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quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Cercado Pelo Empreendedorismo


Nasci numa família de comerciantes. Meu pai nunca trabalhou pra ninguém e mostra sua carteira de trabalho vazia, com muito orgulho.
Por toda a minha vida ele me ensinou a ser independente, a fazer meu próprio dinheiro, que só dependeria do meu trabalho. Como acredito que somos fruto do ambiente em que vivemos até desenvolvermos nossa própria personalidade, cresci seguindo os ensinamentos de meu pai.
Minha carteira de trabalho, eu nem sei onde está! Mas mesmo tendo aprendido isso, eu ainda trabalhava para alguém, no caso, meu pai! O mesmo que me ensinou a ser independente.
Desenvolvemos uma empresa desde 1992, quando eu tinha 13 anos. Sempre o ajudei e investi em suas idéias. Com isso, fui participando cada vez mais ativamente dos ganhos familiares e acabei pegando para mim uma responsabilidade que não era minha.
Vi desde cedo que queria ser um empresário quando crescesse. Empresário não sei de quê, mas queria ser um empresário! Fui investindo em conhecimento para administrar nossa empresa familiar e dando sangue para que o negócio crescesse.
Foi assim até em 2005.
A partir desse ano, depois de várias idéias fracassadas, muitos sonhos pisoteados pela própria família, falta de reconhecimento nas vitórias e principalmente por ser apontado como o culpado de todos os fracassos coletivos, decidi desistir!
Isso mesmo! Toda aquela paixão empreendedora, aquelas lâmpadas criativas e a determinação vencedora se foram por completo. Me sentia um fracassado, subordinado ao meu pai e trabalhando apenas para manter meu padrão de vida cheio de motos caras e sem dinheiro para pagar os IPVA's delas.
Tirava meu dinheiro de alguns clientes da nossa empresa que eram atendidos por mim. Essa fatia correspondia a um faturamento de R$9.000,00 mensais no máximo. Disso aí, sobrava pra mim uns R$1.200,00 por mês, sem debitar meus gastos mensais com academis, cartões, prestações, ajuda nas contas de casa e etc. Ou seja, por fim não sobrava nada!
Vivi assim um bom tempo... Sem objetivo... Sem sonhos tangíveis... Sem planos... Sem futuro! Fui acordar só em Outubro de 2007, depois desse episódio !
Depois de me aventurar por alguns tipos de investimentos já relatados aqui, vi que tinha que me dedicar ao investimento que mais tinha experiência teórica e prática, o empreendedorismo.
Decidi que abriria minha própria empresa...

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Escolha bem suas próximas palavras! hehehe
Brincadeirinha!