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terça-feira, 16 de junho de 2009

Empresas Familiares - Problemas e Soluções


Esse é meu post de número 200 e tentei prorrogar bastante para escrevê-lo pois queria que coincidisse com o dia "D" da minha volta por cima, mas não dá pra ficar uma semana inteira no deserto né!?

Portanto decidi escrever sobre as empresas familiares. Esse assunto é bem polêmico e complexo mas vou escrever um pouquinho hoje e outro dia escrevo mais.
Acho que desse assunto eu entendo, já que sempre tive negócios familiares, desde criancinha, quando vendia chup-chup (geladinho) que minha tia fazia, com meu irmão. Saíamos os dois com as caixas de isopor lotadas de chup-chups feitos com frutas de verdade e não com suco.
Negócio pequeno como esse, que envolve apenas dois irmãos leais e sinceros um com o outro e uma tia que é na verdade uma segunda mãe, só dá lucro!
O problema começa quando o negócio é maior e não tem apenas irmãos leais e sinceros envolvidos.

Lendo a última revista Exame PME, destaquei algumas partes:
"Os problemas surgem quando cada parente se preocupa apenas com sua parte e a empresa não conta com mecanismos de gestão assentados em metas e resultados."
"Com o tempo, criam-se feudos onde quem manda é rei, mas ninguém está encarregado de pensar no negócio como um todo."
"Raramente um fundo de capital de risco investe numa empresa em que questões familiares ou pessoais dos empreendedores possam influir diretamente nos resultados."

Eu complemento a matéria com minha experiência:
"O maior inimigo dos negócios familiares se chama ORGULHO, a maior arma de destruição se chama PICUINHA (intrigas guardadas) e o gatilho para essa arma tem o nome de DESCONFIANÇA."

Não adianta. Quanto mais membros da família o negócio envolver, mais difícil fica o controle dessas três pragas.
As famílias muitas vezes veem elas antes do negócio e não o que seria correto, ou seja, o contrário.

Maaaaaaaas, como nenhum de nós quer vender chup-chups em caixas de isopor para sempre, devemos nos concentrar em soluções para esses problemas.

Então segue a listinha básica de soluções para as empresas familiares:

  • Crie um fluxograma da empresa
  • Crie um organograma da empresa
  • Crie um conselho de administração
  • Faça com que o conselho defina quem cuidará de quê
  • Faça o conselho nomear um presidente ou CEO (Fica mais bonito)
  • Deixem o orgulho de lado e definam quem manda em quem, ou melhor, quem toma decisões em quais lugares. Sendo que eu acho que cada simples funcionário deve ter liberdade e capacidade de tomar algumas decisões sozinho.
  • Crie um Estatuto Social, ou então coloquem no Contrato Social mesmo, ou melhor ainda, registrem Atas Internas em cartório, para definir regulamento societário, tipo quem manda, metas, cobranças, penalizações e distribuição de lucros.
  • Quem manda deve mexer nas cadeiras em que acha melhor para a empresa e assumir as responsabilidades por isso, já os outros devem discutir, refletir, analisar e se não conseguirem fazer quem manda mudar de idéia, aceitar a decisão.
  • Deve estar estipulado no Estatuto Social ou outro registro, o período de duração do "mandato" de quem manda e de como ele poderá ser tirado dessa posição, ou assumir outro mandato.

Bem, isso é o básico do básico, mas já dá muito trabalho. No mais, apenas lembrem-se de que a empresa é um Ativo seu e sua obrigação é fazê-lo crescer, para que ele aumente seu patrimônio pessoal. Isso independente de seu orgulho estar ferido ou não!
O que realmente não rola é ter alguém melhor que você pra sentar em sua cadeira e você não querer abrir mão disso. Por orgulho, você torna seu enriquecimento mais difícil.

Quero escrever muito mais sobre o assunto, mas por enquanto é só, pois estou numa semana crucial em meus investimentos e estou um pouco sem tempo.

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Brincadeirinha!