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terça-feira, 15 de abril de 2008

Como Ler Demonstrações Financeiras II


Continuando a série de posts que ajudarão os pequenos investidores a lerem as demonstrações financeiras das empresas.
Balanço Patrimonial
É a demonstração que apresenta a situação patrimonial de uma empresa num dado momento. São os saldos de todas as contas patrimoniais da contabilidade de uma empresa, numa determinada data, dispostos em forma relativamente padronizada, permitindo uma visualização da situação financeira.
O Balanço é demonstrado em duas partes:
Ativo - Todas as contas que representa bens e direitos.
Passivo - Todas as contas que representam as obrigações.
Aspas Espartanas: É exatamente aqui que se encontram as diferenças de classificação entre a contabilidade convencional e a visão do Pai Rico (Robert Kiyosaki). Na contabilidade, um veículo que não gera dinheiro para a empresa, estará na coluna de Ativos. Já na visão do Pai Rico, esse mesmo veículo, na mesma empresa, estaria na coluna de Passivos. Ou seja, para que o investidor analise a empresa de acordo com a visão do Pai Rico, ele deverá fazer um balanço paralelo a original, classificando as contas da sua forma.
De acordo com a Lei 6.404/76, o Balanço Patrimonial deve ser apresentado com as contas classificadas nos seguintes grupos:
No Ativo
- Ativo Circulante (Contas a receber, estoque, tudo que pode virar dinheiro em menos de 365 dias)
- Ativo Realizável a Longo Prazo (Acima de 1 ano)
- Ativo Permanente (bens de permanência duradoura, destinados ao funcionamento normal da empresa)
- Investimentos (participações permanentes em outras empresas e os direitos de qualquer natureza, não classificáveis no circulante, nem no realizável a longo prazo. Sem intenção de venda)
- Imobilizado (direitos que tenham por objeto a manutenção das atividades da empresa, bem como os direitos de propriedade industrial ou comercial. Terrenos, edifícios, móveis e utensílios, veículos e os intangíveis como marcas, patentes e etc)
- Diferido (São despesas relativas a serviços já recebidos mas que não foram lançados no resultado, pois contribuirão para a obtenção de resultados futuros, como é o caso dos gastos pré-operacionais)
No Passivo
- Passivo Circulante (Fornecedores, impostos, tudo que há pra pagar em menos de 365 dias)
- Passivo Exigível a Longo Prazo (Acima de 1 ano)
- Resultado de Exercícios Futuros (o seu objetivo é abrigar receitas já recebidas que efetivamente devem ser reconhecidas em resultados em anos futuros, sendo que já devem estar deduzidas dos custos e despesas correspon­dentes)
- Patrimônio Líquido (Valor líquido dos Bens. É o Ativo, subtraído pelo Passivo)
As contas do Ativo obedecem a uma ordem decrescente do grau de liquidez. Já as do Passivo obedecem a uma condição de exigibilidade ou não para a empresa, ou seja, de acordo com o prazo que a empresa tem para pagar suas dívidas.
A não exigibilidade será classificada como Patrimônio Líquido, com excessão das contas classificadas como resultado de Exercícios Futuros.
Com base nos saldos respectivos de todas as contas da contabilidade, levanta-se o balancete preliminar, porque na maioria das vezes, ainda existem diversos lançamentos a serem efetuados e que dependem de um levantamento inicial dos saldos.
Depois fazem-se os lançamentos de ajustes, registrando todos os eventos e transações referentes ao período contábil que se encerra.
Daí levanta-se o balancete de verificação final, apresentando saldos acumulados com base nos novos saldos das contas que sofreram ajustes.
Após o balancete final, agrupam-se todas as contas, de forma mais sintetizada.
Abordarei mais sobre o Balancete de Verificação no próximo post da série. Depois nos aprofundaremos mais.
Continua...

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