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quinta-feira, 24 de abril de 2008

Mais Sobre Lobby!


Matéria do site IESB:
"Novo curso de pós-graduação será inaugurado no segundo semestre
Lucas Rocha

Há 20 anos tramita, no Congresso Nacional, projeto de lei que regulamenta a profissão de lobista. A proposta, polêmica, estimulou a abertura do primeiro curso de pós-graduação na profissão em Brasília. Enquanto o projeto continua engavetado na Câmara dos Deputados, o IESB dá um passo à frente e inaugura, ainda este ano, o curso de especialização em relações institucionais e governamentais.
Em parceria com o professor de ciência política da Universidade de Brasília (UnB) Paulo Kramer, a coordenadora de pós-graduação do IESB, Elizabeth Brandão, elabora o plano de curso. Segundo Kramer, o curso preencherá as necessidades dos profissionais já atuantes e aumentará a qualificação e a rede de relacionamento dos jovens que ingressam na profissão. Para isso, abordará todas as esferas do poder público, municípios, estados e a União e ainda oferecerá um opcional: um convênio com uma universidade americana está em negociação. Com um custo adicional, aqueles que desejarem poderão ir aos Estados Unidos, país modelo da profissão, para observar como funciona o lobby em Washington.
O projeto de lei que regulamenta o lobby, do senador Marco Maciel, ainda não foi aprovado na Câmara dos Deputados devido ao “lobby feito por maus lobistas”, afirma o professor da UnB. “Hoje, know-who (saber quem) é mais importante que o know-how (saber como), e os lobistas que fazem negociatas corruptas e nebulosas querem permanecer na sombra, sem transparência em suas ações”, diz Paulo Kramer.
O lobista defende interesses, muitas vezes de empresas privadas, junto aos Poderes Executivo e Legislativo. A profissão é constantemente alvo de preconceito e tem, no Brasil, um sentido pejorativo. Segundo Paulo Kramer, “ao regulamentar a profissão serão criados elementos para trazê-la à luz do sol, fazendo com que a sociedade possa entender o que acontece, acompanhar e fiscalizar as ações”.
“Há quem ache que, sem dinheiro no bolso, não é possível exercer a profissão de lobista, defender os interesses de um grupo de pressão. Mas um bom exemplo do contrário foi Martin Luther King, ativista político que defendia os direitos de negros pobres e discriminados que não tinham nada nos bolsos”, afirma Paulo.
Existe um curso similar de assessoria parlamentar em Brasília, que começou na UnB e passou para a UniDF, mas de acordo com o cientista político, o curso desenvolvido em parceria com o IESB será mais completo. Terá três semestres, sendo dois de aulas teóricas e um para o desenvolvimento e defesa de uma monografia. As aulas serão ministradas no campus norte da faculdade às quintas e sextas-feiras, das 19h às 23h, e aos sábados, das 8h às 12h. Para seguir as exigências do Ministério da Educação (MEC), o curso deve ter no mínimo 360 horas/aula. A especialização contará com professores acadêmicos e profissionais do mercado e custará aproximadamente R$ 25 mil.
Após a regulamentação da profissão, a Abrig (Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais), passará por um processo de formalização, e efetivará o poder de atribuir um certificado de qualidade e honestidade. Além de fazer um julgamento da conduta dos profissionais cadastrados, poderá cassar a licença daqueles que não prestarem contas de quem são seus clientes, dos serviços que prestam e de suas receitas."

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