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terça-feira, 12 de outubro de 2010

Ações, IPO’s e Algumas Sacanagens

Show me the money baby...
Faz tempo que não escrevo sobre o mercado de renda variável, pois estou fora do mesmo e daí o Blog segue por um caminho mais empreendedor, já que meu tempo e meus esforços estão sendo concentrados nisso e costumo postar mais sobre o que venho fazendo, quase que em tempo real.
Então pra voltar a falar um pouquinho sobre ações, valores mobiliários e Bolsa de Valores, tentarei explicar sobre o que é este mercado, no maior estilo ‘my way’.

Pra começar saiba que, falou em valores mobiliários ou Mercado de Capitais, a CVM, Comissão de Valores Mobiliários é quem comanda a bagaça, regula, controla e fiscaliza tudo. Lembrando que para regular o comportamento das empresas de capital aberto, é utilizada a Lei das S/A.

Mas o que é uma empresa de capital aberto?
É uma empresa que disponibiliza seus valores mobiliários, sejam ações, debêntures, bônus de subscrição ou notas promissórias, no mercado para distribuição pública, com o intuito de se capitalizar.

Simplificando, se eu tivesse uma empresa de capital aberto e precisasse levantar uma grana pra fazer algum investimento ou pagar algumas dívidas, bastaria disponibilizar algumas notas promissórias no mercado, ou algumas debêntures, ou ainda algumas ações.

Lembro ainda que a empresa de capital aberto poderá oferecer ao mercado, instrumentos de renda variável, como as ações que não possuem uma taxa fixa de rendimento e também, instrumentos de renda fixa, como as debêntures e notas promissórias, que ao negociadas a uma taxa fixa de rendimentos.

As ações, que nada mais são que títulos representativos de “pedaços” do capital da empresa, são lançadas pela empresa no Mercado Primário, que é onde a empresa se capitaliza, ou melhor, onde ela enche o caixa de dinheiro. Daí, depois de vendidas as ações no lançamento neste Mercado Primário e a empresa já ter guardado a grana da capitalização nos cofres, as ações passam a ser negociadas no Mercado Secundário, no qual apenas se transfere a propriedade das ações de um acionista (investidor) para outro, onde a diferença entre os preços de compra e de venda entram ou saem do bolso do acionista, sem afetar aquela grana feita pela empresa no Mercado Primário.

IPO e algumas sacanagens...
IPO (Initial Public Offering) é quando uma empresa abre seu capital e passa ser listada na Bolsa de Valores. Nessa oferta inicial, a empresa busca, através de uma instituição underwriting, um preço próximo do “preço justo” por suas ações, verificando a demanda de seus papéis e seus preços, junto aos investidores no processo de bookbuilding.

Benjamin Graham, pai do Value Investment não recomenda comprar ações numa IPO, mas se analisarmos bem pode ser a chance de fazer uma grana rápida, de formas puramente especulativas.
A primeira delas é o Flip, que consiste em reservar o papel da IPO e vendê-lo na ‘estréia’, apurando a valorização que pode vir a acontecer. Essa estratégia deu muito certo durante as grandes IPO’s de 2007 e 2008, tanto que a Bovespa passou a usar mecanismos anti-flipper, que tenta evitar estes flippers nas IPO’s.
Um flip certeiro foi o da IPO da BOVH (Bovespa Holding) em 2007, onde teve gente adquirindo papéis da IPO em nome da mãe, da avó e do cachorro, pra flipar no dia da estreia. Lembro bem daquele dia em que quase não trabalhei, ficando o dia todo com o home broker aberto e comentando num Fórum de investimentos. Foi uma loucura! Deu pra fazer uma boa grana...

Mas devo lembrar e elucidar aos empolgados que o Flip é quase uma aposta. Não há garantias de que fará dinheiro ou amargará um belo prejuízo. Porém como em tudo na Era da Informação, quanto mais informações, mais grana!
O especulador deverá buscar informações sobre como andam o volume de ofertas e a demanda para as mesmas pelos investidores institucionais. Uma dica é que quanto maior o volume de ofertas, maior a demanda dos investidores institucionais (com raras exceções).

Acho que dá tempo de tirar um cochilo...

Fique de olho, ligadaço mesmo no book de compras e no book de vendas, durante a estréia. Eles mostrarão o momento em que deverá vender (flipar). Enquanto o book de compras estiver maior que o de vendas, poderá segurar mais um pouco as ações, mas se tiver uma diarreia repentina, venda antes de ir ao banheiro.

Outra forma de fazer uma grana numa IPO, mas dessa vez como investidor e não especulador, é ficando atento ao bookbuilding da IPO, pois durante o underwriting o coordenador da operação determina um piso (valor mínimo) e um teto (máximo) de valor de lançamento por ação, definindo assim o volume da oferta. Depois disso vai até os investidores institucionais saber quem quer comprar e a quanto querem comprar.
Se o coordenador não achar muitos investidores dispostos a pagarem valores por ação próximos ao teto, a demanda poderá ficar abaixo do volume de ofertas. Dessa forma, o coordenador poderá precificar a ação com um valor mais baixo durante a IPO, para atrair uma demanda maior e atingir o objetivo principal, que é o volume de ofertas necessário para a capitalização da empresa.

Neste caso o preço da ação poderá ficar bem abaixo de seu “preço justo”, significando um com ponto de entrada para o investidor que já analisou a empresa e tem o desejo de manter o papel em sua carteira por um prazo mais longo.

Era pra ser um post bem básico sobre ações, mas acabou contendo algumas coisas mais intrínsecas do mercado, mas tudo bem, escreverei mais posts sobre o Mercado de Capitais e se você tiver alguma dúvida, basta perguntar.

Ah... lembro que não quero incentivar ninguém a flipar! Apenas escrevi um pouco sobre isso, porque deu certo pra mim naqueles tempos de “oba oba” na Bolsa de Valores brasileira.

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Escolha bem suas próximas palavras! hehehe
Brincadeirinha!