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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Como Empreender - Parte 3 - Ciclo Financeiro

Este novo negócio não rendeu tanta velocidade como pensei que renderia, mas tenho certeza que gerará algo muito bom. O proprietário deu uma guinada temerosa inesperada e por isso os eventos da negociação ficaram mais lentos ou em segundo plano. Por conta disso, dediquei mais tempo a outras tarefas e ainda não pude me reunir com os sócios do negócio ainda.

Mesmo após essa mudança no trajeto, continuei seguindo em frente, ja que gostei do negócio em si, pouco me importando se teria utilidade para aquela empresa ou não.
Me baseei nos problemas e objetivos iniciais daquela empresa, para ver o que conseguiria no segmento.


Tracei então algumas linhas estratégicas:

  1. Potencial de produção
  2. Geração de caixa

Para minha surpresa, consegui ótimas soluções, sem apresentar a empresa em si a terceiros e sem despender de um centavo sequer.

O potencial de produção atual da empresa, de acordo com as leis ambientais e o galpão alugado é de 20 toneladas/mês. Isso foi algo que me preocupou, pois além de interferir na logística devido à distância, não criaria o caixa necessário aos investimentos previstos em meu projeto.

Dessa forma, se faz necessário a mudança geográfica da empresa, que gera gastos de mudanças e que pode afetar nos custos fixos, haja visto o baixo valor pago de aluguel atualmente.
Assim, eu e meus sócios fomos um pouco mais ambiciosos e insólitos...

Tentamos conseguir uma área, já com benfeitorias, nas prefeituras vizinhas à capital. E conseguimos... (Claro que com um bom projeto)

Com essa parte resolvida, montei a estratégia para gerar mais caixa em menos tempo.

Analisei o mercado potencial do produto comercializado com o markup mais alto, neste caso, 78% sobre a receita. Para este produto, já consegui um cliente que me comprará 200 toneladas/mês.

Claro que tenho mais cartas na manga, mas com apenas este passo, já produziria um caixa acima de 920k/mês, mas não nos primeiros meses, pois cairia no próximo passo, o Ciclo Financeiro Positivo.

Este sim é um dos maiores trava-alegria desta empresa. Com seu ciclo financeiro positivo, a empresa tem que possuir caixa o bastante para suportar o crescimento nas vendas.

Junto com essa situação, a ausência de um bom caixa e a filosofia radicalista de aversão às dívidas do sócio-proprietário, montaram um cenário digno de Stephen King.

Resumidamente, eu teria que pegar uma empresa que fatura 70k/mês, com caixa de 20k, ciclo financeiro positivo em 31 dias, com produção máxima de 20 toneladas e transformá-la em um negócio com potencial de produção 10 vezes maior, que fatura 28 vezes mais, sem me endividar.

(Pausa dramática)...

Corri atrás de meus amigos-gerentes-de-bancos e achei a solução: O Crédito Rotativo de Baixo Custo.

Este é um crédito que funciona como um cofre. O banco lhe dá uma conta com trocentos mil reais, de acordo com o que oferece em garantia e seu projeto. Você não paga nada por essa conta, até que utilize alguma grana dela. Se você pegar 100 reais dela por 5 dias, os juros pré-combinados atuam sobre os 100 reais, durante os 5 dias utilizados, quando então você repõe os 100 reais na conta novamente.

Nesta empresa, eu utilizaria este crédito de acordo com minha necessidade de capital de giro. Para qualquer caixa de padaria entender, se eu precisar de 30k pra comprar matéria prima amanhã e não tiver caixa pra isso, eu pego o dinheiro na conta-cofre e amanhã, quando eu receber 10k, eu deposito na mesma conta, baixando meu débito para 20k e assim que for fazendo meus recebimentos, vou abatendo.

Agora com tudo resolvido e todos os stakeholders aguardando meu sinal, proprietário desviou da rota devido a inseguranças geradas pela ameaça que a estratégia representa à sua zona de conforto. Nada mais justo e compreensível. Ele é um homem que saiu "do nada" e conquistou mais do que imaginou, fazendo as coisas do seu jeito.
Querendo ou não, temos que respeitar... e muito.

4 comentários :

  1. Opa! Fala João,
    E aí Cara, o café deu certo? Ou os caras lá te travaram? Estava aqui adorando a saga e aprendendo um pouco mais com você. Adoro seus posts e me identifico muito com a sua experiência.
    Abraço,
    Patrick Souza.

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  2. E aí Patrick, beleza!?

    O café ainda não deu certo.
    Não é uma questão de travarem. O caso é que, como descrevi no post, os proprietários estão um pouco receosos com as mudanças.
    Por isso coloquei outros projetos meus nafrente, pois não tenho tempo a perder.
    Mas creio que esse negócio do café ainda vai dar certo.

    Abraço!

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  3. Olá João!
    Um dia pesquisando fábrica de biscoito fui parar no seu blog. Gostei muito o que li que me encoragei para abrir minha loja de biscoitos.Tentei ir na fábrica, mas fui no endereço antigo e perdi a viagem. Já comprei seus biscoitos são bons.Espero conhecer sua fábrica e vender seus biscoitos na minha cidade(Mariana). Um abraço

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  4. Oi Flávia!
    Caramba! Eu te encoragei a abrir a loja e ainda serei seu fornecedor?!?! Kkkk
    Meio suspeito da minha parte, não?! Hehehe

    Veja em nosso site o endereço novo do nosso centro de distribuição em Contagem. Vamos combinar de satisfazer Mariana com os Bscoitos Caipirão!

    Te espero aqui!
    Abraço!

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Escolha bem suas próximas palavras! hehehe
Brincadeirinha!