMAÇÃO, o poder de EQUALIZAÇÃO.
A informação gera oportunidades, empreendedorismo, esperança.
Precisamos oferecer aos excluídos brasileiros dessa Geração absurdamente inovadora, o acesso à informação, para que eles tenham a oportunidade de equalizar nossa desigualdade social por si mesmo, sem depender de instituições.

A Geração Y vem revolucionando o mundo, de forma silenciosa e rápida e o melhor nome para essa revolução seria Revolução da EqualYzação.

*Alguns autores consideram o intervalo entre 1980 e 2000.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Ultimamente venho sendo chamado de louco, hippie e depressivo. O louco eu já estava acostumado, já os outros dois adjetivos são novíssimos.
Tudo isso porque decidi colocar em prática o que sempre preguei.
Quero trabalhar para aprender!
Falar é fácil né autores de autoajuda?!? Eu quero ver é fazer!

É nóis que tá!
Pois é, decidi fazer!
Talvez alguns leitores do Blog fiquem decepcionados por eu, um empreendedor desde os 12 anos, cismar de trabalhar como empregado. Estou fazendo o caminho inverso do qual todos os leitores de Robert Kiyosaki passam anos tentando tomar coragem para fazerem.
O que posso dizer é que preciso dessa experiência como empreendedor, como investidor e como ser humano.

Não há nada de hippie nisso! Tudo faz parte do processo para o mesmo objetivo, FICAR RICO!

Já cansei de afirmar que todo empregado pode ser empreendedor dentro da empresa em que trabalha e agora provarei isso. Aguardem!
Não sei por quanto tempo serei funcionário. Creio que enquanto conseguir somar aprendizado, desenvolvimento e retornos, continuarei. E como já afirmei aos meus empregadores, nada impede de no futuro, me tornar sócio do empreendimento.

Tenho meus projetos, na verdade 2 projetos de negócios e 2 idéias, que ficarão numa pasta em meu HD por enquanto, pois nessa fase inicial, meu novo trabalho precisará que eu dê 150% do que consigo, portanto, FOCO!

Do outro lado da mesa...

Hoje rolou minha entrevista e posteriormente, minha contratação. Durante a entrevista, por várias vezes eu ri, muito porque é esquisito estar deste lado da mesa e também por achar tudo muito divertido.
Sim, é divertidíssimo ter passado a vida inteira entrevistando e agora estar sentado numa sala, sendo entrevistado.
- João, qual seu objetivo?
- Ficar rico!
- Quanto você quer ganhar?
- Apenas um valor que me sustente, até eu começar a apresentar meus resultados e começar a ter um percentual nos lucros a partir das metas atingidas, que poderão ser pagos em dinheiro ou quotas de participação, sendo que prefiro a segunda opção (meu lado empreendedor não dorme!).

(...)
Meu pai veio me "dar o toque" que sendo eu tão inteligente, poderia prestar concurso público, pois ganharia dinheiro fácil...
Talvez seria uma boa opção mesmo... se eu trabalhasse por dinheiro.
Pois não seria nem um pouquinho divertido.

 "Como Ficar Rico Em 12 Lições" é o caraleô!!!
Autor de autoajuda deve ganhar dinheiro sim, pois são bons no que fazem, escrever. Mas eu gostaria muito de vê-los fazendo o que escrevem. Pra isso é preciso colhões e muita competência.

Querem se divertir com a vida profissional? Não trabalhem por dinheiro.

Como eu não canso de dizer aos leitores do Blog, NA PRÁTICA, O BURACO É BEM MAIS EMBAIXO.

Aguardem cenas dos próximos capítulos do agora "João Homem, O Empregado"!
Lembrem-se: O processo é mais importante que o objetivo e esta parte do processo está alinhada ao meu objetivo.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Prezados leitores, me desculpem, pois esqueci de abordar uma parte muito importante da sobrevivência na selva financeira! E embora o post venha na terceira parte da série, seu lugar certo é entre a Primeira e a Segunda.
Vamos falar aqui sobre Back To Basics.

Depois que você sai de sua Zona de Conforto, ou seja, seu antigo trabalho, como descrevemos no primeiro post e antes de esfriar a cabeça e dar um tempo só para o presente e a diversão, como descrito no segundo post, você deverá cortar custos, ou seja, Back To Basics.

Por favor, abram seus livros na página 2...
Back To Basics

As pessoas que trabalham podem ser divididas em 2 grupos distintos:
1 - Os que trabalham para ganharem dinheiro e cobrirem as contas;
2 - Os que trabalham para se desenvolverem e construírem algo, seja uma carreira de sucesso, um patrimônio invejável ou a cura para o câncer.

Para se encaixar no segundo grupo, você não pode ter contas altas pra pagar, ou então deverá ter uma renda passiva que cubra tais contas.
Pra quem não sabe o que é renda passiva, sugiro acessar ESTE LINK.
Sim, eu sei que é difícil, mas quem disse que seria fácil?!

Se você estiver no primeiro grupo quando terminar o processo do primeiro post, deverá correr pra se encaixar no segundo grupo e para isso, terá que engolir o orgulho com feijão regrado e eliminar tudo quanto é conta, a não ser que tenha alguma renda passiva que as cubra.

Vamos ao exemplo de minha experiência...

Passei pelo processo do primeiro post e pensei: PQP!!! Fudeu! E agora?!
Daí avaliei minha situação e percebi que o bicho não era tão feio quanto parecia...

Como havia voltado a morar com meus pais depois do fim de meu casamento, meu custo de vida baixou significativamente.
Minhas economias foram pras Cucuia (Por que citamos Cucuia como um lugar, enquanto na verdade é ISSO?) com a política de não fazer retiradas da minha antiga empresa em 2011. Ou seja, eu não tinha nada guardado.
Graças a Deus, a Robert Kiyosaki, ao Mauro Halfeld e ao Gustavo Cerbasi, eu possuo uma pequena, mas salvadora fonte de renda passiva e felizmente ela empata com meus custos atuais.
Tive que fazer uns ajustes nas contas, como parar com minhas aulas de inglês, pegar um chip de celular pré-pago, deixando de ser um Ligador e controlar alguns gastos comuns na vida de um homem solteiro.

Sendo assim, estou no seleto segundo grupo descrito acima! Uhhhuuuu!
Mas como já disse, não se pode ter orgulho...
Estou prestes a fazer meus 33 anos e voltei a morar com meus pais, sem pagar nenhuma conta. Meu carro é valente, mas é feio bagarai, velho, é menor que um Fiat 500 e arranca gargalhadas dos pedestres.
Quando quero sair pra balada, ou dou um jeito de ganhar uma grana, ou então mendigo cortesias e Auxílio Baladeiro com os amigos.

Enfim, essa parte, a das privações, costuma ser bem difícil, mas é indispensável ao processo.
Seus gastos têm que no máximo, empatar com sua renda passiva. Se não for assim, você não conseguirá seguir a mesma trajetória que venho descrevendo nessa série.

To be continued...

Acesso à Parte 1 do Guia
Acesso à Parte 2 do Guia

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Prezados, dando sequência à série iniciada AQUI (Em minha opinião um dos melhores posts do Blog), venho abordar a respeito do que fazer quando se encontrar sozinho e perdido na selva financeira. Tanto que a pergunta chave do primeiro post é a base:
Como manter a calma e a confiança quando só temos a nós mesmos em meio à selva financeira?

Escolhi bem a imagem de SELVA TENEBROSA!
Repetirei um parágrafo daquele post...
"Durante toda a vida do Blog, recebi emails e comentários descrevendo situações onde as pessoas se sentiam insatisfeitas com sua vida profissional, se achavam capazes de realizar grandes feitos, tinham grandes ideias, mas não PODIAM abandonar TUDO e partirem para a selva do desconhecido."

Agora estamos na selva... E aí, como sobreviver?!
Sinceramente, eu não tinha a menor idéia!

Minha confiança estava abalada, eu não tinha idéia genial nenhuma guardada, saí com uma dívida no cartão de crédito que não era minha (era da empresa) e tinha apenas uma miserinha que o Blog me abençoa mês a mês.
Ah minhas economias!!! Kkkkkk Foi tudo embora nesse quase um ano trabalhando de graça.

O lance é que por mais esquisito que isso possa parecer, eu estava tranquilo.
Essa tranquilidade e uma absurda paz de espírito que também me inundou, fez com que minha confiança fosse voltando e com isso, chamem de Deus, Universo, Força Maior... Whatever... algo aconteceu!
Foram acontecendo coisas inesperadas, tipo tudo dando certo! Daí pensei em Steve Jobs dizendo para seguirmos nossos instintos e mantermos a fome...
Enfim, como sempre disse, CONTATOS VALEM MAIS QUE DINHEIRO e embora alguns tapinhas nas costas sempre se transformam num tapa na cara quando você desce um degrau, a maioria me deu força... e serviço!
Vai por mim! Contatos valem muito mais!
Comecei a ligar pra todos e dizer que precisava de serviços rápidos para levantar uma grana enquanto estivesse em minha fase de Esfriamento Absoluto de Cabeça. Deu certo! Sei qual o valor do meu orçamento mensal, daí buscava o valor semanal com unhas e dentes. Na maioria das vezes, conseguia o valor necessário na terça ou quarta-feira, daí ficava a toa nos outros dias,mas não por preguiça e sim para dar continuidade à próxima fase de nosso Guia...

ESFRIAMENTO ABSOLUTO DE CABEÇA

Não adianta você largar o trabalho que te encheu o saco e ele não sair de você. Daí a necessidade de passarmos por essa fase do processo.

Mesmo se as idéias estiverem borbulhando na cabeça, devemos anotá-las e guardá-las para outra fase, pois nessa fase só devemos pensar em sobreviver e relaxar. Em poucas palavras...
DÁ-SE UM JEITO DE FAZER A GRANA DA SOBREVIVÊNCIA E DEPOIS É SÓ DIVERSÃO! NADA DE PENSAR NO FUTURO!

Precisamos desse tempo para nos encontrarmos. Sei que é um lance meio hippie, mas faz muita diferença. Não pule de uma pedra pra outra sem ter o devido descanso antes. Pense apenas em viver e se divertir.
Quando a hora de mudar de fase chegar, você saberá!

No meu caso tinha gente achando que tinha ficado louco, outros achando que tinha virado hippie e alguns poucos sabiam exatamente o que eu estava fazendo.

Esfriei a cabeça, parei de me preocupar com os problemas de uma empresa que não era mais minha, refiz muitos contatos, analisei mais alguns malditos tapinhas nas costas, conheci muitas pessoas, enxerguei coisas novas, identifiquei experiências necessárias à minha bagagem e depois de muito me divertir, decidi qual seria o próximo passo.

Confiança elevadíssima, cabeça tranquila e idéias brotando na farta vegetação em minha mente...
A selva nem parecia mais tão perigosa.

Pra finalizar este post, lembro de quando escrevi o post Samurais da Era Industrial. Eu tinha dúvidas se conseguiria fazer como os samurais e sobreviver...
Não tenho mais! Sobrevivi, passei no teste, SOU UM SAMURAI!

Ok! Até aqui concluímos que estávamos no caminho errado, tivemos o insight, nos jogamos na selva e mesmo achando que talvez morreríamos rápido, sobrevivemos. Depois esfriamos a cabeça e enfim nos sentimos mais preparados para enfrentar a selva.
E agora, Qual o caminho certo para sair daqui?

To be continued...