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terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Era Uma Vez...!



Nasci pobre! Bem pobre!
Em fevereiro de 1979. Essa foi a data em que tudo começou.
Se bem que ainda quando criança, soube que minha história começou um pouco antes, quando ainda estava no ventre de minha mãe.
Enquanto minha mãe me carregava, ainda dentro dela, uma vizinha muito mística disse a ela em um momento de "transe espiritual" que eu seria o herói da minha família. A palavra não era bem "herói", mas era algo parecido! Cresci lembrando disso e carregando esse fardo!
Moro em um bairro na periferia de Belo Horizonte, junto com meus pais, numa casa herdada dos meus avós. Meus pais sempre foram comerciantes e sempre acreditaram na força de seus trabalhos para vencerem na vida. Infelizmente não deu muito certo!
Para exemplificar o quanto fomos pobres, basta citar que não dormíamos em noites de fortes chuvas, pois temíamos perder nossos poucos bens em enchentes muito comuns na região. Lembro também de nossa primeira mudança de residência, feita por um vizinho carroceiro. Levamos todos os nossos móveis de carroça pelo bairro.
Estudei quase toda a vida em colégios particulares, pois meus pais quase se matavam para me dar boa educação. Porém, sempre era discriminado pelos colegas, pois não tinha um tênis de marca, tinha sempre alguma coisa falsificada, não comprava lanches na escola, levava sempre meus pãezinhos com manteiga.
Mas devo dizer que foi uma infância feliz e que me deu valores que jamais perderei.
Após muito bater a cabeça, conseguimos subir um pouquinho na escala social, devido a um esforço sobre-humano de meu pai atuando no comércio atacadista de alimentos. Nosso status melhorou também graças ao Plano Real e às melhorias em termos de concessão de créditos em nosso país.
Com 12 anos, já acompanhava meu pai em suas frequentes "batidas de cabeça". Aprendi muito com seus erros e acertos.
Porém, da mesma forma, aprendi a ser um super-consumista. Comprava tudo o que queria, sempre confiando em um futuro "provável" fluxo de caixa.

2 comentários :

  1. Que história triste João.

    Agora é empresário, cheio da grana.. so anda de carrão.. ops.. Motão!!

    Vou ver se consigo ler seu blog, começando do começo..

    Abraços

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  2. Kkkkkkkkk! Triste nada!
    Acertou só no empresário!

    Leia mesmo! Creio que possa ajudar bastante!

    Abraço!

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Escolha bem suas próximas palavras! hehehe
Brincadeirinha!