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quinta-feira, 31 de janeiro de 2008


Decidi que abriria minha própria empresa, abandonando minha família, meu esforço de 15 anos, o percentual da empresa que era meu, a marca que eu paguei do meu próprio bolso para registrar, o sangue que dei em todas as batalhas em que sempre comandava a linha de frente.
Deixei tudo para trás! E ainda me tacharam de vários adjetivos ruins! Mas não deferi uma única palavra em minha defesa e nem requeri um tostão sequer por tudo que larguei para os outros.
Saí para abrir meu próprio negócio sem ter sequer um talão de cheques, ou equipamentos para movimentar tal empresa!
Sinceramente, isso parecia loucura, mas era o que eu chamo de "Apertar o Botão"! Depois que você apertou o botão, não tem mais volta!
Com cerca de R$9.000,00 eu consegui montar minha empresa e de Abril de 2007 a Novembro do mesmo ano, a empresa aumentou seu faturamento em 67% e eu aumentei meu patrimônio em 500%!
É por isso que não aceito como desculpa para não "Apertar o Botão", a falta de dinheiro. Concordo com o Robert Kiyosaki quanto ao dinheiro ser apenas uma idéia. Eu não tinha nada, apenas essa pequena quantia. Em pouco tempo, alavanquei meu patrimônio dessa forma.
Nesse primeiro ano a empresa não estava focada em aumento de vendas e mesmo assim teve seu faturamento aumentado em 67% em 7 meses.
Dentre os principais desafios da minha nova empresa, estava um que quase fundiu minha cabeça: Consolidar a empresa no mercado, sem afetar a empresa da minha família. As duas atuam no mesmo ramo e mesmo tendo apenas o céu como limite, tive que encontrar soluções para desviar da empresa de mnha família no mercado.

Seria muito fácil se eu pudesse simplesmente passar por cima! Seria extremamente fácil! Mas como adoro desafios e um verdadeiro guerreiro só se sente bem quando está em um campo de batalha, me dediquei a encontrar meios de vencer sem ter que afetar minha família.

Mesmo assim, a cada vitória de minha empresa que eles ficavam sabendo, sentiam como se fosse uma derrota para a empresa deles. Isso me consumiu 3 meses produção, pois fiquei tão chateado, decepcionado e completamente atônito.

Toda a evolução que tive de Outubro de 2006 até Outubro de 2007, parou! A empresa andou sozinha durante esses 3 meses, apenas os funcionários e meu sócio (Deus) que trabalhavam.

Nessa época aprendi muita coisa que me fizeram crescer uma enormidade como pessoa e como homem de sucesso.

Abordarei mais esses 3 meses a seguir...

Nasci numa família de comerciantes. Meu pai nunca trabalhou pra ninguém e mostra sua carteira de trabalho vazia, com muito orgulho.
Por toda a minha vida ele me ensinou a ser independente, a fazer meu próprio dinheiro, que só dependeria do meu trabalho. Como acredito que somos fruto do ambiente em que vivemos até desenvolvermos nossa própria personalidade, cresci seguindo os ensinamentos de meu pai.
Minha carteira de trabalho, eu nem sei onde está! Mas mesmo tendo aprendido isso, eu ainda trabalhava para alguém, no caso, meu pai! O mesmo que me ensinou a ser independente.
Desenvolvemos uma empresa desde 1992, quando eu tinha 13 anos. Sempre o ajudei e investi em suas idéias. Com isso, fui participando cada vez mais ativamente dos ganhos familiares e acabei pegando para mim uma responsabilidade que não era minha.
Vi desde cedo que queria ser um empresário quando crescesse. Empresário não sei de quê, mas queria ser um empresário! Fui investindo em conhecimento para administrar nossa empresa familiar e dando sangue para que o negócio crescesse.
Foi assim até em 2005.
A partir desse ano, depois de várias idéias fracassadas, muitos sonhos pisoteados pela própria família, falta de reconhecimento nas vitórias e principalmente por ser apontado como o culpado de todos os fracassos coletivos, decidi desistir!
Isso mesmo! Toda aquela paixão empreendedora, aquelas lâmpadas criativas e a determinação vencedora se foram por completo. Me sentia um fracassado, subordinado ao meu pai e trabalhando apenas para manter meu padrão de vida cheio de motos caras e sem dinheiro para pagar os IPVA's delas.
Tirava meu dinheiro de alguns clientes da nossa empresa que eram atendidos por mim. Essa fatia correspondia a um faturamento de R$9.000,00 mensais no máximo. Disso aí, sobrava pra mim uns R$1.200,00 por mês, sem debitar meus gastos mensais com academis, cartões, prestações, ajuda nas contas de casa e etc. Ou seja, por fim não sobrava nada!
Vivi assim um bom tempo... Sem objetivo... Sem sonhos tangíveis... Sem planos... Sem futuro! Fui acordar só em Outubro de 2007, depois desse episódio !
Depois de me aventurar por alguns tipos de investimentos já relatados aqui, vi que tinha que me dedicar ao investimento que mais tinha experiência teórica e prática, o empreendedorismo.
Decidi que abriria minha própria empresa...
Tirei isso do livro "Toyota":

"Uma ratoeira bem-sucedida precisa de uma infestação substancial de roedores e de um sistema de entrega que a coloque nas mãos de quem puder fazer melhor uso dela e lhe dar mais sentido."

Pode parecer pouco tempo para tudo que aconteceu durante esse período, mas em 28/12/06, comprei minhas primeiras ações!
Tirei R$1.000,00 dos Fundos de Ações que eu tinha investido e comprei ações da Gol (GOLL4) no mercado fracionário, que é onde compramos quando não temos dinheiro pra comprar um lote inteiro de ações.
Foi uma mistura de sentimentos incrível, pois só tinha feito isso no simulador e estava ali comprando ações de verdade! Fiz uma breve análise da empresa, aplicando algumas técnicas da análise fundamentalista, mas nada profissional. Virei o ano me intitulando como um dos donos da Gol Linhas Aéreas!
Tive um ótimo ganho até fevereiro de 2007, aproveitando-me da crise aérea brasileira. Nessa época com um pouco mais de conhecimento e contendo a empolgação, decidi comprar também papéis da Gerdau (GGBR4) e da América Latina Logística (ALL11). Isso foi logo depois da crise asiática de 2007, o que me gerou ganhos excepcionais. Claro que havia comprado mais uma vez no mercado fracionário, pois não tinha mais dinheiro, porém meu patrimônio em Ativos crescia numa velocidade que eu não esperava.
Estava adorando lidar com ações, mas via que meus ganhos não eram consequência de meu conhecimento na área e sim da sorte de terem aparecido várias oportunidades de ganhos nessa época.
Daí pensei em partir para um tipo de investimento ao qual eu possuía mais conhecimento e que também era o principal do ponto de vista de Robert Kiyosaki. O Empreendedorismo!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Frases e diálogos tirados do filme "300". Servem como motivação para a guerra que entrei!

“Quanto mais suar aqui, menos sangrará em batalha.”

“Respeito e honra”

“Antes de falar, saiba que és responsável pelas palavras que profere.”

“Lutei inúmeras vezes, mas nuncaencontrei um adversário que pudesse me oferecer o que chamamos de uma bela morte. Espero que haja alguém lá embaixo que esteja à altura da empreitada.”

“- Nossas flechas cobrirão o sol.
- Então lutaremos na sombra!”

“É aqui que lutamos. É aqui que eles morrem.”

“Lembrem-se desse dia homens, pois ele será para sempre de vocês.”

“Não lhes dêem nada, mas tirem tudo deles.”

“Preparem o café da manhã e comam bastante, pois à noite jantaremos no inferno!”

Com pouco capital para iniciar meus investimentos, escolhi os fundos de ações como meu primeiro investimento. É um investimento visto como de alto risco no Brasil, mas depois de analisar bem os possíveis rendimentos, o capital inicial e os riscos, vi que era o melhor custoxbenefício pra mim.
Abri uma conta em um grande banco e investi em três fundos de ações diferentes.
Na hora de escolher um Fundo de Ações, eu verifiquei:
- o tipo de ações que compõem a carteira do fundo,
- o que pode vir a prejudicar o desempenho delas,
- analisei como está o mercado,
- verifiquei a taxa de administração do Fundo,
- os rendimentos dos últimos 24 meses,
- o comportamento do Fundo durante as crises na Bolsa,
- o Patrimônio líquido do Fundo.

Isso foi o que eu tomei para análise na época. Me dei bem, pois estava uma festa danada na Bovespa. Só subia! hehehe
O grande problema dos Fundos de Ações é o prazo para conversão das cotas em dinheiro e vice-versa. Você não pode prever qual será o valor do fechamento das cotas, tanto na compra como na venda. Pode não parecer, mas esse é um grande problema quando você quer usar uma estratégia para ganhar mais, mudando o capital dentre vários investimentos diferentes, para aproveitar oportunidades.
Os Fundos renderam bastante e meu capital subiu um pouquinho em um prazo curtíssimo.
De Novembro de 2006 até o final de Dezembro, deixei todo o dinheiro lá. Mas no dia 28/12/06, por vista um péssimo dia pra fazer o que fiz, comprei minhas primeiras ações...

Enfim vendi minha amada ex-moto!
Tive que vender com um preço um pouco abaixo do preço de mercado, pois tinha caído com ela há um tempo atrás e a carenagem estava avariada.
O cara transferiu o dinheiro para minha conta, daí eu tive que quitar as prestações que faltavam ao consórcio e os IPVA's que eu devia.

Subtraindo tudo que eu devia, terminei com míseros R$5.000,00!

Isso mesmo! Depois de pagar várias prestações de R$1.200,00 pela moto, terminei com um patrimônio de poucos reais. Daí se vê a diferença entre Ativos e Passivos.
Então em Novembro de 2006, eu tinha em minhas mãos um incrível patrimônio de R$5.000,00 e uma bicicleta!
A partir daí comecei a pensar em como começar a fazer o dinheiro trabalhar pra mim.
Era muito pouco dinheiro para uma empreitada épica, então comecei a analisar os investimentos mais simples, porém tinha que escolher os de risco mais alto, pois só assim conseguiria alavancar esse dinheiro.

O livro Pai Rico, Pai Pobre é com certeza a Pílula Vermelha do mundo financeiro.

Essa referência à pílula vermelha do filme Matrix, faz jus à obra de Robert Kiyosaki.

Pode comprar! Não é mais um autoajuda te prometendo ficar rico em 10 lições...

Em meio a toda aquela busca por conhecimento, me deparei com outro livro de nome "duvidoso"...
"Pai Rico, Pai Pobre"!
Realmente esse livro se compara a pílula vermelha do filme Matrix. Enquanto lia esse livro, consegui ultrapassar aquele portal que o primeiro livro tinha aberto e quando terminei a leitura, que durou apenas dois dias, já estava em outra dimensão. Um mundo cheio de possibilidades, onde nada era impossível para mim e que me levaria por vários caminhos jamais sonhados.
Depois de ler esse livro, passei a enxergar o mundo com outros olhos, tudo era novo e excitante novamente.
Digo aos que já leram esse livro e não sentiram algo parecido, para lerem novamente! Se nada mudou, é porque você não entendeu! Não se trata de fórmula mágica e nem de soluções para deixá-lo rico. O livro apenas te mostra que existe um mundo diferente daquele a que você foi condicionado a viver.
Quer vencer essa guerra? Escolha a pílula vermelha!

Livro: Pai Rico ai Pobre
Autor: Robert Kiyosaki e Sharon Lechter
Nota Dinheirologia: 10

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Casais Inteligentes Enriquecem Juntos, O Livro!

Pode parecer bobeira, mas este livro mudou minha vida!

Enquanto tentava vender minha moto, pensava também sobre o que fazer com o dinheiro que restasse em minhas mãos. Pensei em comprar uma moto mais barata, um carro, dar entrada em um financiamento de uma casa e muitas outras coisas que passam pela cabeça de uma pessoa consumista.

Nessa época, minha noiva lia um livro classificado na categoria de auto-ajuda, chamado "Casais Inteligentes Enriquecem Juntos". Ela pegou o livro emprestado com seu professor de faculdade e o leu em poucos dias. Depois que acabou de ler, cismou e insistiu que eu lesse também. Relutei no início, mas aceitei apenas para agradá-la. Pensei:

- O quê??? Eu vou ler livro de auto-ajuda e com esse nome ridículo???

Decidi ler a contra-capa e a introdução só pra dizer a ela que li.

O resultado foi que li o livro todo em um único dia!!!

O livro me abriu os olhos para enxergar um novo mundo, além daquele que eu sempre conheci. Era como se eu tivesse vislumbrado um portal que daria passagem para outra dimensão.


O engraçado é que depois que passei por essa etapa do Plano de Deus, eu consegui vender a moto rapidamente. Entendi que Deus fez tudo certinho para me mostrar que existia um caminho diferente, antes de colocar o dinheiro em minhas mãos.

Esse livro foi só o primeiro. Depois desse, comecei a ler um atrás do outro. Vi que tinha muito a aprender antes de vencer e que meu maior inimigo se chamava TEMPO!

Livro: Casais Inteligentes Enriquecem Juntos
Autor: Gustavo Cerbasi
Nota Dinheirologia: 8


Levando essa vida de financiamentos e consumismo, cheguei em Julho de 2006, aos 27 anos, sem quase nada!
Possuía uma moto super-esportiva no valor de R$45.000,00, que eu amava, mas que estava alienada ao consórcio que eu pagava todo mês confiando em meu fluxo de caixa.
Mas algo aconteceu...
No final de Julho, tive um sonho onde meu avô, já falecido, pedia para que eu me desprendesse dos bens materiais e me mandava começar isso pela minha moto. Ele foi bem claro ao dizer que não se deve amar nossos bens materiais.
Como sou muito crente em Deus e o sonho foi bem real, decidi anunciar a minha até então, amada moto!
Estava bem difícil de vender, porque era um bem caro, estava com os impostos atrasados e alienada ao consórcio faltando ainda 29 meses para quitar.
Recebi algumas propostas e tentei fechar alguns negócios, mas parecia que Deus tinha outros planos...



Nasci pobre! Bem pobre!
Em fevereiro de 1979. Essa foi a data em que tudo começou.
Se bem que ainda quando criança, soube que minha história começou um pouco antes, quando ainda estava no ventre de minha mãe.
Enquanto minha mãe me carregava, ainda dentro dela, uma vizinha muito mística disse a ela em um momento de "transe espiritual" que eu seria o herói da minha família. A palavra não era bem "herói", mas era algo parecido! Cresci lembrando disso e carregando esse fardo!
Moro em um bairro na periferia de Belo Horizonte, junto com meus pais, numa casa herdada dos meus avós. Meus pais sempre foram comerciantes e sempre acreditaram na força de seus trabalhos para vencerem na vida. Infelizmente não deu muito certo!
Para exemplificar o quanto fomos pobres, basta citar que não dormíamos em noites de fortes chuvas, pois temíamos perder nossos poucos bens em enchentes muito comuns na região. Lembro também de nossa primeira mudança de residência, feita por um vizinho carroceiro. Levamos todos os nossos móveis de carroça pelo bairro.
Estudei quase toda a vida em colégios particulares, pois meus pais quase se matavam para me dar boa educação. Porém, sempre era discriminado pelos colegas, pois não tinha um tênis de marca, tinha sempre alguma coisa falsificada, não comprava lanches na escola, levava sempre meus pãezinhos com manteiga.
Mas devo dizer que foi uma infância feliz e que me deu valores que jamais perderei.
Após muito bater a cabeça, conseguimos subir um pouquinho na escala social, devido a um esforço sobre-humano de meu pai atuando no comércio atacadista de alimentos. Nosso status melhorou também graças ao Plano Real e às melhorias em termos de concessão de créditos em nosso país.
Com 12 anos, já acompanhava meu pai em suas frequentes "batidas de cabeça". Aprendi muito com seus erros e acertos.
Porém, da mesma forma, aprendi a ser um super-consumista. Comprava tudo o que queria, sempre confiando em um futuro "provável" fluxo de caixa.