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sábado, 31 de dezembro de 2011

Meu último post do ano não é nem um pouco original, está em vários locais na web e após a morte de Steve Jobs, já foi visto pela maioria das pessoas.
Eu assisti a esse discurso várias vezes, bem antes do cara morrer e durante minha saga, por várias vezes me peguei lendo este texto e interpretando cada frase. O texto que é a transcrição do discurso de Steve Jobs em Stanford me serviu como lanterna, cobertor e bússola.

...STAY HUNGRY, STAY FOOLISH.


"Estou honrado de estar aqui, na formatura de uma das melhores universidades do mundo. Eu nunca me formei na universidade. Que a verdade seja dita, isso é o mais perto que eu já cheguei de uma cerimônia de formatura. Hoje, eu gostaria de contar a vocês três histórias da minha vida. E é isso. Nada demais. Apenas três histórias.

A primeira história é sobre ligar os pontos.

Eu abandonei o Reed College depois de seis meses, mas fiquei enrolando por mais 18 meses antes de realmente abandonar a escola. E por que eu a abandonei? Tudo começou antes de eu nascer. Minha mãe biológica era uma jovem universitária solteira que decidiu me dar para a adoção. Ela queria muito que eu fosse adotado por pessoas com curso superior. Tudo estava armado para que eu fosse adotado no nascimento por um advogado e sua esposa. Mas, quando eu apareci, eles decidiram que queriam mesmo uma menina.

Então meus pais, que estavam em uma lista de espera, receberam uma ligação no meio da noite com uma pergunta: “Apareceu um garoto. Vocês o querem?” Eles disseram: “É claro.”

Minha mãe biológica descobriu mais tarde que a minha mãe nunca tinha se formado na faculdade e que o meu pai nunca tinha completado o ensino médio. Ela se recusou a assinar os papéis da adoção. Ela só aceitou meses mais tarde quando os meus pais prometeram que algum dia eu iria para a faculdade. E, 17 anos mais tarde, eu fui para a faculdade. Mas, inocentemente escolhi uma faculdade que era quase tão cara quanto Stanford. E todas as economias dos meus pais, que eram da classe trabalhadora, estavam sendo usados para pagar as mensalidades. Depois de seis meses, eu não podia ver valor naquilo.

Eu não tinha idéia do que queria fazer na minha vida e menos idéia ainda de como a universidade poderia me ajudar naquela escolha. E lá estava eu, gastando todo o dinheiro que meus pais tinham juntado durante toda a vida. E então decidi largar e acreditar que tudo ficaria ok.

Foi muito assustador naquela época, mas olhando para trás foi uma das melhores decisões que já fiz. No minuto em que larguei, eu pude parar de assistir às matérias obrigatórias que não me interessavam e comecei a frequentar aquelas que pareciam interessantes. Não foi tudo assim romântico. Eu não tinha um quarto no dormitório e por isso eu dormia no chão do quarto de amigos. Eu recolhia garrafas de Coca-Cola para ganhar 5 centavos, com os quais eu comprava comida. Eu andava 11 quilômetros pela cidade todo domingo à noite para ter uma boa refeição no templo hare-krishna. Eu amava aquilo.

Muito do que descobri naquela época, guiado pela minha curiosidade e intuição, mostrou-se mais tarde ser de uma importância sem preço. Vou dar um exemplo: o Reed College oferecia naquela época a melhor formação de caligrafia do país. Em todo o campus, cada poster e cada etiqueta de gaveta eram escritas com uma bela letra de mão. Como eu tinha largado o curso e não precisava frequentar as aulas normais, decidi assistir as aulas de caligrafia. Aprendi sobre fontes com serifa e sem serifa, sobre variar a quantidade de espaço entre diferentes combinações de letras, sobre o que torna uma tipografia boa. Aquilo era bonito, histórico e artisticamente sutil de uma maneira que a ciência não pode entender. E eu achei aquilo tudo fascinante.

Nada daquilo tinha qualquer aplicação prática para a minha vida. Mas 10 anos mais tarde, quando estávamos criando o primeiro computador Macintosh, tudo voltou. E nós colocamos tudo aquilo no Mac. Foi o primeiro computador com tipografia bonita. Se eu nunca tivesse deixado aquele curso na faculdade, o Mac nunca teria tido as fontes múltiplas ou proporcionalmente espaçadas. E considerando que o Windows simplesmente copiou o Mac, é bem provável que nenhum computador as tivesse.

Se eu nunca tivesse largado o curso, nunca teria frequentado essas aulas de caligrafia e os computadores poderiam não ter a maravilhosa caligrafia que eles têm. É claro que era impossível conectar esses fatos olhando para frente quando eu estava na faculdade. Mas aquilo ficou muito, muito claro olhando para trás 10 anos depois.

De novo, você não consegue conectar os fatos olhando para frente. Você só os conecta quando olha para trás. Então tem que acreditar que, de alguma forma, eles vão se conectar no futuro. Você tem que acreditar em alguma coisa – sua garra, destino, vida, karma ou o que quer que seja. Essa maneira de encarar a vida nunca me decepcionou e tem feito toda a diferença para mim.

Minha segunda história é sobre amor e perda.

Eu tive sorte porque descobri bem cedo o que queria fazer na minha vida. Woz e eu começamos a Apple na garagem dos meus pais quando eu tinha 20 anos. Trabalhamos duro e, em 10 anos, a Apple se transformou em uma empresa de 2 bilhões de dólares e mais de 4 mil empregados. Um ano antes, tínhamos acabado de lançar nossa maior criação — o Macintosh — e eu tinha 30 anos.

E aí fui demitido. Como é possível ser demitido da empresa que você criou? Bem, quando a Apple cresceu, contratamos alguém para dirigir a companhia. No primeiro ano, tudo deu certo, mas com o tempo nossas visões de futuro começaram a divergir. Quando isso aconteceu, o conselho de diretores ficou do lado dele. O que tinha sido o foco de toda a minha vida adulta tinha ido embora e isso foi devastador. Fiquei sem saber o que fazer por alguns meses.

Senti que tinha decepcionado a geração anterior de empreendedores. Que tinha deixado cair o bastão no momento em que ele estava sendo passado para mim. Eu encontrei David Peckard e Bob Noyce e tentei me desculpar por ter estragado tudo daquela maneira. Foi um fracasso público e eu até mesmo pensei em deixar o Vale [do Silício].

Mas, lentamente, eu comecei a me dar conta de que eu ainda amava o que fazia. Foi quando decidi começar de novo. Não enxerguei isso na época, mas ser demitido da Apple foi a melhor coisa que podia ter acontecido para mim. O peso de ser bem sucedido foi substituído pela leveza de ser de novo um iniciante, com menos certezas sobre tudo. Isso me deu liberdade para começar um dos períodos mais criativos da minha vida. Durante os cinco anos seguintes, criei uma companhia chamada NeXT, outra companhia chamada Pixar e me apaixonei por uma mulher maravilhosa que se tornou minha esposa.

A Pixar fez o primeiro filme animado por computador, Toy Story, e é o estúdio de animação mais bem sucedido do mundo. Em uma inacreditável guinada de eventos, a Apple comprou a NeXT, eu voltei para a empresa e a tecnologia que desenvolvemos nela está no coração do atual renascimento da Apple.

E Lorene e eu temos uma família maravilhosa. Tenho certeza de que nada disso teria acontecido se eu não tivesse sido demitido da Apple.

Foi um remédio horrível, mas eu entendo que o paciente precisava. Às vezes, a vida bate com um tijolo na sua cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me permitiu seguir adiante foi o meu amor pelo que fazia. Você tem que descobrir o que você ama. Isso é verdadeiro tanto para o seu trabalho quanto para com as pessoas que você ama.

Seu trabalho vai preencher uma parte grande da sua vida, e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz.

Se você ainda não encontrou o que é, continue procurando. Não sossegue. Assim como todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer grande relacionamento, só fica melhor e melhor à medida que os anos passam. Então continue procurando até você achar. Não sossegue.

Minha terceira história é sobre morte.

Quando eu tinha 17 anos, li uma frase que era algo assim: “Se você viver cada dia como se fosse o último, um dia ele realmente será o último.” Aquilo me impressionou, e desde então, nos últimos 33 anos, eu olho para mim mesmo no espelho toda manhã e pergunto: “Se hoje fosse o meu último dia, eu gostaria de fazer o que farei hoje?” E se a resposta é “não” por muitos dias seguidos, sei que preciso mudar alguma coisa.

Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo — expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar — caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante. Não há razão para não seguir o seu coração.

Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração.

Há um ano, eu fui diagnosticado com câncer. Era 7h30 da manhã e eu tinha uma imagem que mostrava claramente um tumor no pâncreas. Eu nem sabia o que era um pâncreas.

Os médicos me disseram que aquilo era certamente um tipo de câncer incurável, e que eu não deveria esperar viver mais de três a seis semanas. Meu médico me aconselhou a ir para casa e arrumar minhas coisas — que é o código dos médicos para “preparar para morrer”. Significa tentar dizer às suas crianças em alguns meses tudo aquilo que você pensou ter os próximos 10 anos para dizer. Significa dizer seu adeus.

Eu vivi com aquele diagnóstico o dia inteiro. Depois, à tarde, eu fiz uma biópsia, em que eles enfiaram um endoscópio pela minha garganta abaixo, através do meu estômago e pelos intestinos. Colocaram uma agulha no meu pâncreas e tiraram algumas células do tumor. Eu estava sedado, mas minha mulher, que estava lá, contou que quando os médicos viram as células em um microscópio, começaram a chorar. Era uma forma muito rara de câncer pancreático que podia ser curada com cirurgia. Eu operei e estou bem.

Isso foi o mais perto que eu estive de encarar a morte e eu espero que seja o mais perto que vou ficar pelas próximas décadas. Tendo passado por isso, posso agora dizer a vocês, com um pouco mais de certeza do que quando a morte era um conceito apenas abstrato: ninguém quer morrer. Até mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá.

Ainda assim, a morte é o destino que todos nós compartilhamos. Ninguém nunca conseguiu escapar. E assim é como deve ser, porque a morte é muito provavelmente a principal invenção da vida. É o agente de mudança da vida. Ela limpa o velho para abrir caminho para o novo. Nesse momento, o novo é você. Mas algum dia, não muito distante, você gradualmente se tornará um velho e será varrido. Desculpa ser tão dramático, mas isso é a verdade.

O seu tempo é limitado, então não o gaste vivendo a vida de um outro alguém.

Não fique preso pelos dogmas, que é viver com os resultados da vida de outras pessoas.

Não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior.

E o mais importante: tenha coragem de seguir o seu próprio coração e a sua intuição. Eles de alguma maneira já sabem o que você realmente quer se tornar. Todo o resto é secundário.

Quando eu era pequeno, uma das bíblias da minha geração era o Whole Earth Catalog. Foi criado por um sujeito chamado Stewart Brand em Menlo Park, não muito longe daqui. Ele o trouxe à vida com seu toque poético. Isso foi no final dos anos 60, antes dos computadores e dos programas de paginação. Então tudo era feito com máquinas de escrever, tesouras e câmeras Polaroid.

Era como o Google em forma de livro, 35 anos antes de o Google aparecer. Era idealista e cheio de boas ferramentas e noções. Stewart e sua equipe publicaram várias edições de Whole Earth Catalog e, quando ele já tinha cumprido sua missão, eles lançaram uma edição final. Isso foi em meados de 70 e eu tinha a idade de vocês.

Na contracapa havia uma fotografia de uma estrada de interior ensolarada, daquele tipo onde você poderia se achar pedindo carona se fosse aventureiro. Abaixo, estavam as palavras:

“Continue com fome, continue bobo.”

Foi a mensagem de despedida deles. Continue com fome. Continue bobo. E eu sempre desejei isso para mim mesmo. E agora, quando vocês se formam e começam de novo, eu desejo isso para vocês. Continuem com fome. Continuem bobos.

Obrigado."


UM FELIZ 2012 À TODOS!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Ufa! Que ano! Posso dizer sem medo de exagerar, que 2011 foi o ano mais louco de toda a minha vida. Uma pessoa normal enxergaria meu ano de 2011 como o Ano das Perdas, mas eu enxergo como o ANO DA FORJA.

Doeu, mas estou mais forte!
Comecei meu 2011 com um desafio profissional enorme e foi o primeiro ano em que minha sorte tirou férias. Me dediquei muito ao profissional e acabei fracassando no pessoal, perdendo o então considerado “amor da minha vida”. Devo a ela a maior lição que aprendi, sendo preciso para isso, sentir a maior dor que já senti. Mas no fim, aprendi que não há nada que o tempo não possa curar.

Mesmo com o coração partido, me entreguei ao máximo, sem fraquejar, a solucionar o profissional. Fui fracassando e obtendo pequenas vitórias semana a semana,tendo a mesma dedicação de colaboradores como a Kelly, o Douglas e a Isabella, exemplos dignos de funcionários-empreendedores. Mesmo assim, como num Golpe de Estado, caçaram minha cabeça e ainda caluniaram-me...
Mas isso também foi bom. Primeiramente pela surpresa de ver que não tinha funcionários e sim seguidores, que me defenderam e suplicaram para que eu ficasse. Foi muito bom também para que eu enfim deixasse as amarras, largasse o papel de Pai e concluísse que de nada importa o sangue se não há cumplicidade, fraternidade e proteção.

Em meio às perdas, a vida foi me inundando com experiências incríveis e trazendo pessoas interessantíssimas para perto de mim e quero muito citar algumas aqui...

Se não fossem meus irmãos com sangue diferente, Leandro, Lucas e Alexandre, me servindo como âncoras, talvez eu me sentisse o cara mais sozinho do mundo. São pessoas que realmente me conhecem e não precisam dizer algo para me confortar, basta estarem ali, parados, longe de mim, junto comigo numa balada, assistindo corridas, prosperando, se protegendo... enfim, basta que estejam ali. Que Deus continue abençoando muito essa família.

Outro presente da vida pra mim, foi daquelas pessoas que os mais velhos dizem que o santo bateu. Meu amigo Ricardo Mayer ficou solteiro praticamente junto comigo... BH nunca mais foi a mesma depois disso! Kkkkkkkk

Emily Costa. Parece uma irmã maluca, daquelas que quer sempre cuidar da gente e fazer com que tudo corra bem. Relaxa Emily!
Adoro descobrir grandes pessoas em pequenos gestos e esse foi o caso da minha amizade com a Rita Darmancef...

Essa vida é muito louca e numa noite das mais loucas, esbarro com minha amiga de 12 anos atrás. Que felicidade ter te reencontrado Raquel Borges! Te adoro linda!
Ainda neste parágrafo, o destino transformou uma ex-namorada em uma amiga confidente e assim demos suporte um ao outro. Eu e Roberta Castro provamos que nem tudo que acaba tem final.

Tenho que citar aqui também, minha ex-amiga de Facebook, que fugiu daqui para se proteger. Bárbara Andrade, não conheço pessoa mais boazinha que você! Se alguém algum dia dizer que é sua inimiga, é porque morre de inveja do tamanho de seu coração. Você não deve ter noção do quanto gosto de você.

Débora Schneider deve ser a mulher mais complexa que conheci este ano. Daquelas complexidades que dá gosto de estudar. Por favor, não saia da minha vida!

Cada palavra trocada com Simone Gomide é uma experiência que pede um repeat! Agradeço muito a Deus por ter colocado pessoas como você em minha vida. Você é MARAVILHOSA!

Bom ver meu primo Vinicius “dando certo” na vida! Torço muito por você cara!
E minha nova prima Samya Campos... eu nem sabia que tinha prima tão linda na família!

A academia me proporcionou pessoas fantásticas e se for citar todas aqui, ninguém terminará de ler este post. Vocês sabem! Sou muito grato a vocês por fazerem tanta questão desse maluco aqui.

Em minhas viagens de mochileiro também conheci pessoas fantásticas... Lembro de cada um de vocês e adoro ver o que estão aprontando pelo Face!

Amanda Gonzaga... você sabe né?!
O Coelho intrigar Alice ou Alice intriga o Coelho? ...

O esporte também sempre me apresenta pessoas radicalmente ímpares. Alexandre Gomes e Anderson Silva são belos exemplos...

Jamais duvide do quanto uma mulher consegue trabalhar! Tami, você é demais e quero muito te ajudar! Bora jogar a AdesivaSe pra cima!

Força, solidariedade e luz, aliás ela é uma verdadeira Companhia Elétrica! Flávia Adriana, obrigado por existir e confiar tanto em mim! Não sei se mereço tanto crédito, mas isso me impulsiona a querer fazer por merecer.
Silvana Batista foi a confirmação de que mesmo que às vezes nosso corpo nos limite, não há limites para nossa mente, nossa alma e nossos sonhos! Ainda escreverei sobre você em meu Blog.

Galera da rua Colonita, amarei vocês pra sempre!

Também jamais me esquecerei da Loja do Mercica, com os irmãos Emerson Jesus e Wilkie colaborando para que ali seja um modelo abrasileirado de uma barbershop americana. Que vocês prosperem, pra que eu possa visitá-los sempre.

Weiver Brandão, quero ter tempo pra trocar umas ideias com você e colaborar para que a banda que mais me fez pular este ano, detone em 2012!

Daniel Maia e Danilo Maia... Vocês são especiais e me fazem muito bem!

FELIZ NATAL!
Se você é meu amigo, ou facefriend, ou se apenas passou pela minha vida neste ano e não está marcado aqui, não cometa o equívoco de pensar que me esqueci de você! Eu lembro de cada um que passou pela minha vida! Adoro as pessoas e tudo o que torna cada um único!

Se tudo que passei neste ano foi condição para ter conhecido ou me aproximado mais de vocês, saibam que valeu muito a pena, pois continuo acreditando que lá no futuro olharei para trás e verei os pontos se ligando.
Um Natal incrível para vocês que não se sentem sozinhos neste mundão, curtam a felicidade!
Desejo um 2012 com pequenas e grandes vitórias a todos! Se eu tiver mais lutas como as deste ano em 2012, meus momentos felizes serão quando cada um de vocês me contarem sobre suas vitórias!

Hohoho!!! Eh vida! Achou que me derrubaria em 2011?!... Se enganou feio!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Calafrio?! Não estava acostumado a ter calafrios. Vi que não conseguiria atravessar a madrugada para curtir o som dos Renegades of Funk.
Saindo de lá, parei no carrinho de hot dog pra comer alguma coisa quente e calórica antes de pegar o volante do carro. Pedi um hot dog e uma água sem gelo. Percebi que estava realmente doente quando tive que pedir à senhora que me atendeu, que abrisse minha garrafa de água, pois eu simplesmente não conseguia.

O cachorrinho não foi maltratado para tirar esta foto.
Comecei a comer e prestei atenção na tabela de preços do negócio. Conclui que minha conta fecharia em 6 reais, 4 pelo hot dog e 2 pela água. Ao mesmo tempo lembrei da tabela de preços do pub em que eu estava e do quanto aquele hot dog quente e calórico estava me fazendo bem.

Olhei ao redor e não vi mais nenhum carrinho de hot dog, porém meus olhos avistaram 5 baladas diferentes. Que posicionamento!!! Que exclusividade!!!
Comecei a pensar no valor logístico agregado aos produtos que eles vendiam...

Todos queremos comer alguma coisa quentinha e calórica após as baladas, mas as grandes redes de fast food nunca estão abertas durante as madrugadas frias e alcoolizadas. Dessa forma desejamos apenas que seja uma alimentação rápida, que não precisemos alterar a rota rumo às nossas camas por ela.

Juntando isso tudo na mente enquanto ainda comia meu hot dog, perguntei ao proprietário, qual era o tamanho da fatia do hot dog no faturamento do negócio e o mesmo respondeu que seria cerca de 50%. De bate e pronto, assustando alguns clientes, falei uma oitava acima:

- O preço do hot dog deve ser de 5 reais!
- Anh!?!? – Respondeu o proprietário sem entender nada.


Iniciei minha explicação, correndo o risco de ser linchado pelos outros clientes...

O maior limitador de preços para um produto já existente no mercado é a concorrência, que pelo jeito você não tem. O exagero no preço poderia te fazer perder alguns clientes, mas ao seu redor existem 5 baladas onde uma cerveja não sai por menos de 4 reais e onde qualquer coisa sólida e comestível custa mais de 10 reais, ou seja, já é tudo bem exagerado. O outro produto semelhante vendido por seu negócio, o sanduíche de pernil, é 2 reais mais caro que o hot dog e menos lucrativo, portanto não seria ruim a mudança na tabela, já que se os clientes migrarem do hot dog para o pernil aumenta seu faturamento e se fizerem o contrário, aumenta seu lucro. O aumento de 1 real no hot dog, representaria 25% a mais no faturamento do produto, que é 50% do faturamento total e um percentual maior ainda no lucro. Passei a ele também a idéia de já comprovado sucesso pelas redes de fast food, de se montar combos e até sugeri um preço de 10 reais para um combo. Pra finalizar, os clientes bêbados e famintos que pagam 4 reais por um hot dog, pagam 5 sem problema nenhum, pois se fossem procurar um fast food aberto, perderiam tempo e gastariam mais que 12,90.

O proprietário do negócio ficou me olhando como se ainda estivesse descodificando todas as informações, os clientes me olhavam como se fosse um maluco e eu agradeci e me despedi levando minha garrafa d’água e meus calafrios.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Sempre foi muito comum chegar num comércio para comprar um item que custa $1,98, pagar em dinheiro e sair do estabelecimento sem seus $0,02. Às vezes trocam por uma micro-balinha-mixuruca, mas este era um item que não estava entre suas escolhas. Daí às vezes você até pensa em cobrar os centavos, mas é uma quantia tão ínfima, que decide não dar um barraco por eles.

Me paga meu centavo!!!
Muitos gurus de autores de livros e participantes de programas de TV, aconselham cobrar e juntar estes centavos, mas será que realmente vale a pena?

É bem fácil decidirmos se vale a pena ou não, se visualizarmos dois extremos:
Aquele cara que pede uma moeda no sinal e fica feliz com qualquer centavo que recebe, com certeza fará questão do seu troco de 2 centavos. Já o craque do Brasileirão, o multimilionário Neymar, não faria questão dos centavos. Sabem por quê?
Não é por desperdício e sim por que os 2 centavos não pagam o TEMPO que ele esperará até que a menina do caixa cace as moedinhas e com muito pesar no coração entregue-as a ele.

Mas e você?
Bom, primeiro temos que entender se 2 centavos têm algum poder de compra... Bem, agora que entendemos que não tem (kkkkk), devido à inflação que vai desvalorizando a moeda no TEMPO, podemos continuar.

Agora que sabemos sobre o poder de compra de 2 centavos, vamos desmitificar o ditado popular:
“Centavo poupado, centavo ganho.”

O ditado vale, mas tem uma variável, que é a importância (proporção) que o centavo tem na vida de cada um.
Isso porque há outras formas de ganhar dinheiro, de modo que você precisa decidir se poupar um centavo é um uso produtivo de seu TEMPO.

Um trabalhador assalariado no Brasil atualmente, ganha no mínimo R$3,10 por hora trabalhada (Salário Mínimo de R$545,00), ou R$0,05 por minuto. Assim, os 2 centavos do troco equivalem a cerca de 30 segundos de trabalho. Portanto vale a pena poupar (cobrar) o troco, se este processo demorar até 30 segundos.

Já se você ganha um pouco mais em sua profissão, tipo uns R$2.000,00, não compensa nem sequer aquela olhadinha recriminando o caixa quando este “der uma de bobo” ao arredondar sua conta ou oferecer a maldita balinha.

E se você argumentar que naquele momento não estaria produzindo nada que lhe pagasse mais que os malditos 2 centavos, é um bom momento para pensar, pois se alguém que ganha um Salário Mínimo consegue fazer 2 centavos a cada 30 segundos, por quê não produziu nada nas 16 horas não trabalhadas?
Ou seja, de qualquer forma, você sempre abre mão de fazer algo, pra fazer outro ou simplesmente não fazer nada. Isso porque o TEMPO é nosso recurso mais escasso e por isso, o mais valioso.

Definindo, o Custo de Oportunidade é tudo aquilo que você precisa abrir mão, monetário ou não, para obter algo que quer, ou seja, uma escolha.
A economia (Economia de Mercado), assim como a vida, é constituída de escolhas que colaboram para um final, feliz ou não...

Mas alguém aqui já teve coragem de colocar uma daquelas balinhas na boca?