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sábado, 31 de dezembro de 2011

Meu último post do ano não é nem um pouco original, está em vários locais na web e após a morte de Steve Jobs, já foi visto pela maioria das pessoas.
Eu assisti a esse discurso várias vezes, bem antes do cara morrer e durante minha saga, por várias vezes me peguei lendo este texto e interpretando cada frase. O texto que é a transcrição do discurso de Steve Jobs em Stanford me serviu como lanterna, cobertor e bússola.

...STAY HUNGRY, STAY FOOLISH.


"Estou honrado de estar aqui, na formatura de uma das melhores universidades do mundo. Eu nunca me formei na universidade. Que a verdade seja dita, isso é o mais perto que eu já cheguei de uma cerimônia de formatura. Hoje, eu gostaria de contar a vocês três histórias da minha vida. E é isso. Nada demais. Apenas três histórias.

A primeira história é sobre ligar os pontos.

Eu abandonei o Reed College depois de seis meses, mas fiquei enrolando por mais 18 meses antes de realmente abandonar a escola. E por que eu a abandonei? Tudo começou antes de eu nascer. Minha mãe biológica era uma jovem universitária solteira que decidiu me dar para a adoção. Ela queria muito que eu fosse adotado por pessoas com curso superior. Tudo estava armado para que eu fosse adotado no nascimento por um advogado e sua esposa. Mas, quando eu apareci, eles decidiram que queriam mesmo uma menina.

Então meus pais, que estavam em uma lista de espera, receberam uma ligação no meio da noite com uma pergunta: “Apareceu um garoto. Vocês o querem?” Eles disseram: “É claro.”

Minha mãe biológica descobriu mais tarde que a minha mãe nunca tinha se formado na faculdade e que o meu pai nunca tinha completado o ensino médio. Ela se recusou a assinar os papéis da adoção. Ela só aceitou meses mais tarde quando os meus pais prometeram que algum dia eu iria para a faculdade. E, 17 anos mais tarde, eu fui para a faculdade. Mas, inocentemente escolhi uma faculdade que era quase tão cara quanto Stanford. E todas as economias dos meus pais, que eram da classe trabalhadora, estavam sendo usados para pagar as mensalidades. Depois de seis meses, eu não podia ver valor naquilo.

Eu não tinha idéia do que queria fazer na minha vida e menos idéia ainda de como a universidade poderia me ajudar naquela escolha. E lá estava eu, gastando todo o dinheiro que meus pais tinham juntado durante toda a vida. E então decidi largar e acreditar que tudo ficaria ok.

Foi muito assustador naquela época, mas olhando para trás foi uma das melhores decisões que já fiz. No minuto em que larguei, eu pude parar de assistir às matérias obrigatórias que não me interessavam e comecei a frequentar aquelas que pareciam interessantes. Não foi tudo assim romântico. Eu não tinha um quarto no dormitório e por isso eu dormia no chão do quarto de amigos. Eu recolhia garrafas de Coca-Cola para ganhar 5 centavos, com os quais eu comprava comida. Eu andava 11 quilômetros pela cidade todo domingo à noite para ter uma boa refeição no templo hare-krishna. Eu amava aquilo.

Muito do que descobri naquela época, guiado pela minha curiosidade e intuição, mostrou-se mais tarde ser de uma importância sem preço. Vou dar um exemplo: o Reed College oferecia naquela época a melhor formação de caligrafia do país. Em todo o campus, cada poster e cada etiqueta de gaveta eram escritas com uma bela letra de mão. Como eu tinha largado o curso e não precisava frequentar as aulas normais, decidi assistir as aulas de caligrafia. Aprendi sobre fontes com serifa e sem serifa, sobre variar a quantidade de espaço entre diferentes combinações de letras, sobre o que torna uma tipografia boa. Aquilo era bonito, histórico e artisticamente sutil de uma maneira que a ciência não pode entender. E eu achei aquilo tudo fascinante.

Nada daquilo tinha qualquer aplicação prática para a minha vida. Mas 10 anos mais tarde, quando estávamos criando o primeiro computador Macintosh, tudo voltou. E nós colocamos tudo aquilo no Mac. Foi o primeiro computador com tipografia bonita. Se eu nunca tivesse deixado aquele curso na faculdade, o Mac nunca teria tido as fontes múltiplas ou proporcionalmente espaçadas. E considerando que o Windows simplesmente copiou o Mac, é bem provável que nenhum computador as tivesse.

Se eu nunca tivesse largado o curso, nunca teria frequentado essas aulas de caligrafia e os computadores poderiam não ter a maravilhosa caligrafia que eles têm. É claro que era impossível conectar esses fatos olhando para frente quando eu estava na faculdade. Mas aquilo ficou muito, muito claro olhando para trás 10 anos depois.

De novo, você não consegue conectar os fatos olhando para frente. Você só os conecta quando olha para trás. Então tem que acreditar que, de alguma forma, eles vão se conectar no futuro. Você tem que acreditar em alguma coisa – sua garra, destino, vida, karma ou o que quer que seja. Essa maneira de encarar a vida nunca me decepcionou e tem feito toda a diferença para mim.

Minha segunda história é sobre amor e perda.

Eu tive sorte porque descobri bem cedo o que queria fazer na minha vida. Woz e eu começamos a Apple na garagem dos meus pais quando eu tinha 20 anos. Trabalhamos duro e, em 10 anos, a Apple se transformou em uma empresa de 2 bilhões de dólares e mais de 4 mil empregados. Um ano antes, tínhamos acabado de lançar nossa maior criação — o Macintosh — e eu tinha 30 anos.

E aí fui demitido. Como é possível ser demitido da empresa que você criou? Bem, quando a Apple cresceu, contratamos alguém para dirigir a companhia. No primeiro ano, tudo deu certo, mas com o tempo nossas visões de futuro começaram a divergir. Quando isso aconteceu, o conselho de diretores ficou do lado dele. O que tinha sido o foco de toda a minha vida adulta tinha ido embora e isso foi devastador. Fiquei sem saber o que fazer por alguns meses.

Senti que tinha decepcionado a geração anterior de empreendedores. Que tinha deixado cair o bastão no momento em que ele estava sendo passado para mim. Eu encontrei David Peckard e Bob Noyce e tentei me desculpar por ter estragado tudo daquela maneira. Foi um fracasso público e eu até mesmo pensei em deixar o Vale [do Silício].

Mas, lentamente, eu comecei a me dar conta de que eu ainda amava o que fazia. Foi quando decidi começar de novo. Não enxerguei isso na época, mas ser demitido da Apple foi a melhor coisa que podia ter acontecido para mim. O peso de ser bem sucedido foi substituído pela leveza de ser de novo um iniciante, com menos certezas sobre tudo. Isso me deu liberdade para começar um dos períodos mais criativos da minha vida. Durante os cinco anos seguintes, criei uma companhia chamada NeXT, outra companhia chamada Pixar e me apaixonei por uma mulher maravilhosa que se tornou minha esposa.

A Pixar fez o primeiro filme animado por computador, Toy Story, e é o estúdio de animação mais bem sucedido do mundo. Em uma inacreditável guinada de eventos, a Apple comprou a NeXT, eu voltei para a empresa e a tecnologia que desenvolvemos nela está no coração do atual renascimento da Apple.

E Lorene e eu temos uma família maravilhosa. Tenho certeza de que nada disso teria acontecido se eu não tivesse sido demitido da Apple.

Foi um remédio horrível, mas eu entendo que o paciente precisava. Às vezes, a vida bate com um tijolo na sua cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me permitiu seguir adiante foi o meu amor pelo que fazia. Você tem que descobrir o que você ama. Isso é verdadeiro tanto para o seu trabalho quanto para com as pessoas que você ama.

Seu trabalho vai preencher uma parte grande da sua vida, e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz.

Se você ainda não encontrou o que é, continue procurando. Não sossegue. Assim como todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer grande relacionamento, só fica melhor e melhor à medida que os anos passam. Então continue procurando até você achar. Não sossegue.

Minha terceira história é sobre morte.

Quando eu tinha 17 anos, li uma frase que era algo assim: “Se você viver cada dia como se fosse o último, um dia ele realmente será o último.” Aquilo me impressionou, e desde então, nos últimos 33 anos, eu olho para mim mesmo no espelho toda manhã e pergunto: “Se hoje fosse o meu último dia, eu gostaria de fazer o que farei hoje?” E se a resposta é “não” por muitos dias seguidos, sei que preciso mudar alguma coisa.

Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo — expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar — caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante. Não há razão para não seguir o seu coração.

Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração.

Há um ano, eu fui diagnosticado com câncer. Era 7h30 da manhã e eu tinha uma imagem que mostrava claramente um tumor no pâncreas. Eu nem sabia o que era um pâncreas.

Os médicos me disseram que aquilo era certamente um tipo de câncer incurável, e que eu não deveria esperar viver mais de três a seis semanas. Meu médico me aconselhou a ir para casa e arrumar minhas coisas — que é o código dos médicos para “preparar para morrer”. Significa tentar dizer às suas crianças em alguns meses tudo aquilo que você pensou ter os próximos 10 anos para dizer. Significa dizer seu adeus.

Eu vivi com aquele diagnóstico o dia inteiro. Depois, à tarde, eu fiz uma biópsia, em que eles enfiaram um endoscópio pela minha garganta abaixo, através do meu estômago e pelos intestinos. Colocaram uma agulha no meu pâncreas e tiraram algumas células do tumor. Eu estava sedado, mas minha mulher, que estava lá, contou que quando os médicos viram as células em um microscópio, começaram a chorar. Era uma forma muito rara de câncer pancreático que podia ser curada com cirurgia. Eu operei e estou bem.

Isso foi o mais perto que eu estive de encarar a morte e eu espero que seja o mais perto que vou ficar pelas próximas décadas. Tendo passado por isso, posso agora dizer a vocês, com um pouco mais de certeza do que quando a morte era um conceito apenas abstrato: ninguém quer morrer. Até mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá.

Ainda assim, a morte é o destino que todos nós compartilhamos. Ninguém nunca conseguiu escapar. E assim é como deve ser, porque a morte é muito provavelmente a principal invenção da vida. É o agente de mudança da vida. Ela limpa o velho para abrir caminho para o novo. Nesse momento, o novo é você. Mas algum dia, não muito distante, você gradualmente se tornará um velho e será varrido. Desculpa ser tão dramático, mas isso é a verdade.

O seu tempo é limitado, então não o gaste vivendo a vida de um outro alguém.

Não fique preso pelos dogmas, que é viver com os resultados da vida de outras pessoas.

Não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior.

E o mais importante: tenha coragem de seguir o seu próprio coração e a sua intuição. Eles de alguma maneira já sabem o que você realmente quer se tornar. Todo o resto é secundário.

Quando eu era pequeno, uma das bíblias da minha geração era o Whole Earth Catalog. Foi criado por um sujeito chamado Stewart Brand em Menlo Park, não muito longe daqui. Ele o trouxe à vida com seu toque poético. Isso foi no final dos anos 60, antes dos computadores e dos programas de paginação. Então tudo era feito com máquinas de escrever, tesouras e câmeras Polaroid.

Era como o Google em forma de livro, 35 anos antes de o Google aparecer. Era idealista e cheio de boas ferramentas e noções. Stewart e sua equipe publicaram várias edições de Whole Earth Catalog e, quando ele já tinha cumprido sua missão, eles lançaram uma edição final. Isso foi em meados de 70 e eu tinha a idade de vocês.

Na contracapa havia uma fotografia de uma estrada de interior ensolarada, daquele tipo onde você poderia se achar pedindo carona se fosse aventureiro. Abaixo, estavam as palavras:

“Continue com fome, continue bobo.”

Foi a mensagem de despedida deles. Continue com fome. Continue bobo. E eu sempre desejei isso para mim mesmo. E agora, quando vocês se formam e começam de novo, eu desejo isso para vocês. Continuem com fome. Continuem bobos.

Obrigado."


UM FELIZ 2012 À TODOS!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Ufa! Que ano! Posso dizer sem medo de exagerar, que 2011 foi o ano mais louco de toda a minha vida. Uma pessoa normal enxergaria meu ano de 2011 como o Ano das Perdas, mas eu enxergo como o ANO DA FORJA.

Doeu, mas estou mais forte!
Comecei meu 2011 com um desafio profissional enorme e foi o primeiro ano em que minha sorte tirou férias. Me dediquei muito ao profissional e acabei fracassando no pessoal, perdendo o então considerado “amor da minha vida”. Devo a ela a maior lição que aprendi, sendo preciso para isso, sentir a maior dor que já senti. Mas no fim, aprendi que não há nada que o tempo não possa curar.

Mesmo com o coração partido, me entreguei ao máximo, sem fraquejar, a solucionar o profissional. Fui fracassando e obtendo pequenas vitórias semana a semana,tendo a mesma dedicação de colaboradores como a Kelly, o Douglas e a Isabella, exemplos dignos de funcionários-empreendedores. Mesmo assim, como num Golpe de Estado, caçaram minha cabeça e ainda caluniaram-me...
Mas isso também foi bom. Primeiramente pela surpresa de ver que não tinha funcionários e sim seguidores, que me defenderam e suplicaram para que eu ficasse. Foi muito bom também para que eu enfim deixasse as amarras, largasse o papel de Pai e concluísse que de nada importa o sangue se não há cumplicidade, fraternidade e proteção.

Em meio às perdas, a vida foi me inundando com experiências incríveis e trazendo pessoas interessantíssimas para perto de mim e quero muito citar algumas aqui...

Se não fossem meus irmãos com sangue diferente, Leandro, Lucas e Alexandre, me servindo como âncoras, talvez eu me sentisse o cara mais sozinho do mundo. São pessoas que realmente me conhecem e não precisam dizer algo para me confortar, basta estarem ali, parados, longe de mim, junto comigo numa balada, assistindo corridas, prosperando, se protegendo... enfim, basta que estejam ali. Que Deus continue abençoando muito essa família.

Outro presente da vida pra mim, foi daquelas pessoas que os mais velhos dizem que o santo bateu. Meu amigo Ricardo Mayer ficou solteiro praticamente junto comigo... BH nunca mais foi a mesma depois disso! Kkkkkkkk

Emily Costa. Parece uma irmã maluca, daquelas que quer sempre cuidar da gente e fazer com que tudo corra bem. Relaxa Emily!
Adoro descobrir grandes pessoas em pequenos gestos e esse foi o caso da minha amizade com a Rita Darmancef...

Essa vida é muito louca e numa noite das mais loucas, esbarro com minha amiga de 12 anos atrás. Que felicidade ter te reencontrado Raquel Borges! Te adoro linda!
Ainda neste parágrafo, o destino transformou uma ex-namorada em uma amiga confidente e assim demos suporte um ao outro. Eu e Roberta Castro provamos que nem tudo que acaba tem final.

Tenho que citar aqui também, minha ex-amiga de Facebook, que fugiu daqui para se proteger. Bárbara Andrade, não conheço pessoa mais boazinha que você! Se alguém algum dia dizer que é sua inimiga, é porque morre de inveja do tamanho de seu coração. Você não deve ter noção do quanto gosto de você.

Débora Schneider deve ser a mulher mais complexa que conheci este ano. Daquelas complexidades que dá gosto de estudar. Por favor, não saia da minha vida!

Cada palavra trocada com Simone Gomide é uma experiência que pede um repeat! Agradeço muito a Deus por ter colocado pessoas como você em minha vida. Você é MARAVILHOSA!

Bom ver meu primo Vinicius “dando certo” na vida! Torço muito por você cara!
E minha nova prima Samya Campos... eu nem sabia que tinha prima tão linda na família!

A academia me proporcionou pessoas fantásticas e se for citar todas aqui, ninguém terminará de ler este post. Vocês sabem! Sou muito grato a vocês por fazerem tanta questão desse maluco aqui.

Em minhas viagens de mochileiro também conheci pessoas fantásticas... Lembro de cada um de vocês e adoro ver o que estão aprontando pelo Face!

Amanda Gonzaga... você sabe né?!
O Coelho intrigar Alice ou Alice intriga o Coelho? ...

O esporte também sempre me apresenta pessoas radicalmente ímpares. Alexandre Gomes e Anderson Silva são belos exemplos...

Jamais duvide do quanto uma mulher consegue trabalhar! Tami, você é demais e quero muito te ajudar! Bora jogar a AdesivaSe pra cima!

Força, solidariedade e luz, aliás ela é uma verdadeira Companhia Elétrica! Flávia Adriana, obrigado por existir e confiar tanto em mim! Não sei se mereço tanto crédito, mas isso me impulsiona a querer fazer por merecer.
Silvana Batista foi a confirmação de que mesmo que às vezes nosso corpo nos limite, não há limites para nossa mente, nossa alma e nossos sonhos! Ainda escreverei sobre você em meu Blog.

Galera da rua Colonita, amarei vocês pra sempre!

Também jamais me esquecerei da Loja do Mercica, com os irmãos Emerson Jesus e Wilkie colaborando para que ali seja um modelo abrasileirado de uma barbershop americana. Que vocês prosperem, pra que eu possa visitá-los sempre.

Weiver Brandão, quero ter tempo pra trocar umas ideias com você e colaborar para que a banda que mais me fez pular este ano, detone em 2012!

Daniel Maia e Danilo Maia... Vocês são especiais e me fazem muito bem!

FELIZ NATAL!
Se você é meu amigo, ou facefriend, ou se apenas passou pela minha vida neste ano e não está marcado aqui, não cometa o equívoco de pensar que me esqueci de você! Eu lembro de cada um que passou pela minha vida! Adoro as pessoas e tudo o que torna cada um único!

Se tudo que passei neste ano foi condição para ter conhecido ou me aproximado mais de vocês, saibam que valeu muito a pena, pois continuo acreditando que lá no futuro olharei para trás e verei os pontos se ligando.
Um Natal incrível para vocês que não se sentem sozinhos neste mundão, curtam a felicidade!
Desejo um 2012 com pequenas e grandes vitórias a todos! Se eu tiver mais lutas como as deste ano em 2012, meus momentos felizes serão quando cada um de vocês me contarem sobre suas vitórias!

Hohoho!!! Eh vida! Achou que me derrubaria em 2011?!... Se enganou feio!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Calafrio?! Não estava acostumado a ter calafrios. Vi que não conseguiria atravessar a madrugada para curtir o som dos Renegades of Funk.
Saindo de lá, parei no carrinho de hot dog pra comer alguma coisa quente e calórica antes de pegar o volante do carro. Pedi um hot dog e uma água sem gelo. Percebi que estava realmente doente quando tive que pedir à senhora que me atendeu, que abrisse minha garrafa de água, pois eu simplesmente não conseguia.

O cachorrinho não foi maltratado para tirar esta foto.
Comecei a comer e prestei atenção na tabela de preços do negócio. Conclui que minha conta fecharia em 6 reais, 4 pelo hot dog e 2 pela água. Ao mesmo tempo lembrei da tabela de preços do pub em que eu estava e do quanto aquele hot dog quente e calórico estava me fazendo bem.

Olhei ao redor e não vi mais nenhum carrinho de hot dog, porém meus olhos avistaram 5 baladas diferentes. Que posicionamento!!! Que exclusividade!!!
Comecei a pensar no valor logístico agregado aos produtos que eles vendiam...

Todos queremos comer alguma coisa quentinha e calórica após as baladas, mas as grandes redes de fast food nunca estão abertas durante as madrugadas frias e alcoolizadas. Dessa forma desejamos apenas que seja uma alimentação rápida, que não precisemos alterar a rota rumo às nossas camas por ela.

Juntando isso tudo na mente enquanto ainda comia meu hot dog, perguntei ao proprietário, qual era o tamanho da fatia do hot dog no faturamento do negócio e o mesmo respondeu que seria cerca de 50%. De bate e pronto, assustando alguns clientes, falei uma oitava acima:

- O preço do hot dog deve ser de 5 reais!
- Anh!?!? – Respondeu o proprietário sem entender nada.


Iniciei minha explicação, correndo o risco de ser linchado pelos outros clientes...

O maior limitador de preços para um produto já existente no mercado é a concorrência, que pelo jeito você não tem. O exagero no preço poderia te fazer perder alguns clientes, mas ao seu redor existem 5 baladas onde uma cerveja não sai por menos de 4 reais e onde qualquer coisa sólida e comestível custa mais de 10 reais, ou seja, já é tudo bem exagerado. O outro produto semelhante vendido por seu negócio, o sanduíche de pernil, é 2 reais mais caro que o hot dog e menos lucrativo, portanto não seria ruim a mudança na tabela, já que se os clientes migrarem do hot dog para o pernil aumenta seu faturamento e se fizerem o contrário, aumenta seu lucro. O aumento de 1 real no hot dog, representaria 25% a mais no faturamento do produto, que é 50% do faturamento total e um percentual maior ainda no lucro. Passei a ele também a idéia de já comprovado sucesso pelas redes de fast food, de se montar combos e até sugeri um preço de 10 reais para um combo. Pra finalizar, os clientes bêbados e famintos que pagam 4 reais por um hot dog, pagam 5 sem problema nenhum, pois se fossem procurar um fast food aberto, perderiam tempo e gastariam mais que 12,90.

O proprietário do negócio ficou me olhando como se ainda estivesse descodificando todas as informações, os clientes me olhavam como se fosse um maluco e eu agradeci e me despedi levando minha garrafa d’água e meus calafrios.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Sempre foi muito comum chegar num comércio para comprar um item que custa $1,98, pagar em dinheiro e sair do estabelecimento sem seus $0,02. Às vezes trocam por uma micro-balinha-mixuruca, mas este era um item que não estava entre suas escolhas. Daí às vezes você até pensa em cobrar os centavos, mas é uma quantia tão ínfima, que decide não dar um barraco por eles.

Me paga meu centavo!!!
Muitos gurus de autores de livros e participantes de programas de TV, aconselham cobrar e juntar estes centavos, mas será que realmente vale a pena?

É bem fácil decidirmos se vale a pena ou não, se visualizarmos dois extremos:
Aquele cara que pede uma moeda no sinal e fica feliz com qualquer centavo que recebe, com certeza fará questão do seu troco de 2 centavos. Já o craque do Brasileirão, o multimilionário Neymar, não faria questão dos centavos. Sabem por quê?
Não é por desperdício e sim por que os 2 centavos não pagam o TEMPO que ele esperará até que a menina do caixa cace as moedinhas e com muito pesar no coração entregue-as a ele.

Mas e você?
Bom, primeiro temos que entender se 2 centavos têm algum poder de compra... Bem, agora que entendemos que não tem (kkkkk), devido à inflação que vai desvalorizando a moeda no TEMPO, podemos continuar.

Agora que sabemos sobre o poder de compra de 2 centavos, vamos desmitificar o ditado popular:
“Centavo poupado, centavo ganho.”

O ditado vale, mas tem uma variável, que é a importância (proporção) que o centavo tem na vida de cada um.
Isso porque há outras formas de ganhar dinheiro, de modo que você precisa decidir se poupar um centavo é um uso produtivo de seu TEMPO.

Um trabalhador assalariado no Brasil atualmente, ganha no mínimo R$3,10 por hora trabalhada (Salário Mínimo de R$545,00), ou R$0,05 por minuto. Assim, os 2 centavos do troco equivalem a cerca de 30 segundos de trabalho. Portanto vale a pena poupar (cobrar) o troco, se este processo demorar até 30 segundos.

Já se você ganha um pouco mais em sua profissão, tipo uns R$2.000,00, não compensa nem sequer aquela olhadinha recriminando o caixa quando este “der uma de bobo” ao arredondar sua conta ou oferecer a maldita balinha.

E se você argumentar que naquele momento não estaria produzindo nada que lhe pagasse mais que os malditos 2 centavos, é um bom momento para pensar, pois se alguém que ganha um Salário Mínimo consegue fazer 2 centavos a cada 30 segundos, por quê não produziu nada nas 16 horas não trabalhadas?
Ou seja, de qualquer forma, você sempre abre mão de fazer algo, pra fazer outro ou simplesmente não fazer nada. Isso porque o TEMPO é nosso recurso mais escasso e por isso, o mais valioso.

Definindo, o Custo de Oportunidade é tudo aquilo que você precisa abrir mão, monetário ou não, para obter algo que quer, ou seja, uma escolha.
A economia (Economia de Mercado), assim como a vida, é constituída de escolhas que colaboram para um final, feliz ou não...

Mas alguém aqui já teve coragem de colocar uma daquelas balinhas na boca?

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Às vezes enquanto assisto o fantástico Bear Grylls, no programa “À Prova de Tudo” (Discovery), me pego pensando em como ele reagiria se não tivesse suas “âncoras”. Eu sei que o cara é foda e realmente possui treinamento o bastante para sobreviver em locais inóspitos, BUT...
E se não houvesse equipe, GPS, a corda correta, a roupa correta, o canivete correto?
Será que sua tranquilidade e confiança seriam afetados?

Como manter a calma e a confiança quando só temos a nós mesmos em meio à selva financeira?

E aí, vai encarar ou vai correr?

Penso da seguinte forma:
Se te colocassem em um local fechado, junto com um urso faminto (Não vale Pandas), qual seria sua reação?
Sinceramente não sei de que forma poderia matar um urso apenas com minhas mãos e talvez nem fosse preciso, mas morreria lutando com todas as minhas forças e inteligência (diferencial), para escapar daquela situação.

Durante toda a vida do Blog, recebi emails e comentários descrevendo situações onde as pessoas se sentiam insatisfeitas com sua vida profissional, se achavam capazes de realizar grandes feitos, tinham grandes ideias, mas não PODIAM abandonar TUDO e partirem para a selva do desconhecido.

Creio que o primeiro passo para seguirem o caminho idealizado, ou melhor, PULAREM NO DESCONHECIDO, se chama:

“DE SACO COMPLETAMENTE CHEIO”
Sim, se você não deixar que o ‘saco’ transborde, você não terá o insight necessário para concluir que se não está no caminho certo, com certeza está no errado.

Nessa fase geralmente você está recebendo um valor que sustenta suas contas e ainda sobra um bocadinho pra se divertir, embora você sempre diga que nunca sobra. Se todas as pessoas que dizem não ter grana pra se divertir deixassem de frequentar baladas, a maior parte das casas noturnas e barzinhos quebrariam.
Provavelmente você tem um chefe, ou “colegas” de trabalho, ou até mesmo sócios, que muitas vezes ultrapassam os limites da relação (e do bom senso) e dizem coisas, ou agem de maneira em que vários momentos durante a jornada de trabalho, você se imagina brincando de Jogos Mortais em pleno trabalho.

Let's play!
E o principal sintoma de que está nessa fase é:
VOCÊ NÃO TEM VONTADE DE SAIR DE CASA E IR PARA O TRABALHO.

Parece brincadeira, mas se você nunca sentiu realmente vontade de ir trabalhar, é porque você nunca esteve no caminho certo.
Se você não sente aquele fogo de querer “fazer acontecer”, de querer produzir, de querer mudar o mundo, pode ter certeza que está nessa fase! Perdendo tempo e enchendo o saco.

Você pode passar a vida assim, administrando o saco, que está sempre cheio, mas nunca transborda.
Ou certo dia você para de se curvar demais, pois quem muito se curva, mostra a bunda e algo acontece para que você tenha o insight que descrevi lá em cima e conclui que a Zona de Conforto em que está é apenas uma espécie de Matrix e que se chutar o pau da barraca, apenas substituirá alguns desconfortos por outros, porém a motivação, a produtividade e as chances de achar o caminho certo aumentarão exponencialmente.

Overfull...

Pra manter a linha do Blog, que fala por experiência e não por teoria, venho administrando meu saco há muito tempo, muito pelo amor à empresa, pelos funcionários, pela minha família e por alguns fornecedores.
Orgulho não faz mais parte da minha mistura. No mundo corporativo, quanto maior o orgulho, maiores as chances de se estrepar de forma circense. Mas se algum dia sentir alguém tentando ferir sua honra, chute! Por reflexo mesmo!
Enfim, meu insight veio após ser suspeito de roubar minha própria empresa, aliás minha própria família. Claro que ninguém teve coragem de fazer essa acusação de frente pra mim, mas graças a Deus, não tenho (tinha, né?!) funcionários e sim colaboradores e seguidores.
Invés de discutir, brigar e correr um sério risco de cair na porrada de verdade, peguei meu insight e saí.

Como as únicas coisas que roubei em toda a minha vida foram balas e revistinhas pornográficas durante a adolescência, me encontro no meio da selva, sem nenhum puto no bolso...
Como sobreviver?

To be continued...

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Lendo a HSM, me deparei com a parábola contada pelo professor Luiz Carlos Cabrera (FGV), que usa uma metáfora para demonstrar uma situação muito comum no mundo corporativo.

Subo ou não subo?...

Ele conta que um novo executivo chega à empresa e vê um monte de jabutis em cima da árvore. Estranhando a situação, ele vai até a árvore e retira todos os jabutis dali e leva orgulhosamente ao seu chefe, o que causa enorme reboliço na empresa. Ele não se dá conta de que, considerando que jabutis não sobem em árvores, aqueles estavam ali porque alguém os colocara naquele lugar. Ou seja, antes de retirá-los, ele deveria verificar por qual motivo foram parar lá.

Isso acontece em qualquer tipo de negócio, de qualquer tamanho ou segmento.
É a conta de entrar um novo gestor, gerente ou responsável, que vem a enxurrada de mudanças. É um tal de querer mostrar serviço, que acaba gerando um baita desserviço para o negócio.

O primeiro passo para o novo ‘Cara’ na antiga área ou negócio, é simplesmente observar.
O segundo passo é se certificar que o fluxo das operações continue do jeito que era, enquanto ele observa.
Depois vêm os questionamentos e a detecção de possíveis gargalos, assim como as pequenas e grandes soluções para melhorar e desenvolver.

Dependendo da complexidade das tarefas, pode acontecer de se atravessar este caminho rapidamente ou não. Portanto o desenvolvimento da área ou do negócio, não depende apenas da eficiência e competência do novo gestor, mas também do caminho onde ele terá que dar estes passos.
A competência e eficiência do novo gestor servirão para ajudá-lo a se movimentar pelo caminho (espaço) e como o próprio Einstein disse que o tempo não é absoluto, pois o movimento o torna relativo, ele pode conseguir passar rapidamente pelo percurso e definir se os jabutis devem mesmo ficar ali ou não.

Físicos por favor, não levem a sério minha comparação entre a situação e a Teoria Geral da Relatividade de Einstein.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

A P&G vai... aliás, já dominou o mundo!
Já escrevi sobre isso aqui no Blog em um post sobre outra coisa, mas depois de ver um familiar falando sobre o assunto, decidi escrever um post que acabasse com as dúvidas.
Lembro que tenho uma posição assumidamente parcial sobre o tema, pois adoro as batatinhas Pringles!
Portanto, em defesa das minhas amadas batatinhas, companheiras fiéis de meus bons tempos no cinema, escrevo principalmente aos cristãos radicais descabidos de curiosidade e totalmente alienados a um sistema de regras a acumulação de riquezas.
(Putz! Peguei pesado... pra variar. Mas lembro que estes fazem parte de um pequeno grupo dentro da religião) ... (Tá bom, talvez o grupo não seja tão pequeno)

Tudo começou quando alguém teve a ideia de escrever um email, afirmando que o “Dono” da Procter & Gamble, havia concedido uma entrevista a um programa estadunidense, dizendo que os lucros da empresa eram revertidos a uma igreja satânica.
Daí o maluco enviou o email para alguém, que enviou a outros e daí surgiu a lenda da P&G.

Já havia ouvido a história antes, mas só de ouvir alguém dizer algo sobre o “Dono” da P&G, já sabia que aquela pessoa era totalmente desprovida de senso e nem me dava o trabalho de argumentar que a temida Procter & Gamble não tem um único dono, já que se trata de uma companhia de capital aberto e tem suas ações negociadas em bolsa de valores. E mesmo se a empresa tivesse um acionista detentor de um bom percentual dos papéis, creio que ele não iria à TV acabar com a reputação de sua própria empresa.

Daí certo dia, meu cunhado, um homem correto, trabalhador e bom pai de família, chegou em um almoço alertando a todos sobre o pacto diabólico do “dono” da P&G...

Como minha família toda é evangélica, me retraí à minha “ovelhanegrice” e fiquei calado.
Como pode alguém tão legal aceitar uma informação dessas sem ter a curiosidade de pesquisar a veracidade, antes de divulgá-la?!?!

Por isso eu venho ao meu cantinho e desabafo!
Vamos aos fatos reais:
- A P&G é uma put@ empresa de capital aberto, com mais de 170 anos de fundação e que não tem apenas um dono;
- O cara apontado como entrevistador no email, Phil Donahue, já declarou diversas vezes que nunca entrevistou qualquer executivo da P&G;
- Reverter os lucros de uma empresa listada em bolsa, para uma igreja satânica?!?! Alguém me explica como isso pode ser possível em alguma dimensão existencial?!
- Ah tá! A logo da empresa remetia ao número 666... Bom, a idéia original era apresentar um rosto e treze estrelas representando as treze colônias que formaram os EUA. É a mesma coisa de ficar achando esculturas em nuvens;

As próprias igrejas já tiveram que se retratarem por divulgarem essa notícia, como podem ler AQUI.

Se buscar mais no Sr Google, encontrará uma série de fatos contra o tal email, mas pouparei o espaço do blog.
Enfim, lembrem-se do oitavo mandamento (ou nono, ou décimo-sexto), fiéis seguidores da Bíblia:
“Não levantarás falso testemunho contra teu próximo.”

Portanto galera, sejam curiosos e deixem minha Pringles em paz!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

O “inteligentemente asno” dinheirólogo João Homem estava com dois carros e uma moto na garagem. Um carro feio no valor de 10k para utilizar no dia a dia. Um carro luxuoso e bonito, no valor de 35k (barato pro carro que é) pra bolerar nos finais de semana. Uma moto que não serve pra quase nada, mas que vale apenas 3k e por isso continua em minha garagem.

Apesar de ter comprado o feiosinho à vista, fiz um financiamento posterior em cima dele e por isso pago 250 reais por mês, mais os quase 300 reais por ano de impostos. A moto não me gera despesa quase nenhuma, tirando os impostos.
Já o grandão, usado apenas nos finais de semana, foi pego num negócio e deveria ser vendido logo para gerar algum lucro. O problema é que acabei gostando de “pagar de gatão” e fui gostando de assumir as prestações de 940 reais, mais 1.150 reais anuais de IPVA.

Pagando de gatão...

Esse veículo luxuoso caiu no meu colo, depois de uma negociação mal sucedida entre meu irmão (ex-dono) e um comprador (ex-dono tb). O cara não conseguiu pagar e fiz um acordo verbal com meu irmão, que assumiria o carro e suas despesas.
Paguei uma prestação e usei de inteligência financeira para negociar as demais, que estavam em atraso, com a instituição financeira credora.
Após 2 meses batendo de carrão, uma altercação familiar, fez com que meu irmão tomasse a decisão de me tomar o carro... (kkkkk Casos de Família)

Graças à minha frieza, assim que controlei meu impulso de querer jogar um botijão de gás no parabrisa do carro, percebi que tinha errado ao fazer um acordo verbal (ainda mais com um parente!!!) e tive o meu consciente financeiro acessado após uma longa hibernação.

Oras!!! Meu carrinho feio, me leva para todos os lugares, fazendo 14km/l com ar condicionado ligado!!! Ok, não consigo pagar de gatão com ele. Mas posso pagar um táxi, ou alugar um carro e pagar de gatão do mesmo jeito, que ainda saio no lucro!

Vejam só a matemática do gatão...
O carrão do gatão me custava cerca de R$ 1.040,00 por mês, sem contar a manutenção e pneus caríssimos. Ah e sem contar a depreciação, pois o modelo saiu de linha esse ano.

Bom se quiser usar o serviço de táxi, pra me levar de casa até o coração da Savassi, onde estão localizadas as melhores baladas de BH, pagarei cerca de 70 reais pra ir e voltar. Com a vantagem de não correr o risco de cair numa blitz da Lei Seca (Tequilas Party Now!!!).
Levando em conta que utilizaria o serviço 2 vezes na semana, gastaria R$ 560,00 por mês e ainda me sobrariam uns R$ 500,00 mensais para investir. Atenção, pois não contabilizei o valor do combustível que gastaria com veículo próprio.

Caso aconteça alguma situação em que eu realmente precise de um carro legal pra dar uma 'avultada' no status, basta alugar um veículo de luxo por R$ 360,00 e ainda me sobrariam R$ 140,00 por mês para investir.

Levando em conta aqueles 500 reais de sobra mensais, investidos por 45 meses (como as prestações do carrão), a uma taxa módica de 0,75% ao mês, sem descontar a inflação, em oposição à depreciação e manutenção do veículo, conseguirei economizar R$ 26.000,00, que deverá ser maior que o valor do veículo na mesma época.
Agora se eu quiser economizar tudo, basta eu esquecer essa vida de pagar de gatão e levar uma vida mais no estilo europeu, com meu feiozinho.

O puro Estilo Europeu...
Às vezes a matemática te ajuda até mesmo em problemas sentimentais.
Por R$26.000,00 a mais na conta?!?
JUST LET IT GO!

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Prezados leitores, dinheirólogos, estudantes, admiradores e apreciadores.
Durante esse tempo offline, recebi uma quantidade absurda de emails e comentários no Blog. Alguns com mensagens de força, outros com elogios e outros com dúvidas.
Eu sinto muitíssimo, mas não responderei aos mesmos, pois são muitos e não quero privilegiar alguns dentre todos.

Passei e ainda estou passando por uma fase dificílima em minha vida, talvez a mais difícil até então. Parei de escrever no Blog, devido o excesso de sentimentalismo e negatividade em meus últimos posts, sem contar que nada tinham haver com Dinheirologia.

Estou tentando voltar aos poucos, estudando 3 páginas por semana, invés de 2 livros e escrevendo 1 post por semana, invés de 5. Veremos se conseguirei.

Não fiquei rico, aliás estou bem mais pobre. Não encontrei a felicidade e por sinal me sinto cada dia mais longe dela. Não adquiri mais conhecimento e em muitas ocasiões durante essa fase, fiz questão de me afundar na ignorância. Não fiquei mais sábio, talvez mais experiente.

Continuo rápido em fazer contas de cabeça, instável e louco, é só isso.
A novidade é que já tenho alguns posts prontos, portanto o Blog Dinheirologia voltará aos trabalhos.
Abraços!

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Sim, dá pra ganhar dinheiro com o Hotfile, sem fazer quase nada! Achei uma boa oportunidade de renda passiva e online, e ensinarei pra vocês neste post.

É bem simples. Você se inscreve no site hotfile.com e começa a enviar arquivos, para compartilhar na web, tipo filmes, programas, planilhas, músicas e etc. Então, as pessoas baixam seus arquivos e você recebe o pagamento por isso
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Tá esperando o quê pra se cadastrar?

Crie uma conta grátis no Hotfile para ganhar dinheiro
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Quanto dinheiro eu vou ganhar com downloads no site Hotfile?

A quantidade de dinheiro que você vai receber como pagamento depende de alguns fatores, tais como sua posição no ranking, tamanho do arquivo enviado e a quantidade de downloads dos seus arquivos. Veja a tabela abaixo:


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Arquivos de 100-400Mb - $10 por 1000 downloads


Parece pouco, mas dependendo dos arquivos que você disponibilizar e a forma como divulgar, mil downloads é uma meta fácil.

Promova seus arquivos fazendo uma lista de bons fóruns ou blogs de alto tráfego, onde você pode compartilhar seus arquivos. Daí, coloque os links nesses locais e comece a ganhar dinheiro pela internet.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Rockon!!!
De acordo com o futuro vislumbrado por mim em 2007, não era pra eu estar aqui agora, pelo menos não desse jeito. Alguém sabe me dizer por que as coisas não saem como planejamos, por mais que nos esforcemos?!

Não sei o motivo para que as coisas aconteçam nessa ordem aleatória e caótica, mas sei que esse é o tempero que torna a vida mais emocionante. Quando digo emocionante, não confundam com bom ou ruim, mas saibam que quanto mais emocionante, mais sentirão o melhor e o pior da vida.

Pensei que chegaria aos dias de hoje com mais estabilidade financeira, tendo que arriscar menos e objetivando menores retornos percentuais, porém com valores mais altos. Tinha a certeza de que estaria com minha esposa, planejando sua gravidez que traria ao mundo minha aguardada filhinha.
Sabia que meus momentos de diversão seriam em frente a tv assistindo o Mundial de Motovelocidade e que meu aparelho de som funcionaria num tom agradável, tocando Pavarotti enquanto eu preparasse a pizza, ou ainda, se tocasse uma música romântica, só viria minha bela esposa em minha mente.
Nessa fase, embora cronologicamente estivesse com 32 anos, minhas experiências e minha estabilidade me trariam a sensação de ter no mínimo uns 50.
Nestes dias, aquele meu âmago sombrio, intenso e monstruoso, seria apenas uma lembrança de tempos instáveis...

Por que isso não aconteceu?

Tudo que eu queria neste intervalo de tempo, eu conquistei! Mas por quê não consegui manter?!? Será que existe uma ciência para manter o que se conquista?
Existe! NÃO SE PODE MANTER TUDO! Até que TER tudo você consegue, por um tempo.
Você sempre terá que abrir mão de alguma coisa, pois se tentar continuar mantendo todas as conquistas, a vida vem e te tira tudo!

Eu não abri mão de nada e perdi tudo.
Porém hoje enxergo as coisas com tanta clareza, que parece questão de pouco tempo pra chegar lá novamente. Claro que seria uma espécie de déjà vu com novos personagens, ou melhor, seria uma outra vida já vivida por você, mas com a tecla FAST FORWARD apertada e com novos personagens.
Será que isso é ruim?

Às vezes parece que voltei no tempo e que estou começando dos meus 20 anos novamente, mas com meu "Eu" dos 32. Isso gera uma avalanche de emoções dentro de mim e ao mesmo tempo me deixa frio e firme como uma pedra.

Creio que esta seja a fase mais Punk (da cultura punk mesmo) da minha vida! Talvez a minha fase mais pura também. Pura no sentido de seguir quase que a totalidade de meus instintos provenientes do meu âmago descrito lá em cima. Toda a minha derrocada serve apenas pra gerar mais combustível, necessário para me levantar e correr a todo vapor rumo à minha razão.


A vida exige que eu use o que o ser humano tem de pior, como meu melhor, para que no fim a razão seja beneficiada e espalhe o que há de melhor para todos.
Amanhã eu morro.
Minhas últimas palavras: Eu errei e sinto muito por isso.
Logo depois renascerei forte, preparado e focado...
Minhas primeiras palavras: Bora!

Fim da Sessão Desabafo Dinheirologia. VTNC com essa p0rr@ de sentimentalismo megalomaníaco!
Voltaremos com a Saga Dinheirologia logo após o renascimento.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Pessoal, juro que voltarei com as postagens relacionadas à Dinheirologia! Porém, me aguentem mais um pouquinho nessa fase Punk da minha vida.

Uma grande amiga postou um vídeo no Facebook, com uma interpretação deste texto divulgado como se fosse de William Shakespeare, o que não é correto. Shakespeare nunca escreveu este texto, mas de qualquer forma, é um destes textos que decoram a alma.


O Menestrel

Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se. E que companhia nem sempre significa segurança. Começa a aprender que beijos não são contratos e que presentes não são promessas.
Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
Aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.
E aprende que, não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam… E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobre que se leva anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la…
E que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.
E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.
E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos de mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam…
Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa… por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.
Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou, mas para onde está indo… mas, se você não sabe para onde está indo, qualquer caminho serve.
Aprende que, ou você controla seus atos, ou eles o controlarão… e que ser flexível não significa ser fraco, ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem, pelo menos, dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática.
Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens…
Poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém…
Algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar.
Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, em vez de esperar que alguém lhe traga flores.
E você aprende que realmente pode suportar… que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Pensei por 68 vezes, se deveria postar a segunda parte da fábula ou não. Decidi não postar, apesar de estar prontinha nos rascunhos do Blog. Melhor deixar a mesma com um final feliz, típico de uma verdadeira fábula.

Dito isso, vamos falar de "atualidades"...

TOP 10 BARRACOS CORPORATIVOS
Barraco Corporativo
Essa fusão do Pão de Açúcar com o Carrefour já está encabeçando meu "TOP 10 DE BARRACOS CORPORATIVOS". E você achando que aquela vizinha sua é barraqueira...
O dinheirólogo, formado com Láurea Acadêmica, Abílio Diniz, entrou numa sinuca de bico. As informações vazaram, o esquema estratégico foi pro saco e agora ele, além de ficar de vilão, está prestes a tomar uma chinelada dos franceses. Tá me lembrando um tal de João Homem...

Uma amiga minha foi à Grécia e originou toda essa confusão...
Tragédia Grega
Cara, queria muito ver como é que um país quebra, ao vivo. Claro que é só um desejo do meu ID (Freud), sedento por informações e conhecimento, mas meu EGO sabe que uma quebra geraria consequências as quais eu não gostaria de ver.
Os caras fizeram uma verdadeira dança das cadeiras no gabinete grego e mandaram "O Arquiteto", George Papaconstantinou pra cozinha. Sim, eles não demitiram o cara simplesmente guardaram no Ministério do Meio Ambiente. Putz!

Isso lembrou a mim mesmo, quando contrato alguém em quem eu vejo potencial, para uma vaga tosca, só pra guadar a pessoa "sob minhas asas".

Outra coisa que fiz referência à minha vida, foi o grau da insolvência grega. Os caras estão ferrados e estão puxando os pés dos vizinhos! Se o "bolo" europeu se juntar e fazer um tipo de "Solvência Média", acredito que tudo dará certo, mas se não fizer... Nova crise mundial e quanto mais líquidos estivermos, mais ricos ficaremos.

Agora a pergunta que não quer calar:
- Se a Grécia pode fazer isso tudo, porque você não pode?

... Ops... Agora outra pergunta que não quer calar:
- Quem te disse que você não pode?!

Tecnologia
Amanhã comprarei o smartphone dos meus sonhos! Consegui um megadesconto com o melhor supervisor de vendas de telefonia móvel do mundo! O Martinho!
- VALEU MARTINHO!

Trata-se do novíssimo Samsung Galaxy SII. Estava prestes a detalhar tudo que o aparelho faz aqui, mas é melhor que procure no Google. Este smartphone me ajudará muito em meus processos na web, inclusive com o Blog, que se encontra bem desatualizado.
Assim que aprender a fuçar nele todo, posto um review aqui.

Falando em Blog desatualizado, deixo vocês com uma frase do meu grande amigo Abílio Diniz, proferida em meio ao barraco e que se assemelha muito ao meu momento também:
Tenho fé em Deus e acredito no meu trabalho. Tudo vai acabar bem e em breve contarei toda a história.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Venting...
Era uma vez, num lugar nada distante...
Uma princesa, de berço, começou seu sonho de construir seu próprio reino. Idealizou o que haveria neste reino, pois teria que ser perfeito, diferente de qualquer reino comum. E assim ela começou a sonhar e planejar.

A princezinha foi crescendo e lutando para que seu reino emergisse de seus sonhos para a vida real.
Dentro dos detalhes necessários a qualquer reino, havia um que não dependia apenas de seus esforços, o Príncipe.
A princesa então começou a buscar seu príncipe, mas não sabia o quanto era difícil achar um príncipe diferenciado, a altura de seus sonhos.

Certo dia, por uma coincidência absurda de timmings, aquela princesa BELíssima, de rosto angelical, pele branquinha e delicada como uma boneca de porcelana se sentiu protegida por um príncipe, este totalmente de acordo com seus sonhos, BRAVO, destemido e protetor.
O que a princesa não sabia, era que aquele ser não era um príncipe, tratava-se de um monstro tão mal e egoísta que por onde passava só deixava tristeza e desilusão.

A princesa só o confundiu com um príncipe, porque de tão encantado pela jovem, o monstro se disfarçou-se em um belo príncipe.

Então foram se conhecendo, Princesa e Monstro, planejando um futuro maravilhoso e diferente no Reino da Princesa.

O Monstro, que até então não conhecia o amor verdadeiro, tentava se comportar como príncipe a qualquer custo, apenas para merecer o amor da Princesa. Porém vez ou outra, alguma monstruosidade era feita e acabava machucando a Princesa. O Monstro também jamais havia conhecido dor tão grande como a da culpa. Quando sentia essa dor, esforçava-se mais para se transformar num príncipe de verdade.

A essa altura a Princesa já havia descoberto sobre o monstro, mas acreditava no amor diferente que surgiu e se via tão próxima de seu sonhado Reino, que não compensava procurar um novo príncipe.
Cega devido ao foco na construção de seu reino, não via que mesmo com esforço mútuo, o monstro ainda era um monstro e sendo assim, jamais seria um príncipe.

Eis que o Reino ficou pronto!
A princesa cuidou de todos os detalhes, o monstro estragou alguns, mas de qualquer forma, aquele era o dia mais feliz da vida da Princesa, pois seu Reino estava pronto. Era também o dia mais feliz da vida do Monstro, pois jamais imaginou sequer poder entrar num Reino tão perfeito, com uma princesa e ainda ouvir a Princesa dizer olhando em seus olhos que era o dia mais feliz de sua vida.

O Monstro, absorto de emoção, não reparou que o motivo de ser este o dia mais feliz da vida da princesa, era devido à oficialização do Reino e não porque ele estava ali, como imaginou.

A Princesa trabalhou tanto por aquele reino, que os detalhes não importavam mais. Só queria repousar e viver toda a plenitude de seu reino, como sempre sonhou.

O Reino estava lá, estampado para qualquer um ver, a maior conquista da Princesa. O que muitos achavam impossível, aconteceu. A Princesa venceu.
Este poderia ter sido o final da história. O triunfo de uma princesa determinada e forte.
Mas não foi o fim...

Continua...

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Sim, eles ainda existem!
Vivi um tempo na Era Industrial, na fase de transição para a próxima era e atualmente tento me estabelecer na Era da Informação.
É incrível ver como tudo é mais rápido hoje em dia, mais prático, mais acessível e mais meritocrático. Antigamente conhecíamos apenas nosso mundinho, já hoje em dia temos acesso a qualquer informação a respeito do sul da Malásia em questão de poucos segundos. Incrível!

Na Era Industrial recompensava-se o trabalho árduo e quem dava as recompensas eram os poucos agraciados com acesso à informação e ao conhecimento na época. Geralmente essa graça vinha de berço e quem quisesse ter acesso a isso um dia, precisava trabalhar arduamente durante quase toda a vida, afim de um dia conseguir ser considerado um bem sucedido homem de negócios.

O problema é que não bastava trabalhar, tinha que guardar alguma sobra também. A minoria que fazia isso, conseguia deixar alguma herança para as próximas gerações, o resto passava dificuldades na velhice.

Já atualmente, na Era da Informação, vemos cada vez mais emergirem homens de negócios bem sucedidos na forma de garotos universitários. Empresas de bilhões são criadas a partir de ideias mirabolantes de jovens que sequer seriam ouvidos na Era Industrial.

Meus pais são dois exemplos fiéis dos trabalhadores da Era Industrial. Acreditam piamente que quanto mais trabalharem, mais perto de serem bem sucedidos estarão. Estão enganados.

Mas mesmo estando enganados e estarem engajados numa batalha perdida, me enchem de orgulho pois parecem os mestres da espada, os samurais, na batalha contra a pólvora, outra batalha perdida.

A força de trabalho dos dois é finita, pois tende a diminuir com o passar do tempo e muito provavelmente não trará o sucesso e estabilidade financeira, mas garante-lhes a sobrevivência enquanto tiverem força.

Da mesma forma que em algumas situações de nossas vidas, ressuscitamos os instintos mais primitivos de sobrevivência, para permanecermos vivos, creio que tenhamos muito o que aprender com estes Samurais da Era Industrial.

Se tudo der errado, eles sobrevivem de um jeito ou de outro. Será que estes garotos da Era da Informação saberiam o que fazer se tudo desse errado? Será que eu saberia?!?
Pra mim essa comparação é bem similar à de se comparar um triatleta e um soldado com experiência em sobrevivência.
O atleta é melhor em quase tudo, mas não sabe como sobreviver.

Meus pais são verdadeiros Samurais da Era Industrial e têm raça o bastante para sobreviverem na Era da Informação. Embora eu tente influenciá-los um pouco com a cultura da Nova Era, tenho que parar e aprender um pouco também.

Como me orgulho deles...
Creio que eles jamais poderão parar seus frenéticos trabalhos para ler o que escrevi aqui, mas o mesmo orgulho que sinto por ter verdadeiros samurais dentro de casa, eles também sentem ao se deitarem e cerrarem os olhos ao fim de mais uma jornada dura de luta... aliás, trabalho.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Bom... meu primeiro Dia dos Namorados sozinho em 10 anos. Não poderia deixar de registrar aqui.
Está aí a música que embala meu 12 de junho:

terça-feira, 31 de maio de 2011

Sim, você é igualzinho o Lance, só lhe falta os sete Tour de France.
Sexta-feira, 20:30, cansado após um longo dia (e noite) de trabalho, dirigia a caminho da academia, para colocar um ponto final na semana.
Prestes a passar pela oitava vez na semana, naquela mesma rotatória de sempre, na Lagoa da Pampulha, freio bruscamente meu carro e depois escuto um “assobio sinalizador”. Neste momento, passa um ciclista a uns 40km/h na frente do meu carro. Nesse momento comecei a pensar nos transtornos que estes ciclistas causam na minha amada Lagoa da Pampulha.

Fui ciclista por muito tempo. Comecei sendo um cicloturista e mais tarde um mountain biker. Sou um cara maluco por esportes e sei que é normal um cara comprar uma bike, vestir uma roupa colada cheia de marcas estampadas, de patrocinadores que não te dão nem um centavo, subir na bike e se sentir o próprio Lance Armstrong. O problema é quando acham que uma via pública, com trânsito liberado, é o trajeto do Tour de France! Arriscam suas vidas, prejudicam o trânsito e deixam pedestres e motoristas pwt0s da vida!

Na história que contei no primeiro parágrafo, não foi o assobio que salvou o ciclista, foi minha visão muito boa, que avistou aquela bicicleta vindo em alta velocidade, magrela e no escuro. Se fosse alguém com uma visão menos eficiente, teria jogado ciclista e bicicleta pro alto.
Se isso tivesse acontecido, poderia me preparar pra pancadaria, pois jogar um ciclista pro alto na Lagoa, é confusão na certa com outros ciclistas, que independente da situação, são sempre vítimas, o nível mais baixo na cadeia alimentar.

Certa vez minha esposa chegou em casa reclamando que um ciclista chutou seu carro, porque ela obstruiu sua passagem quando reduziu para entrar numa rotatória... Cara, se estou dentro do carro numa hora dessas, faço igual aquele motorista que jogou todo mundo pra cima num protesto de ciclistas.
Galera, se estão numa via pública, respeitem as leis que regem esta via e lembrem-se que não têm tamanho e iluminação suficiente para que enxerguemos vocês com facilidade.

Os caras usam a via pública como se fosse uma pista e querem que nós motoristas, que nem sabemos quais são as regras dessa pista, andemos conforme suas necessidades. Putz! É o cúmulo do absurdo vezes 3!
Como moro bem próximo à Lagoa, muitas vezes vejo um ciclista estendido no asfalto e penso:
- Lá se vai mais um Lance Armstrong!
Ou seja, julgo que aquele é um dos malucos sem nem saber se realmente é!

Bem, só queria escrever este post como forma de protesto e de alerta! Tudo bem se pensam ser o biker mais rápido do Brasil, mas se querem preservar suas vidas, não pensem que a Lagoa da Pampulha é uma pista de corrida e se querem preservar seus dentes e ossos inteiros, não chutem um carro em que eu estiver dentro.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

É irmão, você está sozinho.
Temos a mania humana de romantizar tudo. Algo dentro de nós faz com que acreditemos que somos o centro do universo e que somos especialmente importantes para o funcionamento do mesmo. Mas a verdade é que somos importantes apenas para nosso próprio universo, criado em nossa mente.
Dessa forma, você, como qualquer outro, morrerá um dia e ficará por aqui apenas vagas lembranças nas pessoas de seu convívio, lembranças que se dissiparão com a força mais aniquiladora do universo, o tempo.

Também como qualquer outro humano, nascemos sozinhos. Mas nessa fase ainda temos um grande apoio de uma figura divina capaz de dar a própria vida por nós, as mães. Se bem que nem todos têm essa benção, já que algumas mães jogam seus filhos recém nascidos em latas de lixos, lagoas e rios.

Depois do nascimento passamos a vida buscando apoio semelhante em professores, parentes, colegas, amigos, amores e etc, mas nenhum destes chegará a ser uma mãe um dia.
Se você não se tocar dessa lógica rápido, ficará mais deprimido ainda quando ver que nem sua mãe é mais uma mãe, pois chega uma fase em que há uma inversão em que sua mãe se transforma no lado frágil, carente de cuidados e você passa a ser... a mãe.

No fim das contas, as outras pessoas servem para te fazer feliz em momentos ímpares em sua vida. Sim, ninguém te faz feliz o tempo todo, pois por mais que seja uma máquina de felicidade, não fica com você o tempo todo e se ficasse, com certeza não te faria feliz por todo o tempo.

A felicidade é momentânea, já falei disso por aqui e deve-se sugar ao máximo estes momentos, pois quando a vida te bate, é neles que você se apegará para levantar e continuar em frente.

A felicidade vem nos momentos em que você consegue o que quer e a capacidade de cada um para conseguir isso é diferente.
Portanto amigo, sua felicidade depende de você! Você está sozinho neste mundo e não deve depender de ninguém pra ser feliz.
Seja lá o que for, deseje, capacite-se, persista e conquiste!

Sabe aquele mendigo que vive sozinho, do qual você morre de pena?! Você é tão sozinho quanto ele, porém conquistou mais coisas, como família, amigos, amor e dinheiro.