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quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Eu Voto Nulo!

Não, este não é um post de um eleitor revoltado!


Também não quero mudar sua opinião política.

Quero apenas mostrar meus argumentos pra quem se enfurece ao saber sobre meu voto.

Chegada a época das eleições e começa uma guerra nas ruas, em casa, no trabalho e hoje em dia nas redes sociais. Cada um defendendo seu político predileto ou seu partido, ou sua coligação.
É engraçado como citam Marx, Maquiavel e colocam Lula, Aécio e Dilma no mesmo contexto.

Verdady...
Não entro nessas discussões. Apenas escuto e crio um StandUp em minha mente. Mas daí me perguntam: João, de quem é seu voto?
Digo: - Meu uai!
Tá, mas vai votar em quem?
Resposta automática: - Nulo!

Mais automática ainda são as acusações sobre minha personalidade e caráter, mediante minha resposta...

Resumidamente, voto nulo porque pra mim, ninguém (Brasileiros) presta, ou pelo menos não presta o bastante para mudar o Brasil.
Somos bons e corretos até que a oportunidade de grana e poder bata à nossa porta.

Ok, você vai se considerar a pessoa mais correta do planeta agora e me apontar seu dedo. Mas exceto que você seja uma um desvio em minha regra e faça parte de uma micro-minoria, você já usou ou quis usar do jeitinho brasileiro pra levar vantagem em alguma coisa. Isso está enraizado em nossa cultura! 

Jeitinho brasileiro...
Como diria o categórico Ricardo Amorim, "No Brasil, lucro é roubo; corrupção, esperteza".
Adoramos levar vantagem em tudo. Claro que cada um tem seus próprios limites, portanto existem os pouco-corruptos, os corruptos e os super-corruptos.
Medimos economicamente quais trapaças podemos usar e quais não usar, analisando o custo x benefício de cada uma.

Por que os políticos fariam diferente?
Até hoje, todos os políticos ou quase-políticos que conheci, pensavam em primeiramente em quanto ganhariam em dinheiro e benefícios, quando fossem eleitos. Mesmo aqueles com discursos dramáticos fundamentados em causas realmente dramáticas.
Um político deveria desejar ser eleito para conseguir mudar o país, ou ao menos a cidade/estado que representa. Seria a profissão mais gloriosa do universo! Você morrer sabendo que mudou a história de um povo!
Um político para ser eleito, mesmo como vereador pé de chinelo, deveria ser alfabetizado, graduado e atestado como bom administrador. Mas isso não acontece! Enquanto vejo a população gargalhando com as propagandas eleitorais ridículas, me entristeço e perco cada vez mais a fé em nossa nação.

Ah mas você conhece um político que tem exatamente este perfil!
Concordo que ele possa existir, mas como diria o ícone da economia comportamental Dan Ariely, "Se alguém do nosso grupo faz a trapaça e nós vemos ele trapaceando, sentimos que é mais apropriado, como um grupo, fazer o mesmo." Sendo assim, quanto mais ele fizesse parte do grupo, mais ele estaria exposto à corrupção e mais ele "teria" que agir como o grupo.

Caso nosso bom samaritano não se comportasse como seu grupo, todos nós sabemos o que acontece quando se faz parte de um grupo e infringe as "regras" desse grupo. Somos excluídos!

Se você é um visionário e ainda tem esperança, vote mesmo! Mas não acuse os eleitores do Nulo de ignorantes, antipatriotas ou seja lá o que pense!

2 comentários :

  1. Cara, eu também estava pensando em votar nulo, mas pesquisei muito antes de decidir isso, e infelizmente descobri que de acordo com uma recente interpretação do TSE, essa nulidade só invalida as eleições quando os votos são anulados por causa de alguma fraude que determine sua desconsideração. Por tanto, se mais de cinquenta por cento dos votos dos cidadãos optam pelo voto nulo, prevalece a escolha daqueles que votaram em algum candidato (apesar de eu achar que as urnas eletrônicas são a maioria enganação da história desse país. Até pq maioria dos países não usam este sistema.) Mas enfim, vou votar no Eduardo Jorge, me parece ser um cara do bem e com boas intenções, e eu não vou dar meu voto para Dilma, Aécio e Marina nem fodendo.

    Abs.

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  2. Cara, acabei de ler no site do TSE o seguinte texto (vou copiar e colar pra ficar claro a informação que está lá, é meio grande, mas vale a pena ler.)

    "É importante que o eleitor tenha consciência de que, votando nulo, não obterá nenhum efeito diferente da desconsideração de seu voto. Isso mesmo: os votos nulos e brancos não entram no cômputo dos votos, servindo, quando muito, para fins de estatística.

    O Tribunal Superior Eleitoral, utilizando a doutrina de Said Farhat3, esclarece que “Votos nulos são como se não existissem: não são válidos para fim algum. Nem mesmo para determinar o quociente eleitoral da circunscrição ou, nas votações no Congresso, para se verificar a presença na Casa ou comissão do quorum requerido para validar as decisões4.”.

    Do mesmo modo, o voto branco. Antigamente, quando o voto era marcado em cédulas e posteriormente contabilizado pela junta eleitoral, a informação sobre a possibilidade de o voto em branco ser remetido a outro candidato poderia fazer algum sentido. Isso porque, ao realizar a contabilização, eventualmente e em virtude de fraude, cédulas em branco poderiam ser preenchidas com o nome de outro candidato. Mas isso em virtude de fraude, não em decorrência do regular processo de apuração.

    Hoje em dia, o processo de apuração, assim como a maneira de realizar o voto, mudou. Ambos são realizados de forma eletrônica, e a possibilidade de fraudar os votos em branco não persiste. O que se mantém é a falsa concepção de que o voto em branco pode servir para beneficiar outros candidatos, o que é uma falácia.

    O voto no Brasil é obrigatório – o que significa dizer que o eleitor deve comparecer à sua seção eleitoral, na data do pleito, dirigir-se à cabine de votação e marcar algo na urna, ou, ao menos, justificar sua ausência. Nada obstante, o voto tem como uma das principais características a liberdade. É dizer, o eleitor, a despeito de ser obrigado a comparecer, não é obrigado a escolher tal ou qual candidato, ou mesmo a escolher candidato algum.

    Diz respeito à liberdade do voto a possibilidade de o eleitor optar por votar nulo ou em branco. É imprescindível, no entanto, que esta escolha não esteja fundamentada na premissa errada de que o voto nulo poderá atingir alguma finalidade – como a alardeada anulação do pleito. Se o eleitor pretende votar nulo, ou em branco, este é um direito dele. Importa que esteja devidamente esclarecido que seu voto não atingirá finalidade alguma e, definitivamente, não poderá propiciar a realização de novas eleições. "

    Seguindo a lógica de que o site do TSE é a fonte mais confiável, o voto branco e nulo não serão computados para quem estiver à frente na eleição, ao contrário do que diz a lenda.

    Fonte: http://www.tse.jus.br/institucional/escola-judiciaria-eleitoral/revistas-da-eje/artigos/revista-eletronica-eje-n.-4-ano-3/voto-nulo-e-novas-eleicoes

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Escolha bem suas próximas palavras! hehehe
Brincadeirinha!