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segunda-feira, 11 de abril de 2011

No segmento de produtos artesanais é sempre assim: Começa pequeno, com um produto diferenciado, embalado de forma simples, com o consumidor distinguindo este produto de outros gigantes similares, classificando-o como "caseiro".

Coca Cola e Pepsi que me aguardem. Tô chegando!

Daí a empresa começa a ganhar mercado e tudo cresce. Então o empresário monta uma linha de produção automática e desenvolve embalagens maravilhosas para seu produto.
Fim da história. Esta empresa então sobe de nível e compra uma briga com os gigantes. Seu desenvolvimento abriu as portas do mercado, mas em compensação, fez seus produtos perderem seu "espírito".
Eis que nasce mais um Produto Sem Alma!

Concordo que o empresário tenha que querer sempre mais. Eu sou assim. Mas estrategicamente, há de se pensar em seu conceito, neste caso, algo que o distingue dos gigantes na gôndola.

O mercado te forçará a mudar o tempo todo, mas você deverá ser criativo o bastante para atender ao mercado, sem agredir seu conceito, ou a representação de seu produto para o consumidor.

Muitos empresários, no desejo de aumentar seu faturamento, trocam seu conceito por qualquer migalha. No início parece ser uma sábia decisão, pois vê seu negócio crescendo, mas a longo prazo a escolha se mostra como um verdadeiro tiro no pé.

Todos os produtos têm seu ciclo de vida e o que fica na verdade para a empresa, é o conceito de sua marca, que abre as portas para o lançamento de novos produtos. A partir do momento que a empresa mexe neste conceito, sem ter um produto totalmente inovador, fica a mercê dos gigantes (concorrentes maiores), que se movimentam como as orcas brincando com suas presas.

Se o empresário tinha isso como objetivo, tudo bem, mas se seu objetivo era continuar competindo em outra corrida... lá vem as orcas.


A Demanda aumenta, mas não devido ao produto e sim aos novos PDV's (pontos de vendas). O Market Share aumenta pelo mesmo motivo. Já a Imagem e o Share of Mind do produto e da empresa começam a despencar ladeira abaixo, sem chances de retornar. Pode até subir outro morro, mas retornar neste morro, jamais.

Escrevi isso devido ao fato de ter recebido um pessoal que vem tentando trabalhar minha parte de comunicação visual aqui na empresa, sendo que hoje tive a oportunidade de dar essa explicação a eles.
Quero crescer, atender às solicitações do mercado (B2B), mas não abro mão do conceito desenvolvido em torno da marca (B2C).
Isso demandará mais tempo, criatividade e trabalho, mas em compensação trará bons retornos no longo prazo. Sem contar que não serei mais uma empresa com Produtos Sem Alma.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Recebi a indicação do livro "O Lobo de Wall Street", num comentário na seção de livros aqui do Blog. Fiquei curioso pra saber mais a respeito e buscando na internet, encontrei os vídeos com uma entrevista do protagonista da obra, Jordan Belfort.

Como estou ficando metido com meu inglês que entende tudo mas não fala nada, tive dificuldades de entender o entrevistador dos dois primeiros vídeos, ou seja, ainda não tive o retorno dos meus 50 reais por aula que pago.

Vale a pena assistir a estes vídeos e amanhã mesmo estarei na FNAC pra comprar meu exemplar do livro.





quinta-feira, 7 de abril de 2011

Tá vendo a pulseira da New Balance ali no meio?!

Em busca da felicidade? Não! Em busca do equilíbrio primeiro!
Como é difícil uma pessoa ambiciosa ter equilíbrio em sua vida. Você quer se dar bem nas finanças, em sua profissão, no amor, na família, na comunidade, na internet, em seus hobbys...
Impossível equilibrar isso com tão pouco tempo de vida útil.

Pra você chegar a ser bom em alguma coisa, é preciso dedicar tempo e foco àquilo.
Daí você para pra observar as pessoas que conseguiram atingir o sucesso...

Um campeão no esporte abre mão de muitas coisas em sua vida, perdendo totalmente o equilíbrio. No início da carreira é chamado de bitolado e louco. Depois quando consegue o sucesso, dizem que o mesmo subiu pra cabeça.
Então depois dos 30 anos, o ex-campeão começa a correr atrás do equilíbrio, mas vê que já perdeu tempo demais e deixou muitas oportunidades passarem como detrimento de suas escolhas passadas.

Warren Buffett, gênio dos investimentos, só acordou quando sua mulher saiu de casa, depois de empurrar um casamento onde a mulher sozinha faz o que quer socialmente e o cara mantém seus olhos fixos em relatórios financeiros dia e noite.

Não quer ir tão longe?!
Então observe aquele cara de 45 anos que conseguiu ter uma boa carreira e hoje pode ter sua BMW, uma casa com piscina e um emprego que paga muito bem. Observe bem, pois embora pareça um exemplo de felicidade e equilíbrio, talvez esteja se separando, ou tendo um caso há um bom tempo, ou seus filhos são playboys sem valores que usam e abusam de entorpecentes.
Na grande maioria das vezes, esse cara já se casou no mínimo 2 vezes, toma antidepressivos emuitos o enxergam como um vilão aproveitador.

Tem ainda aquela mulher que venceu todas as barreiras do machismo corporativo e obteve sucesso em sua carreira. Grande parte dessas não se casou e não tem filhos, mas talvez adote um. Outras ficam 2 horas por semana com a família e reclamam muito quando o marido ou um dos filhos não pode participar dessas 2 horas por algum motivo.

Ah! Existem também os melosamente românticos, que querem apenas o sucesso no amor e ter uma família digna. Em sua maioria são pobres, curtem a vida quando estão bebendo num boteco ou assistindo ao Gugu e ralam feito condenados para sobreviverem e sustentar as prestações ininterruptas das Casas Bahia. Num futuro bem próximo, uma de suas crianças poderá transformar sua ambição de ter o que outros têm, em crime.

Enfim, quem nesse mundo consegue essa phorr@ de equilíbrio?!?!
Ou será o equilíbrio momentâneo, assim como a felicidade?!

Sou culpado por tudo que acontece em minha vida, portanto, embora fique indignado com a avalanche de cobranças que caem o tempo todo sobre mim, sei que isso aconte porque quero muito, muitas coisas. O jeito é tentar ao máximo equilibrar as coisas, mesmo sabendo ser essa uma missão impossível.

Quem sabe se eu comprasse aquela pulseirinha do equilíbrio...

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Estive lendo minha HSM Management de março e adorei o artigo de Bob Sutton "Bom Chefe vs. Mau Chefe"! Foi um dos melhores que já li sobre liderança.
Ok, concordo que textos sobre liderança contam histórias pra boi dormir, misturadas a contos de Natal, mas este artigo quebrou meu preconceito. Li mesmo com tanta fome, que não lembro quando foi a última vez que li assim (Não tinha almoçado ainda!).

Somos mais parecidos do que pensamos...
Sutton afirma que os funcionários acompanham, refletem e imitam o chefe. Ele afirma que ser chefe pode parecer com ser o macho alfa, onde os subordinados obervam o superior constantemente e dessa forma sabem mais sobre o chefe, do que ele sabe sobre os funcionários. Nesta ocasião ele cita uma psicóloga da Princeton University, afirmando que os primatas, incluindo os humanos, prestam atenção àqueles que controlam seus feitos.

Por isso os líderes podem usar tudo isso de forma estratégica, já que pode de certa forma antecipar as reações, para conseguir o movimento desejado dos funcionários.
Porém não é tão fácil quanto parece...
Os chefes têm que se concentrar em si mesmos para aguçar a visão de como os outros interpretam seus humores e movimentos, além de reagir com ajustes rápidos e eficazes.

O mesmo artigo contém muitas outras "lições" as quais eu posso postar mais adiante, mas este ponto foi uma lâmpada se acendendo por aqui.
A partir do momento que sei o quanto sou observado e copiado, além de saber como meus movimentos refletem nos outros, posso controlar "o jogo".

Como eu não pensei nisso antes?!?
Já usava isso no mercado, para lidar com fornecedores, clientes e concorrência. Existe um padrão em tudo e a partir do momento em que você o entende e identifica, pode antecipar os movimentos dos demais agentes.

Comece tentando definir um padrão sobre o que te leva a urinar. Simples assim! Depois tente definir padrões mais complexos.

Não sei se me entenderam bem (pra variar), mas tentem novamente, pois essa informação é muito válida pra qualquer empreendedor.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

I don't wanna close my eyes
I don't wanna fall asleep
'Cause I'd miss you, babe
No final de 2009, concluí que a empresa CHDC da qual também sou sócio, estava na rota de colisão com um meteoro chamado “Alavancagem-Fodendo-Custo-Fixo”, um nomezinho feio pra algo que poderia deixar tudo bem mais feio.
Avisei a todos e tracei uma estratégia pra que saíssemos dessa rota fatídica, criando metas para todos e sendo o mais transparente possível.

Quase um ano se passou, as metas não foram batidas, as relações interpessoais geravam faíscas a todo momento e a empresa seguia no mesmo rumo, a uma velocidade cada vez maior.

De acordo com meus prognósticos, a colisão ocorreria entre abril e junho, se conseguíssemos alguma linha de crédito para sobrevivermos até lá, passando pelos meses pré-carnaval.
Precisava fazer alguma coisa e fiz... Centralizei o comando, armei barraco com outros sócios, mudei funções, cargos e corri atrás de crédito. Ou seja, me endividei mais, para combater um meteoro criado pelo próprio endividamento. Lembram quando eu escrevi sobre as estratégias kamikazes?!...

Deveríamos aumentar e manter nosso faturamento em 15%, justo nos piores meses comerciais do ano para a empresa. Devido aos egos, frescuras e falta de ânimo, não conseguimos. Daí pensei em aumentar a lucratividade, mas precisava de investimentos e também não deu.

Eis então que em pleno janeiro, quando já avistávamos o meteoro a olho nu, meu financeiro deu ainda mais força à patada do urso. Sem que eu pudesse entender o porquê, meu competente funcionário emitiu cheques o bastante para superar duas vezes o nosso orçamento...

Sinceramente, quando chegou nesse ponto, de nada adiantava a matemática, economia, administração e etc. Tinha acabado!

Dobrei meus joelhos e pedi a Deus que mexesse seus pauzinhos, pois a solução estava além da minha competência...
Então Ele me enviou um sinal e em meio ao terror do impacto do meteoro, me mostrou o que eu devia fazer e assim eu fiz.

Cheques voltaram, fornecedores regraram vendas, a fofoca correu solta no mercado, os bancos travaram o crédito e eu ainda fiz questão de foder minhas contas pessoais em prol da empresa...
(Pausa para comentário importante)
Nunca façam isso! Foi a segunda vez que arrisquei meu nome e patrimônio pessoal pra salvar uma empresa. Pode dar certo e pode ser o único caminho, mas se não der certo, você se ferra em dobro!)
(Continuando...)

... Tudo que tinha pra acontecer de ruim estava acontecendo! Ocorriam coincidências incríveis que vinham como um belo chute no saco, uma após outra. Os concorrentes aproveitaram pra espalhar as notícias e fisgar funcionários, fazendo com que ficássemos cada vez mais fracos e vulneráveis.

Incrível ver como os heróis se destacam nesses momentos. Pude observar heróis de verdade disfarçados de funcionários, fornecedores e stakeholders. Espero poder ser um herói pra eles também no futuro.

O que eu podia fazer, eu fiz! Aumentei o faturamento, aumentei o mix de produtos, aumentei prazos com fornecedores, busquei novos fornecedores, renegociei dívidas, estimulei os heróis e fiz várias promoções. Isso tudo pode até ter ajudado, mas quem nos fez sair vivos desta catástrofe, mesmo com todas as baixas que tivemos, foi Deus. Digo isso porque realmente não havia saída.
A matemática não é uma ciência exata?

Mas saímos vivos...
Agora é apurar os prejuízos, baixas e recomeçar do zero, ou melhor, recomeçar do menos duzentos.
Como o oleiro na Bíblia (Jr 18.4), vi o vaso estragado e queria fazer dele um vaso útil, mas não adiantava remendar. Então Deus deixou o bendito estragar de verdade (Nos negócios leia: quebrar) para então começarmos a moldar um vaso novo.